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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Demagogia política

demagogia 
(demagogo + -ia
s. f.
1. Preponderância do povo na forma do governo.

2. Abuso da democracia.

3. Dominação tirânica das facções populares.

4. Discurso ou acção que visa manipular as paixões e os sentimentos do eleitorado para conquista fácil de poder político.


Poucas vezes aqui tenho abordado temas ditos políticos. Volto ao tema porque desde há alguns dias que vejo um semi-discreto autocolante do P.C.P. (acho que é a segunda vez que me refiro directamente a um partido político, pensando bem) afixado sobre os mapas do trajecto dos comboios da Linha de Cascais da C.P., que diariamente frequento. Transmite uma mensagem contra a tão falada, e sempre adiada, privatização da Linha.  Nele lê-se isto:
Privado é para alguns.
Público é para todos. 
Fiquei com vontade de aqui registar a ideia que me ficou depois de mais uma vez o ler. Demagogia pura. Da dita "esquerda" ou da dita "direita" do espectro político (mas também em todas as outras actividades humanas) a demagogia é algo que me deixa enojado. Primeiro, porque quem a escreveu/concebeu se toma por iluminado a pregar à plebe verdades que esta parece não saber, e, segundo, toma quem a lê julga tomarem-no por tolo(s).

Privado é para alguns e público é (que) é para todos? WTF? Pensava que o uso da Linha fosse para "todos" os que pagassem o serviço mediante o respectivo título de transporte ou assinatura mensal! Se a Linha for privatizada, passarei a ser proibido de a usar? :O É melhor rezar para que se mantenha "pública", pois só assim todos a poderão frequentar e dos seus serviços usufruir? Parece ser isto que o P.C.P. quer que se pense. Que ideia mais infeliz e que chavão mais ilógico e ignorante aquele partido poderia ter concebido!

Pensava que o conceito de 'privado' e 'público' se referisse à propriedade, gestão e operação de um serviço  — porque é de um serviço de aqui se trata  — e não ao seu uso. Posta a questão da privatização do serviço ferroviário na Linha de Cascais (ou noutras linhas) nestes termos, qualquer incauto ingénuo ficará a pensar que, de facto "privatizar" é demonizar e que o público é que "é fixe!", porque apenas nesta segunda situação todos poderão entrar num comboio da C.P....

Mais contente eu ficaria se o P.C.P., em vez do seu egoísmo político, se insurgisse contra as péssimas condições de segurança na operação diária da Linha, na cada vez mais sentida má qualidade do seu serviço, ou da degradação a que o parque ferroviário tem vindo a ser alvo, sem que alguém se indigne. Mas não. Segurança, qualidade e outros "luxos", são alheios à "luta" deste tipo de "esquerda". O partido mais monolítico e cego à(s) realidade(s) contemporâneas que conheço, considera preferível tomar os utentes por idiotas, não mais conseguindo produzir que um auto-colante dirigido a infantes pré-escolares, ao invés de se dirigir e despertar adultos melhor informados.

A C.P., como qualquer outra empresa de transportes a operar no nosso país, devia ser privatizada e o mais depressa possível. Serei ingénuo ao acreditar que só assim o utente se passe a sentir verdadeiramente digno de ser servido em condições? Ou apenas temos o direito de pagar-e-calar para empresas indigentes (e indigentemente geridas, acrescento) continuem a arrastar-se?

É que me custa imenso pagar mensalmente €68,25 e depois sentir que me tratam como se eu é que estivesse a fazer-lhes um favor!

Se a linha fosse privatizada, indignações partidárias como esta deixariam de fazer sentido, pois que a resolução das situações, a existirem, seria da responsabilidade dos seus proprietários e não do "governo" (logo, saindo da vossa esfera de intervenção, não é?), que, redundando em reclamações do público pagante, por certo as quereriam ver resolvidas com a maior brevidade possível (admitindo que permitissem que elas acontecessem, de todo). Acresce que, como se diz popularmente, "quem não tem dinheiro, não tem vícios" e assim sendo, e estando o nosso "Estado" na penúria em que está, para quê insistir em ser dono de algo que não pode pagar? Faça como "nós" (o povo, sim): venda a quem pode, deixe-se de magalomanias e viva com o que pode manter! E só.

Ao P.C.P. só me resta desejar (utopia, eu sei...) que passe a pensar em pessoas e não em hegemonia política e que deixe de se considerar paladino de idiotas que precisem de um "paizinho" político e abstracto para cuidar de si. Eu, de todos os defeitos que sei ter, ainda consigo usar a minha cabeça. Dispenso-vos (aos políticos de esquerda e aos de direita)! SHOOO!!
Mas divago, que este blog não é político... ;)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

110 anos de eléctrico no Google

Festeja-se hoje o 110º aniversário da linha de eléctrico entre Cais do Sodré e Algés com o primeiro serviço de "carros eléctricos" a estrear-se em 31 de Agosto de 1901. Para comemorar a efeméride o Google apresenta hoje na sua página de buscas o respectivo doodle (lindo, com as letras fazendo as vezes de passageiros). Esta deverá ser uma variante para Portugal do logótipo da empresa dada a especificidade do acontecimento, sem dúvida histórico, mas localizado:

terça-feira, 26 de abril de 2011

Shinkansen E5: estreou novo modelo ("Hayabusa")



Foi no passado dia 5 de Março que o novo shinkansen, o modelo da Série E5 batizado de "Hayabusa", entrou oficialmente ao serviço do Japan Rail (JR), ligando os 674 kms de distância entre Tokyo e Aomori em cerca de três horas e cinco minutos. Fã do Japão, há 39 anos que nasceu a minha paixão pelos seus comboios-bala (data de 1972 o primeiro postal oferecido por um tio que àquelas terras viajou por altura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1972 em Osaka) e sonho desde então com um dia poder sentar os ilustres e reais fundilhos num dos vários modelos (um qualquer!) do serviço shinkansen. Esta nova versão, em circulação desde Maio de 2009, é agora a mais rápida variante deste serviço da JR: 320 km/h, ou mais 45 que o até então mais rápido shinkansen comercial, o E2 "Hayate". Para já e mais rápido que o E5 só mesmo o MLX09 (2009), um Maglev ainda em testes com um modelo completamente funcional, cujo MLX01 atingiu uns impressionantes 581 km/h em 2 de Dezembro de 2003 (mais 7 que o alcançados em 2007 pelo TGV convencional de testes).

Olhando (e sonhando) para isto, como não achar os "TGVs" uns brinquedos?