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sábado, 10 de março de 2012

RIP Jean Giraud (1938-2012)

foto tirada deste artigo (Comic Book Resources)

Fiquei a saber do falecimento deste gigante da BD pelo seguinte post do ...

notas bedéfilas: Imagem do dia: RIP Jean Giraud (1938-2012): É noticia hoje o falecimento aos 73 anos de Jean Giraud/Gir/Moebius , um dos mais talentosos e criativos autores da bd mundial. É ele o...

Apesar de o apreciar enquanto criador do "Tenente Blueberry", começando a ler as suas aventuras na revista "tintin" da minha juventude, foi poucos anos depois que começei a segui-lo enquanto Moebius. Esta sua faceta de criador de mundos outros, surreais e adoravelmente desafiadores pela argúcia da sua escrita e desenho(s) de cores suaves, para mim foi a mais marcante (e prolífica) da banda desenhada de origem franco-belga em vertente de Ficção Científica, não esquecendo a sua influência no Cinema. Como homenagem, vou reler a minha cópia de uma das suas obras mais emblemáticas: A Garagem Hermética de Jerry Cornelius.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Onde está...??

Onde está o Wally? Onde está o Waldo? Não sei. Mas sei que neste cenário do porto espacial de Mos Espa no planeta Tatooine já vi o Mr. Spock, o Doctor Who e a sua Tardis, o Batman, uma minifigura de LEGO, aquele adereço psicadélico tipo foguetão com bolas de cera (vulgo lava lamps), o Bart Simpson, uns recorrentes gatos que me parecem personagens de uma BD do Moebius (será Le Garage Hermétique de Jerry Cornelius, ou o John DiFool no Incal?), um boneco (action figure) do Super-Homem, a face do personagem principal do Scream (Ghostface), um Battle droid do Episode I (que nunca chegou a pôr os membros em Tatooine, nos filmes, quero dizer; idem para um Ewok), um graffiter a escrever (mal) "Wompa" (devia ser Wampa) no flanco de um Dewback, um Predador, uma lata de caranguejo do álbum do TinTin O Caranguejo das Tenazes de Ouro, o cyborg T-800 da série O Exterminador, uns 2 bonecos que parece terem saído de um dos filmes de Myiazaki e um dinossauro de brincar.

P.S.: Descobri entretanto os bonecos dos personagens principais de O Feitiçeiro de Oz.

Tudo resultado (muito bom, a meu ver) do trabalho do escritor, ilustrador e cartoonista Ulises Farinas, que desenhou este mural polvilhado de várias referências à FC de origens outras que não Star Wars. Se alguém descobrir algo mais, agradeço comentário. :)


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fluorescent Black: que grande filme!

Menti. Não se trata (ainda?) de um filme. Mas de Fluorescent Black, uma BD americana escrita por MF Wilson, desenhada por Nathan Fox e colorida por Jeromy Cox, que algum dia, espero que não muito distante, chegará às telas das salas de cinema. Esperei quase um ano pelo livro, depois da encomenda feita na BDMania. Valeu a espera e li-o esta madrugada de uma assentada (há muito tempo que não me dava uma tamanha insónia...).

O trabalho, um tríptico Biopunk (palavras do autor) publicado originalmente na Heavy Metal entre 2008 e 2010, reunido no livro que possuo, editado pela revista em Junho de 2010, fala-nos de uma sociedade a um tempo distópica/utópica (sic; leia-se a introdução do argumentista) em que a genética divide os (muito) ricos dos (muito) pobres na ilha cidade-estado de Singapura de 2085. Aqui, os Superiores, detentores do poder e do dinheiro vivem nos seus corpos e cidade limpos e perfeitos, cada vez mais belos, limpos, ricos, saudáveis, egoístas e inteligentes, separados apenas por duas pontes fortificadas daqueles, os Inferiores, que vivem no ghetto de Johor Bahru, um gigantesco bairro de lata biológico habitado pelos rejeitados e ostracizados da sociedade, violentos, mental e fisicamente doentes, feios, tatuados, dependentes de drogas e transplantes feitos com os restos dos orgãos daqueles que matam para sobreviver mais uns dias. Aqui reina o caos, a miséria, a destruição e a anarquia. Os únicos valores que ainda significam algo são os órgãos e sangue humanos, recolhidos por todos e transaccionados, modificados entre os que deles necessitam para que os seus corpos não colapsem definitivamente. Aqui vivem os enxertados, em mais de um sentido do termo. Pelo meio, um grupo de improváveis "revolucionários" que, sob o lema "Free the gene!", planeiam derrubar a barreira entre si e os poderosos, restabelecendo a democracia genética e social ao dar a todos acesso ao Ultagénio, um produto desenvolvido num dos laboratórios dos Superiores e que permitirá normalizar o genoma dos inferiores, tornando-o igual aos da classe dominante.

Esta é a sinopse que me apeteceu escrever. Clicando na primeira imagem infra aceder-se-á a outra(s).  Não quero entrar em mais detalhes do enredo pois considero que esta obra gráfica merece ser lida e possuída — termo curioso, considerando o tema... Visualmente forte, o desenho acompanha com competência a caótica agressividade (o Biopunk, lá está) espelhada nas palavras do argumentista. Mas no fim.... Não conto!!

Que filme que eu esta madrugada li!




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Banzai Nº 1 à venda

Só hoje tive conhecimento do lançamento do nº 1 da revista portuguesa de manga Banzai, lançada pela NCreatures. Agradeço a notícia ao Rui Pires, que teve a amabilidade de comentar o meu post de há quase um ano atrás a propósito do número "zero" da publicação. À venda nas lojas FNAC, o exemplar mais recente foi lançado no passado mês de Novembro na loja do C. C. Colombo, com a presença das autoras Manuela Cardoso, Joana Rosa Fernandes, Cristina Dias, Rita Marques e Inês Pott.

Assim que tiver adquirido o meu exemplar aqui virei sobre ele escrever, com o detalhe que merece. Assim de imediato, um par de alterações são evidentes: a revista passou de bimestral a trimestral e o nº 1 conta com 100 páginas, ao invés das inicialmente anunciadas 120. Uma boa notícia neste início de 2012 e uma iniciativa a, de novo, aplaudir no âmbito do muito escasso mercado português de revistas desta temática/inspiração cultural. E pelo calendário (e as contas não me falham) o nº 2 da revista deverá chegar às lojas já no próximo mês de Fevereiro.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dali e a sua Alice no País das Maravilhas

São 13 as ilustrações que Salvador Dali criou em 1969 para a edição que a Random House então publicou reflectindo a sua inspiração nos doze capítulos da obra de Lewis Carroll. Além da já conhecida estranheza de que vive (e marca) a obra literária (mascarada de conto [pseudo] infantil), esta reinterpretação visual do pintor catalão, que incluíu alguns dos elementos que são quase imagem-de-marca no surrealismo da sua obra plástica, revela-nos algo de, a uma vez, ainda mais onírico e quase orgânico a que não é de estranhar a omnipresente insistência na representação mais ou menos evidente de insectos. Aqui deixo alguns exemplos:

Frontispício

1. Down the Rabbit-Hole

2. A Pool of Tears
3. A Caucus-Race and a Long Tale

No seguinte vídeo podemos ver os detalhes da edição impressa e aspecto geral do conjunto posto naquele ano à venda pela editora.




Todas as restantes imagens a ver no artigo do sítio La Boite verte.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Magia da Realidade

The Magic of Reality: How We Know What’s Really True é o nome da obra recentemente editada no Reino Unido (15 de setembro) pelo conhecido divulgador científico, o biólogo evolucionário Richard Dawkins, e profusamente ilustrada pelo artista Dave McKean. Desta feita o esforço conjunto é dirigido a públicos de todas as idades e não apenas a adultos, num guia ilustrado que responde a questões como "De que são feitas as coisas?", "O que é o Sol?", "Estamos sós?", "O que é a Realidade? O que é a Magia?" e inúmeras outras. Uma boa forma de introduzir (se não existirem já) questões pertinentes e aparentemente simples na cabeça dos nossos filhos.


sábado, 10 de setembro de 2011

Webcomic recomendado

Girls With Slingshots, de Danielle Corsetto. No mínimo, a deliciosa descrição do Wizardworld.com deve chegar para lançar o isco:

This daily web comic from Danielle Corsetto stars a wild and wacky cast of characters ranging from busty best friends and librarian dominatrixes to sensitive baristas and talking Irish cactuses.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Os adultos e os jogos online...

Por causa disto, este cartoon faz cada vez mais sentido (?). Conforme publicado no blog The Oatmeal no passado dia 22 deste mês. Não será difícil revermo-nos em tudo, excepto, talvez, na parte do "fazer sexo maradamente estranho que seja ilegal em sete estados". Só porque em Portugal não há Estados, quanto muito Províncias.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Os 7 hábitos dos ditadores (Altamente Loucos) do Médio Oriente

Como se um ditador não fosse já à partida um perfeito atrasado mental com manias de realeza absoluta, a sua indumentária e demais hábitos publicamente pessoais  definini-lo-iam como tal de qualquer das formas. No site C-Section Comics Idan Schneider ilustra sete destes hábitos, que, admitamos, não são assim tão cartoonísticos ou fantasistas como se possa pensar. Ele apenas aprofunda mais a trágica e patética ironia daqueles ditadores. No caso, os do Médio Oriente. Porque demência é demência e, claro, a figura usada para a exemplificar é (acredito) mera coincidência...



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Isto sou eu!

"Tipo agressivo de objectividade". Sim, parece que se me adequa o rótulo. O mesmo que causa os "anti-corpos" que os incompetentes com que sempre tive de lidar na minha carreira profissional — infelizmente quase todos na hierarquia que me é superior (o que, em si, já é lixado o suficiente)... — usando-a para mascarar a inactividade, o laxismo e alguma da incompetência daqueles com quem compactuam sem eu perceber muito bem com que objectivo ulterior em termos da imagem e funcionamento da empresa. É que eu jogos só de computador, mesmo. No resto (a profissão), levo tudo muito a sério. E lixam-me por isso.


Dilbert.com

sexta-feira, 10 de junho de 2011

The Looney Tunes are back! (em 3D)

"The Looney Tunes are back!"




Quando li isto nem quis acreditar. Para mim das séries animadas mais virulentas (e virais, para a época) de sempre, os Looney Tunes dos estúdios da Warner Brothers (desde 1944) sempre foram os bad boys da animação, batendo aos pontos, para a maioria dos adultos, os lamechosos trabalhos da Disney, sempre a puxar para o dramalhão traumatizante e a sequente lágrima. Todos os seus lendários directores/realizadores — Tex Avery, Bob Clampett, Friz Freleng, Chuck Jones (de quem se comemora em 2012 o centenário do nascimento), Robert (Bob) McKimson ou Frank Tashlin, não esquecendo essa quintessência da voz humana que foi o fantástico Mel Blanc — souberam criar uma imagem de marca baseada numa violência tão absurda, gratuita, esdrúxula e surreal que, exactamente por estes excessos, se tornara um primor do humor. A isto também não foram alheias as contribuições de argumentistas como Warren Foster, Tedd Pierce, Michael (Mike) Maltese e, repetentes, Chuck Jones e Friz Freleng, cujas mentes criadoras (salutarmente conturbadas?) nos deram personagens tais como um Bugs Bunny (Pernalonga, em Portugal), um Daffy Duck, um Yosemite Sam, um Speedy Gonzales, o par Sylvester the Cat & Tweety Bird, Fohghorn Leghorn, Marvin the Martian ou Elmer Fudd. Tudo isto condimentado com música não menos invulgar e bem ritmada como a que outros históricos compuseram, como Carl Stalling, Milt Franklyn ou William (Bill) Lava.

Anunciou ontem a Warner Bros. que vão voltar aos cinemas a partir de 18 de Novembro deste ano (um filme) e outros dois em 2012, mas em formato do mais modernaço 3D. Nestas histórias curtas, todas originais, conta-se ainda com a voz de Mel Blanc em duas delas, inicialmente captada em dois temas musicais gravados para a Capitol Records nos anos de 1950s. Os filmes, dirigidos por Matthew O’Callaghan, são "Daffy’s Rhapsody" (de onde foi retirado o fotograma que abaixo reproduzo), "I Tawt I Taw a Puddy Cat" e "Untitled Coyote and Road Runner".

Foi-se, a era destes saudosos bonecos animados a 2 dimensões e sombras rudimentares. Isto agora pia mais fino. Se o Tweety Bird não levar a mal a minha expressão...

'Disparo, não disparo?' parece perguntar o Daffy em "Daffy’s Rhapsody" via CartoonBrew.com

domingo, 5 de junho de 2011

Blogs a seguir: "a kevin wada art blog"

O ilustrador vive em San Francisco e chama-se Kevin Wada. Chega-se até ele por aqui: http://kevinwadaart.blogspot.com/ e a visita não desiludirá quem procure ver arte original, com um quê de trágico mas, em simultâneo, familiar, notando-se a sua propensão para o design de moda, com menção especial para a soberba aplicação de cor. Um pequeno exemplo:


Weaver in Waiting , Kevin Wada.