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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O português é Peixes


O título é meu e a conclusão (e identificação) com tudo o que abaixo se segue nasceram da leitura do seguinte texto. Os destaques a cheio são igualmente meus. Tudo o mais — o principal — se deve à mente pensadora e lúcida do grande Português que foi Agostinho da Silva.

O Português preferiu a poesia da aventura, do sonho, a ser impelido para as coisas, ao trabalhinho que teve o holandês, que teve o inglês. Agora Portugal vai ter problemas. Portugal vai ter o grande problema que nós todos temos, que é sermos o que somos. De nos cumprirmos. O grande problema que nós temos na vida é cumprirmo-nos.” (…) “Nós fomos feitos para o impossível. Deixe o possível para os alemães. O possível, com grande magnanimidade eu deixo para os alemães e para os franceses. Nós o que temos que cumprir é o impossível.

Agostinho da Silva

Portugal foi formado na beira de um Oceano, não nas margens do Danúbio ou nas escuras florestas góticas da Escandinávia ou nas cinzentas colinas dos Países Baixos. A viva luz ambiente, a pressão – por vezes esmagadora – imposta pela presença de uma imensa e turbulenta massa oceânicas imprimiu desde cedo um carácter muito especial aos povos que foram chegando a este extremo europeu, que aqui se foram mesclando, camada após camada, até enformarem aquilo que hoje conhecemos como o “português” e que, espalhando-se pelo mundo fora, haveria de botar sementes de Lusofonia no Brasil, em África e na Oceania que ainda hão de frutificar e unir – nesse carácter aventureiro comum – todos estes povos dispersos pela geografia e pelos acasos da História.

Foi a paixão pela aventura, que nunca existiu num formato tão essencial e absoluto em nenhum outro povo além, talvez, excepto, nos gregos e nos fenícios, de que a portugalidade é plena herdeira, quer geneticamente, quer em termos de temperamento e alma. Se holandeses, ingleses e alemães se bastam e satisfazem como formiguinhas metódicas e organizadas, o português aborrece-se de morte nessas tarefas contabilistas e contadoras e sonha com mares abertos, com aventuras em terras distantes e feitos únicos. Por isso um pais tão pequeno conseguiu colonizar um pais continente tão extenso e diverso como o Brasil, por isso o regime de Salazar fez tudo quanto pôde para travar os fluxos migratórios para África, por isso a emigração portuguesa foi sempre tão intensa ao longo de tantas décadas (e por isso mesmo regressa agora em plena força). O português não se fez para viver em Portugal. O português é acima de tudo um cidadão do mundo, fiel à aventura do Descobrimento e do Desbravamento e sonhando com novos mares e terras renovadas. Quando tentaram fazer de nós um “país europeu” entrámos em longa depressão coletiva numa Europa de germânicos e eslavos com quem não nos identificamos nem na alma profunda, nem no temperamento superficial. Os nossos irmãos mediterrâneos, espanhóis, italianos e gregos comungam connosco deste sentido sentimento de inferioridade em relação aos Senhores do norte da Europa, mas não têm a força anímica que já revelámos ter, resistindo a duas perdas de independência e mantendo as fronteiras mais estáveis de todo o continente.

Portugal tem a missão e o dever históricos de liderar os povos mediterrâneos, da margem nortenha deste mar, até um ponto comum, que os separe dos povos do norte que sempre cobiçaram os seus Estados e solarengas paragens, que os afaste para as escuras e húmidas florestas do norte e que refundem em torno dos conceitos mediterrâneos de “vida conversável” e aventura empolgante as formas de vida que os neo germânicos tornaram em contabilidade e aforramento financeiro. O Homem mediterrâneo não foi formado para contar e somar, o mediterrâneo, de onde brota em primeira linha o portugueses e através dele, o lusófono, fez-se para viver e contar o que viveu, não para somar o número de pregos que usou na sua caravela, nem os quilos de pimenta que embarcou em Cochim. Foi quando o passámos a fazer que desenhámos o fim de Portugal e preparámos – séculos depois – a adesão a uma Comunidade europeia com a qual nada temos a ver.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Afinal não vim para fechar portas... =/

Pois é. Uns dias depois disto fiquei a saber que afinal não foi bem assim... O que me foi dito foi que vim para ser um guardião de portas (gaita! de novo a metáfora do porteiro, em variante da anterior versão).
Guardar portas, fechar portas, para mim vem tudo a dar no mesmo, se bem que guardá-las (tipo cão?) me pareça bem melhor que ter de as fechar. Talvez uma espécie de guarda-costas de políticos lusos?
Seja como fôr, vou investigar melhor qual o significado esotérico de se ser um "guardião de portas" (ou "da" porta.

P.S.: Se entretanto alguém me puder ajudar a entender isto, que comente que eu agradeço.

"Doors" por Colin Thompson

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Podia ser "natural" mas é péssimo...

Há pouco mais de onze anos vaticinaram-me um "você veio cá para fechar portas." (não me lembro se já aqui falei disto, ou não). A primeira vez que mo ouvi dizer perguntei-me se "isto deve será bom?" A resposta foi vindo pouco a pouco nos anos seguintes. Fechar portas tem muito significado subjacente, como vim ao longo destes anos todos a confirmar. Quando se fecha uma porta duas coisas podem acontecer: ou se fica do lado de dentro, ou do lado de fora da dita. Se, de tudo aquilo por que passei desde que mo disseram — e cada vez mais o sinto como uma espécie de instrumento de execução que paira sobre a minha cabeça —, representa o tal fechar de portas, então bem que me poderia ter sido vaticinado melhor papel a desempenhar na vida.

Fechar portas é péssimo! Pergunto-me o que terei feito em vidas passadas para ter de pagar tal sorte agora… Mas talvez aproveite a experiência e me dedique a ser porteiro (já pratiquei artes marciais, por isso já não me falta tudo).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Zodíaco dos Geeks, v.2.0

Os símbolos do zodíaco para pessoas como "nós". James Wright concebeu-o e Josh Eckert desenhou-o. Papagaio como sou, retirei-o daqui (geektyrant.com) mas originalmente publicado pelos Bit Rebels.

P.S.: A pessoa que me deu isto a conhecer é uma Undead. Eu? Um Treasure Hunter. E desse lado?



Gosto, especialmente, do fine print (que reproduzo). O Português e a sua Muy Nobre Arte do Desenrascanço (aqui associado ao signo Spy) vão longe....

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Numerologia amadora


"Obviamente" que não sou numerólogo, nem nada percebo de números vistos (lidos?) enquanto tal, mas acho curioso que a data de hoje no calendário, somando o mês ao dia, resulta no valor dos dois últimos algarismos do ano em que nos encontramos (11):

2011.04.07 // 4 + 7 = 11


Agora só falta que alguém verdadeiramente conhecedor do significado esotérico de um "11" (um Número Mestre, a ver com um Caminho de Vida), ou de um "2" (1 + 1), aqui deixe um comentário que permita que este deixe de ser dos posts mais idiotas que jamais aqui coloquei... =P