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quarta-feira, 6 de junho de 2012

R.I.P. Ray! (Fuck Me, Ray Bradbury - Rachel Bloom)

R.I.P. Ray Bradbury. A tua obra e a mente que a produziu, merecem-me toda a admiração e respeito. E exactamente por estas razões, e para não ser o óbvio lamecha neste dia em que partiste, te dedico este tema da Rachel Bloom. Tenho a certeza que ela (e todos nós) continuamos a sentir o mesmo.

Para os mais curiosos, este link poderá ajudar.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fluorescent Black: que grande filme!

Menti. Não se trata (ainda?) de um filme. Mas de Fluorescent Black, uma BD americana escrita por MF Wilson, desenhada por Nathan Fox e colorida por Jeromy Cox, que algum dia, espero que não muito distante, chegará às telas das salas de cinema. Esperei quase um ano pelo livro, depois da encomenda feita na BDMania. Valeu a espera e li-o esta madrugada de uma assentada (há muito tempo que não me dava uma tamanha insónia...).

O trabalho, um tríptico Biopunk (palavras do autor) publicado originalmente na Heavy Metal entre 2008 e 2010, reunido no livro que possuo, editado pela revista em Junho de 2010, fala-nos de uma sociedade a um tempo distópica/utópica (sic; leia-se a introdução do argumentista) em que a genética divide os (muito) ricos dos (muito) pobres na ilha cidade-estado de Singapura de 2085. Aqui, os Superiores, detentores do poder e do dinheiro vivem nos seus corpos e cidade limpos e perfeitos, cada vez mais belos, limpos, ricos, saudáveis, egoístas e inteligentes, separados apenas por duas pontes fortificadas daqueles, os Inferiores, que vivem no ghetto de Johor Bahru, um gigantesco bairro de lata biológico habitado pelos rejeitados e ostracizados da sociedade, violentos, mental e fisicamente doentes, feios, tatuados, dependentes de drogas e transplantes feitos com os restos dos orgãos daqueles que matam para sobreviver mais uns dias. Aqui reina o caos, a miséria, a destruição e a anarquia. Os únicos valores que ainda significam algo são os órgãos e sangue humanos, recolhidos por todos e transaccionados, modificados entre os que deles necessitam para que os seus corpos não colapsem definitivamente. Aqui vivem os enxertados, em mais de um sentido do termo. Pelo meio, um grupo de improváveis "revolucionários" que, sob o lema "Free the gene!", planeiam derrubar a barreira entre si e os poderosos, restabelecendo a democracia genética e social ao dar a todos acesso ao Ultagénio, um produto desenvolvido num dos laboratórios dos Superiores e que permitirá normalizar o genoma dos inferiores, tornando-o igual aos da classe dominante.

Esta é a sinopse que me apeteceu escrever. Clicando na primeira imagem infra aceder-se-á a outra(s).  Não quero entrar em mais detalhes do enredo pois considero que esta obra gráfica merece ser lida e possuída — termo curioso, considerando o tema... Visualmente forte, o desenho acompanha com competência a caótica agressividade (o Biopunk, lá está) espelhada nas palavras do argumentista. Mas no fim.... Não conto!!

Que filme que eu esta madrugada li!




sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"Is Facebook really doomed to die?"

Quem coloca a pergunta é o io9.com e destaco o seu artigo não apenas por se referir à mais povoada rede  mas também pela análise que faz às redes sociais em geral (o que são, como as usamos e para onde poderão ir). Vale a pena.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Futuro como nunca aconteceu

Sempre senti uma atracção especial pelas representações (melhor: antecipações) desenhadas por artistas tentando dar-nos visões do "Futuro". Umas mais certeiras que outras, ou assim não tão divergentes quanto se possa pensar, todas denotando esforços em serem diferentes do seu presente sem alguma vez o conseguirem alterar (esconder?) o suficiente. É o caso das 18 ilustrações nos anúncios da metalúrgica Bohn criados por alturas dos anos 1940 do séc. XX, reunidas sob o tema "Visions of the Future".





sábado, 1 de outubro de 2011

O Surrealismo mecânico de Almacan/Kazuhiko Nakamura

Almacan (ou Kazuhiko Nakamura) é um artista japonês que alia uma visão surreal com o mecânico e com o steampunk para nos dar a ver autênticos mundos naquilo que poderiam ser meras representações retratistas. Curiosamente já fora o autor do poster da 5ª Bienal International de Gravura do Douro de 2010, em cujo catálogo também foram reproduzidas algumas da suas peças.

Deixo aqui alguns exemplos da obra mais vasta, construída com o software Shade, ZBrush e Photoshop, sendo que mais exemplos estão patentes na sua página oficial Mechanical Mirage (onde são descritos alguns dos processos usados na concepção das imagens finais) ou na que também mantém no deviantART.

The Tower of  Beetle

Requiem for Industory

Metamorphosis

The End of Flight Zone

Triceratops

Silence in a Sandglass

terça-feira, 5 de julho de 2011

Alien Prequel News: Prometheus synopsis leaked?



A provável prequela da tetralogia "Alien" de Ridley Scott, Prometheus de seu nome, anunciada como estreando em Junho de 2012, já foi alvo de uma fuga de informação. Um dos que primeiro divulgaram a sua sinopse online foi o blog Alien Prequel News. Ora leiam — ou não, se detestarem saber de antemão como irá ser o esqueleto da história. Já li algures comparações com a obra de Erich von Däniken (li nos idos de 1970s 2 dos seus livros e concordo totalmente).

Eram os deuses astronautas? Somos todos extraterrestres? A ideia é suficientemente romântica para eu gostar dela... O que acham?


Alien Prequel News: Prometheus synopsis leaked?: "I just received an interesting e-mail from a reader who claims to have received the whole synopsis of Prometheus. I get a few of these now ..."

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Os políticos portugueses e "o futuro".

Cada vez que um político (ou candidato "a") decide publicar obra escrita, invariavelmente a palavra "futuro" ou as suas ideias para o "futuro" são o seu móbil, se não em título pelo menos em espírito. Desde que, em 1974, António de Spínola escreveu o seu "Portugal e o Futuro" que recentemente vieram ao prelo livros como "Portugal na Hora da Verdade", "Mudar" ou o mais recente "Compromissos para o Futuro". Tudo isto me tem feito pensar se esta não será uma forma de, subrepticiamente e ao abrigo de boas vontades e do afirmar de "soluções" para todos os portugueses, os próprios autores — repito: políticos, ou futuros candidatos a — não estejam a esqueçer-se do "passado", o tal que nos levou à situação em que eles, responsáveis máximos pela situação para a qual, com as suas obras, querem propor "soluções" milagrosas e nunca antes antecipadas. Por mim preferiria antes que houvesse, quiçá, mais livros sobre o nosso passado político por forma a que ao menos o não esqueçêssemos, nem aos erros que nos levaram a ter de encarar o futuro de forma mais realista. A tal forma que, com estes livros, os autores (pelo menos) verão a sua própria vida futura com maior conforto financeiro. À nossa conta, mais uma vez...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Blade Runner completo



Ou quase. Trata-se do site construído por um fã britânico de 55 anos, no qual partilha a sua colecção de todo o tipo de objectos evocativos (adereços) do já clássico filme de Ridley Scott — Blade Runner (1982) para mim, um dos melhores filmes de sempre. É um conjunto quase irrepetível de pérolas: o livro em que se baseia, escrito pelo maior (um dos maiores, vá) escritores de Ficção Científica de sempre, Philip K. Dick, a banda sonora de Vangelis, a arquitectura futurista, o ambiente geral da grande urbe, a inovação visual patenteada na tela naquele já longínquo ano de 1982...

A visitar aqui: http://www.ridleyville.com/#Homepage

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Star Wars: as prequelas contadas em LEGO, em apenas 2 minutos

Fã de LEGO desde miúdo e fã de Star Wars desde 1977. A partir de 1999 a LEGO tornou-se uma marca licenciada oficialmente pela Lucasfilm para produzir conjuntos baseados em personagens, situações, cenários e naves dos 6 filmes de George Lucas. O seguinte vídeo sintetiza "na braza" (em 2 minutos) o principal do enredo dos 3 filmes mais recentes da saga (entre 1999 e 2005), também denominados como Segunda Trilogia.



Hatsune Miku (初音ミク) a Vocaloid

Criada pela Crypton Future Media de Sapporo, Hatsune Miku é uma famosa cantora japonesa... que não existe. É, antes, uma figura sintetizada em 3D sustentada pelo binómio software de voz (do mesmo nome), baseado em amostras vocais da actriz Fujita Saki, lançado em Agosto de 2007 por aquela empresa, em conjugação com a tecnologia Vocaloid 2 (Vocal + Android), o sintetizador vocal da Yamaha. O programa Vocaloid2 permite que se insiram letras (poemas) e se defina uma melodia, gerando depois a nossa própria canção, tudo sem se ter de trautear uma única nota musical. Até ao momento existem já mais de 100,000 canções originais, empregues em tudo desde DVDs, CDs e jogos, existindo mesmo uma linha de figuras coleccionáveis e brinquedos associados à imagem da virtual/real Hatsune Miko, a figura de inspiração anime criada em imagem 3D de síntese (CGI) pela SEGA Corporation para dar "corpo" a este prodígio informático (a cantora), com uma personagem tridimensional projectada holograficamente em directo para as audiências, cantando e dançando em palco. O seguinte video ilustra bem o resultado do realismo e assombro da criação...








Notícia baseada no original do site The Mary Sue.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dá que pensar... Vivendo num Minority Report?

Retirado do artigo do GeekChicDaily.com:

Google's Way IS The Highway - Internet giant Google now has self-driving cars and is lobbying Nevada to create laws that would allow the autonomous vehicles to be used on public roads. Great. Google knows everything about you and wants to drive your car. In a couple of years, we'll be living in Minority Report.