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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Banzai #1

Conforme prometido, aqui deixo as minhas impressões sobre o recém lançado número da primeira revista nacional dedicada ao estilo e visual da Manga. Alerto já que não tenho qualquer tipo de interesse ou ligação à revista, além do de mero leitor e que muito menos sou crítico especializado na matéria. Digamos que apenas comprei um exemplar, o li e apreciei e aqui partilho aquilo que o seu desfrute me suscitou.

As estórias
Esta edição retoma as histórias do nº zero, TMG-The Mighty Gang (de Joana Rosda Fernandes) e Kuroneko (de Cristina Dias), obrigando novos leitores a ter de procurar a edição mais antiga porque, especialmente no caso de TMG o resumo incluído é insuficiente para se ter uma noção minimamente decente do que se passou no nº original, sob pena de se perder o proverbial fio-à-meada mesmo considerando a inclusão de um resumo (de novo escrito em Português de rigor duvidoso). Também os diálogos são inconsistentes na maior parte, dando às falas (de novo a escrita…) a sensação de lá estarem apenas para “compor” os desenhos, enfeitarem uns balões e pouco mais, sendo votadas ao triste papel de meros acessórios minimalistas. Como exemplo, basta seguir a quebra na linha narrativa iniciada na página… (esperem, que página é, mesmo? Deixa cá voltar ao início da revista e começar a contar, que os editores esqueceram-se de nos facilitar a vida, imprimindo a respectiva numeração, quer nas pranchas quer nas páginas, elas próprias) 4, em que a Sara pergunta à Joana “Porque queres ir a Inglaterra?” e meia dúzia de quadrados depois esta se parece contentar com a resposta “(…) estou à procura de uma pessoa.” ficando o assunto em suspenso e passando a Sara a outros considerandos. Adiante. Sem querer spoilar demasiado o enredo, a introdução aos poderes de cada um no trio poderiam ser-nos apresentados não tão de supetão, não percebendo bem o porquê da dispersão com que se manifestam ou mesmo da sua coerência (veja-se a luta de Joana Mubarak contra um demónio leonino (sic, juro) com pretextos tão fracos (é fazerem o favor de comprar a revista e lê-la, que mais não conto). O cliffhanger no final da “Missão 03” merecia uma indicação do tipo “Continua no próximo número” bem como a tradução da expressão japonesa com que a Sara se apresenta; a revista não pode dar-se ao luxo de se dirigir somente a geeks, pensando antes que todo o tipo de pessoas (e de todas as idades) a irão potencialmente ler.

Sobre Kuroneko a coisa ainda é mais difícil de descrever. Aquilo que até foi uma boa surpresa, relativamente falando, no número 0, aqui está montada de tal forma e numa sequência tão surreal (é o mínimo que posso escrever) que quase se lhe perde o sentido.


Pandora’s Song
Um destaque especial para a história inédita escrita por Rita Marques, com desenhos desta e de Inês Pott, é o (di-lo a própria revista) “(…) primeiro one-shot de novos autores proposto à NCreatures (…)”. Para mim constitui a suprema surpresa positiva desta edição, dando-me azo a comentar que se aqui se trata de ‘novas obras e novos autores’ (sic), então esta dupla criadora de Pandora’s Song consegue ultrapassar, e à dita légua, as duas obras repetentes na Banzai... Direi mesmo que o preço de capa é só por si justificado à conta delas. Donas de um traço escorreito, elegante e homogéneo, com uma muito subtil sugestão de sensualidade, acompanhado de um bom argumento e ideia originais através de todos os quadradinhos, o enredo tem princípio-meio-e-fim (perdoem-me o lugar-comum). Arrisco mesmo a dizer, algo cinicamente, que as consagradas deste nº 1 da Banzai são efectivamente a Rita e a Inês e não as autoras das duas histórias repetentes. É neste nível de produção e resultados que a revista deve apostar e apontar a sua mira doravante. Digo-o como seu leitor pagante: é isto que quero continuar a ver em edições futuras e é por estes caminhos de exigência e qualidade que a NCreatures deve seguir se quiser sair do nicho de “objecto feito para amigos e conhecidos-de-conhecidos”. Só assim poderá fazer-nos desembolsar futuramente outros tantos múltiplos de €5,50.


Aprender Manga
Volto a dar uma de cínico dizendo que esta nova secção se deveria antes chamar de “Aprender Manga e Bom Português”. Curiosa, mas nada mais há a dizer da sua utilidade. Espera-se mesmo que alguém se torne um artista gráfico especializado no traço à japonesa só porque a acompanhe? Negativo. Não menosprezando o valor do didactismo da ideia, considero que mais bem ocupadas seriam estas 9 páginas se, antes, nelas estivesse impressa outra história curta, no género de Pandora’s Song. Ou os tais novos talentos (no que me concerne sempre pensei que novos eram eles todos e não apenas a Rita e a Inês) não são assim tantos ou de qualidade mínima comprovada para evitar pô-los a NCreatures à espera do nº 2 da revista? Digamos que aqui se trata de um filler (“enchedor de chouriços”, à portuguesa, e desnecessário, repito, mesmo levando em conta que se trata do resultado da colaboração de alguém que dá formação académica no âmbito do Manga).


Showcase
Amostra de dupla página com desenhos de Marta Patalão. De novo, e pela amostra, fico curioso e a perguntar-me como seria uma história completa desenhada por esta autora, de tal forma gostei do resultado. Para mim, mais sentido faz este showcase, do que o dispensável pseudo-didactismo da secção a que me refiro anteriormemte. A repetir, mas apenas se mais nada tiverem para oferecer aos leitores.


Considerações finais
Não bastam uma capa nova-rica e uma impressão em papel decente para se fazer uma boa revista de banda desenhada em estilo Manga, ou outro. Muita coisa há ainda a limar e corrigir em edições futuras da Banzai, isto se a NCreatures quiser aumentar (no mínimo, manter?) uma audiência fiel e interessada no seu produto-de-inspiração-nipónica-em-versão-portuguesa. Para mim continua a ser inadmissível que a língua que usamos para comunicar seja tratada de forma tão amadorística. O seu uso correcto deveria ser revisto e bem analisado antes de ser colocado no papel. Assim como saiu (repito: pela segunda vez) parece mais um fanzine glorificado que uma revista que se quer (?) séria. O tratarmos aqui de um objecto que lida maioritariamente com o desenho não pode ser desculpa para que o texto seja tão displicentemente — ingenuamente? — (mal) tratado. Fico com aquela sensação do "sabe-a-pouco". Resumindo: olhos grandes e onomatopeias apenas não fazem uma obra de manga. Lamento (mas prometo adquirir o #2).




segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Banzai Nº 1 à venda

Só hoje tive conhecimento do lançamento do nº 1 da revista portuguesa de manga Banzai, lançada pela NCreatures. Agradeço a notícia ao Rui Pires, que teve a amabilidade de comentar o meu post de há quase um ano atrás a propósito do número "zero" da publicação. À venda nas lojas FNAC, o exemplar mais recente foi lançado no passado mês de Novembro na loja do C. C. Colombo, com a presença das autoras Manuela Cardoso, Joana Rosa Fernandes, Cristina Dias, Rita Marques e Inês Pott.

Assim que tiver adquirido o meu exemplar aqui virei sobre ele escrever, com o detalhe que merece. Assim de imediato, um par de alterações são evidentes: a revista passou de bimestral a trimestral e o nº 1 conta com 100 páginas, ao invés das inicialmente anunciadas 120. Uma boa notícia neste início de 2012 e uma iniciativa a, de novo, aplaudir no âmbito do muito escasso mercado português de revistas desta temática/inspiração cultural. E pelo calendário (e as contas não me falham) o nº 2 da revista deverá chegar às lojas já no próximo mês de Fevereiro.


sábado, 1 de outubro de 2011

O Surrealismo mecânico de Almacan/Kazuhiko Nakamura

Almacan (ou Kazuhiko Nakamura) é um artista japonês que alia uma visão surreal com o mecânico e com o steampunk para nos dar a ver autênticos mundos naquilo que poderiam ser meras representações retratistas. Curiosamente já fora o autor do poster da 5ª Bienal International de Gravura do Douro de 2010, em cujo catálogo também foram reproduzidas algumas da suas peças.

Deixo aqui alguns exemplos da obra mais vasta, construída com o software Shade, ZBrush e Photoshop, sendo que mais exemplos estão patentes na sua página oficial Mechanical Mirage (onde são descritos alguns dos processos usados na concepção das imagens finais) ou na que também mantém no deviantART.

The Tower of  Beetle

Requiem for Industory

Metamorphosis

The End of Flight Zone

Triceratops

Silence in a Sandglass

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Festa do Japão em Lisboa

Decorrerá no próximo dia 1 de Outubro a Festa do Japão, evento de entrada gratuita que terá lugar no Jardim do Japão em Belém, Lisboa. Uma oportunidade imperdível de aproximação e abordagem entre as nossas duas culturas, sem termos de dispender rios de dinheiro em passagens aéreas e outras despesas associadas. De acordo com a Embaixada do Japão (o patrocinador principal) o programa será como segue:

A Festa do Japão em Lisboa tem por objectivo celebrar a amizade e cultura entre o Japão e Portugal no Jardim do Japão, sito entre o Museu de Arte Popular e o Hotel Altis Belém. O evento é composto por dois momentos específicos. O primeiro, com início às 12h00 e conclusão pelas 12h30, destina-se à reabertura do Jardim do Japão com os representantes das entidades organizadoras e convidados e o segundo momento tem início pelas 13h00 com as actividades culturais nas tendas e palco até às 21h00, com a seguinte programação:

Tenda 1 < Embaixada do Japão
13h00-14h00 < Demonstração de caligrafia (pelo staff da Embaixada)
14h00-15h00 < Demonstração de Ikebana (arte floral japonesa) (demonstração pela Ikebana International)
15h30-16h00 < Poesia Haiku (pela Prof.ª Leonilda Alfarrobinha)
16h00-17h00 < Orikata/Furoshiki (técnicas de embrulho, pela Fundação Oriente)
17h00-18h00 < Sessão de autógrafos com o Rui Zink (pela Associação Luso-Nipónica)
18h00-19h00 < Demonstração de Origami (Prof.ª Fátima Granadeiro)
19h00-20h00 < Demonstração de Ikebana (Fundação MOA)

Tenda 2 < Câmara Municipal de Aveiro
Mostra de Bonsais e de artigos relacionados com a geminação entre esta Câmara e a cidade de Oita no Japão.

Tenda 3 < Associação Wenceslau de Moraes e Club Bonsai de Sintra
Mostra dos livros escritos por Moraes. O Club Bonsai de Sintra fará uma exposição de Bonsais.

Tendas 4, 5 e 6 < gastronomia japonesa
Mostra e venda de gastronomia japonesa (Oden, Futomaki, Onigiri, Chirashi sushi, Edamame, Dorayaki, Tonjiru, Dango, Yakitori, caril japonês, Takoyaki e bebidas).
Tenda 7 < Castella do Paulo e exposição de Gunpla
Exposição, demonstração em vídeo e venda de pão-de-ló japonês “Castella” que foi levado pelos portugueses para o Japão no século XVI. Há também uma exposição de maquetas do Gundam pela NCreatures.

Tenda 8 < NCreatures
Exposição de bonecos de animação com possibilidade de venda. 

Tendas 9 e 10 < Empresas japonesas
Exposição de automóveis eléctricos e motas de empresas japonesas.

ACTIVIDADES NO PALCO
//14h00-15h00 < Demonstração de Yukata (Embaixada do Japão)
//15h00-16h20 < Demonstração de Artes Marciais (Associação de Amizade Portugal-Japão)
// 16h20-16h30 < Dança Butoh (Maria Lima)
// 16h30-17h00 < Lançamento do livro de Rui Zink (Associação Luso Nipónica)
// 17h00-18h00 < Eurocosplay (Associação Luso Nipónica)
// 18h00-19h00 < Concurso Nihon maru batsu (Embaixada do Japão, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian)
// 19h00-19h30 < Música japonesa e fado (Embaixada do Japão)
// 19h30-20h00 < Concerto de Hana Kogure (Associação Luso Nipónica)

Local: Jardim do Japão, em Lisboa, entre o Museu de Arte Popular e o Hotel Altis Belém
Horário: das 12h00 às 21h00
Entrada Gratuita
Organização: Embaixada do Japão, Câmara Municipal de Lisboa e Associação de Amizade Portugal-Japão, em colaboração com a JapanNet.

Mais informações: Embaixada do Japão, Sector de Informação e Assuntos Culturais
Tel.21-3110560, E-mail: cultural@embjapao.pt


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Le Mans 2011: Mazda 787B Onboard lap com Johnny Herbert

No próprio sábado em que o Mazda 787B regressou à pista de La Sarthe pela mão do actor-piloto (ou será ao contrário?) Patrick Dempsey eu aqui divulguei o respectivo video. Johnny Herbert (hoje comentador no Eurosport), o piloto que ao volante deste mesmo modelo venceu a edição de 1991, a 59ª, conduziu de novo o Mazda de Grupo C 20 anos depois daquela que foi até aos dias de hoje a primeira e única vitória de uma marca japonesa nas 24 Horas. Que som mais bonito... Ora vejam o vídeo oficial da volta completa que efectuou, postado por um colega membro da página do Sportscar Portugal no facebook:


sábado, 11 de junho de 2011

24 Horas de Le Mans 2011: 20 anos depois, o vencedor regressa!

Tem 20 anos a vitória do primeiro (e até agora único) construtor japonês (e também o primeiro modelo de motor rotativo) nas 24 Horas de Le Mans. Foi o Mazda 787B-002 #55, um protótipo do Grupo C (vigente entre 1982 e 1994), pilotado por Johnny Herbert, Volker Weidler, e Bertrand Gachot em 1991.

Para comemorar a efeméride, os japoneses da Mazda decidiram (e bem) retirar o modelo do seu Mazda Museum em Hiroshima e prepará-lo para poder fazer a apresentação comemorativa hoje, na pista de La Sarthe. Para este efeito, Johnny Herbert regressou ao carro (que, disse, já não conduzia desde aquele ano da vitória), juntamente com o actor-piloto Patrick Dempsey (um habituée da marca, já que além de representar também corre nos Estados Unidos no campeonato GRAND-AM com um Mazda RX-8).

Eis um cheirinho do run feito pelo Patrick, que participou pela primeira vez nas próprias 24H de Le Mans em 2009 em Ferrari F430 GT, tendo obtido o 9º lugar dos GT2:


sábado, 28 de maio de 2011

Nissan LEAF Nismo RC: o 1º carro de corrida eléctrico

A Nissan apresenta neste vídeo a sua proposta para um carro de corridas inteiramente movido a energia eléctrica (EV), baseado no Nissan LEAF eléctrico de produção, na sessão de testes efectuada no passado dia 13 de Maio na pista japonesa de Sodegaura Forest Raceway. Com uma aceleração dos 0 aos 100 Km/h em 6,82s (?!) esta é uma proposta de futuro — e uma aposta no futuro! — do fabricante japonês para o mundo das corridas de GTs. Silêncio e velocidadde são aqui os factores a considerar, numa proposta japonesa que, no dizer de um dos responsáveis, poderá mesmo ser o primeiro passo para novos tipos (e locais) de competição. A palavra aos técnicos da marca e ao piloto escolhido, Tsugio Matsuda...


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hatsune Miku (初音ミク) a Vocaloid

Criada pela Crypton Future Media de Sapporo, Hatsune Miku é uma famosa cantora japonesa... que não existe. É, antes, uma figura sintetizada em 3D sustentada pelo binómio software de voz (do mesmo nome), baseado em amostras vocais da actriz Fujita Saki, lançado em Agosto de 2007 por aquela empresa, em conjugação com a tecnologia Vocaloid 2 (Vocal + Android), o sintetizador vocal da Yamaha. O programa Vocaloid2 permite que se insiram letras (poemas) e se defina uma melodia, gerando depois a nossa própria canção, tudo sem se ter de trautear uma única nota musical. Até ao momento existem já mais de 100,000 canções originais, empregues em tudo desde DVDs, CDs e jogos, existindo mesmo uma linha de figuras coleccionáveis e brinquedos associados à imagem da virtual/real Hatsune Miko, a figura de inspiração anime criada em imagem 3D de síntese (CGI) pela SEGA Corporation para dar "corpo" a este prodígio informático (a cantora), com uma personagem tridimensional projectada holograficamente em directo para as audiências, cantando e dançando em palco. O seguinte video ilustra bem o resultado do realismo e assombro da criação...








Notícia baseada no original do site The Mary Sue.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Robot Lightsaber Duel

Como se sabe, foi há muito, muito tempo atrás que tudo se passou, mas uma empresa japonesa fabricante de robots industriais, a Yaskawa, decidiu programar dois dos seus autómatos, mais exactamente dois braços robóticos, para reencenar hoje um dos famosos duelos com lightsabers (sabres de luz) empunhados por Jedi e Sith num dos seis filmes da saga Star Wars (Guerra das Estrelas) entre 1977 e 2005 (não contando com as séries animadas em formato de televisão). As engenhocas puderam ser vistas na sua demonstração da habilidade mecânica automatizada na IEEE International Conference on Robotics and Automation (ICRA), em Shanghai. A Força estava com eles!

Nerdices à parte, os lightsabers são de origem Master Replicas (uma empresa ex-licenciada pela Lucasfilm para reprodução de réplicas autênticas de diversos objectos criados para os filmes de George Lucas), sendo o de "lâmina" dupla encarnada pertencente a Darth Maul e o azul representando o modelo usado pelo Jedi Obi-Wan Kenobi no filme A Ameaça Fantasma ("The Phantom Menace") de 1999.
Nota: nenhum lightsaber foi danificado durante estas demonstrações.



domingo, 8 de maio de 2011

Neuromoda? Só podem estar no gozo...

Oriunda do Japão, a Neurowear apresenta a primeira peça de uma coleção que funde Tecnologia com Moda. Pondo de parte uma estranheza que só não será considerada como tal naquele país, a ideia não deixa de levantar algumas questões. Acessórios de moda neurocontrolados, porquê? E porquê logo umas orelhas de porco (é a imagem que imediatamente me veio à mente)? Supostamente umas orelhas de gato (de porco, insisto eu...), a empresa deu a esta bandolete o nome de Necomimi. Um bio-sensor capta as ondas cerebrais de quem a use, reflectindo as suas emoções em movimentos adequados das felpudas orelhas — levantadas quando concentrados e descaídas quando em repouso. Se você for cão, gato, elefante, burro ou qualquer outro animal que já o faça desde a nascença sem recorrer a uma engenhoca movida a pilhas, este post não é para si. O vídeo...




P.S.: “Augumented Human Body” (sic)? Pois, começaram logo pelas orelhas. Com as devidas adaptações, quem sabe se o Viagra não terá os dias contados? Isso sim, é que seria uma bela duma revolução (neuro) corporal...

P.P.S.: Dignos de destaque são também a probreza franciscana do desenho da página Web da empresa, como o Inglês usado como tradução do original nipónico. Terá sido criada no dia 1 de Abril passado?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sony Playstation Network

Mais detalhes (agora gráficos) sobre o que aconteceu à rede PSN da Sony yal como foram mostrados na conferência de imprensa da empresa:





Se parece fácil causar todo este transtorno à comnpanhia nipónica, imagino como será o gráfico das operações (demoradas...) para repor todo o sistema PSN de volta ao activo. E mais seguroo.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sony Playstation Network (when the shit hits the fan...)



O comunicado hoje recebido da Sony. Se é verdade que hackar um sistema (seja ele qual for) nunca é algo de (tecnicamente) impossível mas apenas mais ou menos "trabalhoso", não é menos verdade que ainda há muito do chamado utilizador que, incautamente, facilita demasiado estas intrusões ao clicar ingenuamente em tudo o que lê na tela de um computador (apesar de que, neste caso concreto, o end user não ter tido qualquer intervenção ou influência no sucesso final dos transgressores). Hoje, mais que nunca, há que seguir a máxima do Fox Mulder: "Trust no one", ou "nothing", neste caso...

Estimado Cliente PlayStation Network / Qriocity:

Descobrimos que entre 17 de abril e 19 de abril de 2011, algumas informações da conta de utilizador dos serviços PlayStation Network e Qriocity foram comprometidas em conexão com uma intrusão ilegal e não autorizada ao nosso sistema. Até a data, o que que fizemos foi:

Desligamos temporariamente os serviços PlayStation Network e Qriocity,
Contratámos uma empresa de segurança reconhecida para conduzir uma investigação completa sobre o que aconteceu e
Tomámos medidas para aumentar a segurança e reforçar a infra-estrutura da nossa rede com a re-construção do nosso sistema para proporcionar maior proteção às suas informações pessoais.

Agradecemos imensamente a sua paciência e boa vontade enquanto trabalhamos arduamente para resolver estas questões o mais rápido e eficientemente possível.

Enquanto investigamos os detalhes deste incidente, nós acreditamos que que uma pessoa não autorizada obteve as seguintes informações que você nos forneceu: nome, endereço (cidade, distrito, código postal), país, email, endereço, data de nascimento, o email usado na PlayStation Network / Qriocity, palavra-chave, respostas de segurança, PSN ID. É também possível que os dados de perfil possam ter sido acedidos, incluindo histórico de compras e o endereço de facturamento (cidade, distrito, código postal). Se autorizou uma sub-conta, o mesmos dados podem ter sido acedidos. Se forneceu dados do cartão de crédito através da PlayStation Network ou Qriocity, é possível que o seu número de cartão de crédito (excluindo o código de segurança) e data de validade também tenha sido acedida.

Para sua segurança, encorajamos a estar especialmente atento a fraudes no seu e-mail, telefone e correio postal, em que pedem dados pessoais ou confidenciais. A Sony não irá contactá-lo de qualquer forma, inclusive por e-mail, pedindo o seu número de cartão de crédito, segurança social ou outras informações pessoais. Se lhe pedirem tais informações pode estar seguro que não é a Sony a entidade a pedir-lhe tal informação. Se usar o mesmo nome de utilizador / palavra-chave que usa na PlayStation Network / Qriocity em outras contas de serviço não relacionados, nós recomendamos que as altere. Quando os serviços PlayStation Network e Qriocity reiniciarem , recomendamos também que inicie sessão e altere a sua palavra-chave.

Para se proteger contra possíveis roubos de identidade ou perda financeira,por favor mantenha-se vigilante e reveja extractos bancários da sua conta, crédito e outros tipos semelhantes de relatórios.

Agradecemos a sua paciência enquanto completamos a nossa investigação deste incidente e lamentamos qualquer inconveniente. As nossas equipas estão a trabalhar arduamente e todos os serviços estarão de volta o mais rápido possível. A Sony leva a protecção de informações pessoais muito a sério e continuará a trabalhar para assegurar que sejam tomadas medidas adicionais para protegê-las. Proporcionar aos nossos clientes serviços de entretenimento de qualidade e seguros é nossa prioridade máxima. Por favor, entre em contacto connosco em pt.playstation.com/psnoutage se tiver questões adicionais.

Atenciosamente,
Sony Network Entertainment Europe Limited



Sony Entertainment Network Europe Ltd (anteriormente conhecida como PlayStationNetwork Europe Ltd) é uma subsidiária da Sony Computer Entertainment Ltd o controlador de dados pessoais da PlayStation Network / Qriocity.


Entretanto o geeksofdoom.com/ sugere as 5 actividades a que os membros da rede Playstation se podem dedicar agora que a PSN está em baixo. Imperdível.

P.S.: Recebo estas mensagens mas não tenho conta no sistema vandalizado. ;P

terça-feira, 26 de abril de 2011

Shinkansen E5: estreou novo modelo ("Hayabusa")



Foi no passado dia 5 de Março que o novo shinkansen, o modelo da Série E5 batizado de "Hayabusa", entrou oficialmente ao serviço do Japan Rail (JR), ligando os 674 kms de distância entre Tokyo e Aomori em cerca de três horas e cinco minutos. Fã do Japão, há 39 anos que nasceu a minha paixão pelos seus comboios-bala (data de 1972 o primeiro postal oferecido por um tio que àquelas terras viajou por altura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1972 em Osaka) e sonho desde então com um dia poder sentar os ilustres e reais fundilhos num dos vários modelos (um qualquer!) do serviço shinkansen. Esta nova versão, em circulação desde Maio de 2009, é agora a mais rápida variante deste serviço da JR: 320 km/h, ou mais 45 que o até então mais rápido shinkansen comercial, o E2 "Hayate". Para já e mais rápido que o E5 só mesmo o MLX09 (2009), um Maglev ainda em testes com um modelo completamente funcional, cujo MLX01 atingiu uns impressionantes 581 km/h em 2 de Dezembro de 2003 (mais 7 que o alcançados em 2007 pelo TGV convencional de testes).

Olhando (e sonhando) para isto, como não achar os "TGVs" uns brinquedos?

terça-feira, 22 de março de 2011

New Yorker: a capa "Dark Spring"


Concebida por Christoph Niemann para a edição da próxima semana da conhecida revista. A "Primavera Nuclear", como também lhe chamou a página do blog What's Next: Innovations In Newspapers.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Manga em Português: "BANZAI"!


Surgiu recentemente no mercado mais uma revista de Banda Desenhada (BD) de edição nacional. BD? Perdão, Manga, pois que se trata de uma publicação na qual se pretendem divulgar trabalhos de autores europeus mas de inspiração estética e visual japonesa, pela via do estilo (acho que se lhe pode chamar assim) Manga. O seu nome é capaz de ser também uma boa pista, para os mais distraídos… ;)

A revista, de 48 páginas a preto-e-branco (capa e contra-capa a cores), com um preço de €2,50 e edição bimestral, apresenta-se em papel de boa qualidade, infelizmente , na minha opinião, num formato pouco condizente com o habitual em obras Manga. Sendo a primeira produção do género a surgir em Portugal e sendo nítido o seu propósito de marcar posição no seio da BD de inspiração/origem Japonesa, os responsáveis pela sua produção poderiam ter começado logo por aqui. Em vez do enorme A4, teria sido mais original (no seio do nosso mercado) que a BANZAI se propusesse aos leitores no formato “japonês” (entre as 5” x 7” polegadas, 12,7 x 17,78 cm, ou ligeiramente inferior ao tamanho A5).

Neste número 0 (zero), a BANZAI introduz-nos duas estórias de outros tantos autores portugueses, ou autoras, mais concretamente: “TMG – The Mighty Gang”, de Joana Rosa Fernandes e “Kuroneko”, de Cristina Dias. A primeira estória, intitulada “Missão 01 – O Início”, introduz-nos a três personagens adolescentes, ainda sem espaço e tempo para um aprofundamento psicológico do seu carácter, que se encontram numa improvável França e onde duas delas têm o objectivo declarado de (coincidência?) se deslocarem a Inglaterra.

Um reparo, que, este sim, é impossível ignorar e que se estende a partes de toda a revista e não apenas a esta estória. Os erros ortográficos. Entendo que a autora, numa tentativa de maior aproximação possível ao estilo em que se inspira, recorra a onomatopeias para acentuar, de forma não desenhada, certas acções dos personagens acrescentando uma ilusória dimensão sonora aos desenhos. Por aqui, nada a apontar. É louvável e habitual em BD. O que me parece menos correcto é o uso de expressões de língua inglesa para acentuar essas acções, especialmente quando algumas delas apresentam os tais (crassos) erros ortográficos.

Por exemplo, quando um personagem afaga a testa de um cavalo, adicionar-se um balão com a palavra “Pet” (animal de estimação) quando eu acho que a autoria queria era transmitir a ideia de afagar (substantivo “Pat”; ou quereria referir-se ao verbo “Pat”?) é de palmatória… Desculpe-me a autora. Um suspiro trocado por um “Sigh”, um virar de página com um “Flip” ou um “Rustle” ao invés de um sussurro ou restolhar parecem-me opções menos conseguidas quando falamos de uma publicação portuguesa. “Geez”, “Growl”, “Snatch”, “Push”, etc., são outros que, em si, não me espantam, mas que enquadro na classe anterior de opções menos certeiras da autora. A menos que (ressalva minha) esta tenha inicialmente concebido “TMG – The Mighty Gang” para edição em língua inglesa, antes da publicação na BANZAI.… Terei acertado? Não interessa.

O desenho em si parece-me adequado para dar o “ar” de Manga, apesar de ter sido, neste particular, dada menos atenção aos segundos planos, nos quais o estilo já me parece mais amadorístico. Percebo que desenhar “pessoas” seja uma coisa e que desenhar objectos ou cenários, outra completamente diferente (autores há que costumam delegar noutros artistas estes pormenores), mas preferia não ter conseguido fazer esta distinção. Por exemplo logo na página 3, os prédios, ou, na página 5, cena com o transeunte e um camião parece terem sido desenhados com alguma displicência, pouco visível na maioria dos restantes quadradinhos. Em termos do argumento, também me parece algo anacrónico que em plena França contemporânea seja “natural” que alguém ostente e empunhe em público uma… katana (?!).

Seja como for, aguardo com interesse e expectativa novos desenvolvimentos do enredo a partir do número 1.

Sobre o “Kuroneko” de Cristina Dias, três mini-estórias de estilo mudo, apresentadas num par de pranchas cada, confesso que me agradou um pouco mais. Contar uma estória por gestos (perdão, desenhos…) requer muito mais engenho que o desenho acompanhado com texto, e a autora consegue transmitir bastante bem a relação amor-ódio que se sente entre o gato Kuroneko e a ovelha Hitsuji, infelizmente e para mal do personagem homónimo, nem sempre favorável ao primeiro.

Palavras finais para constatar que a revista é omissa quanto a um eventual projecto editorial e a equipa que a compõe (número “zero” não pode ser desculpa para tudo), faltando por exemplo uma vulgar informação de contacto (um simples endereço de e-mail que permita dialogar com os potenciais leitores?). Além das autoras, da referência ao licenciamento dos personagens a uma “NCreatures, Lda.” e ao registo ao abrigo da Lei de Imprensa (bla-bla-bla) nada mais é revelado ao comprador.

Mas, volto a repetir, para mim o mais grave são os erros ortográficos, patentes não apenas onde os assinalei mas também e logo no texto de introdução de “The Mighty Gang”, uma redacção mal construída. Vejamos na parte que reproduzo, com a devida vénia à autora:

“(…) Quando Joana Mubarak, Andre Kersey e Sara Yamamoto, três viajantes, encontram-se [?? Descrição no Passado e verbo no Presente?] num porto em França a caminho de Inglaterra nunca poderiam imaginar (...)


Uma aventura na senda dos Shonen mais clássicos, onde nada é o que parece e as aventuras nunca pára [sic; provável gralha]”

Apesar de tudo, acredito no projecto (seja ele qual for) e aguardo com expectativa a chegada do número efectivamente 1! Uma proposta editorial ainda algo amadora, mas que poderá ter pernas para andar em Portugal, a julgar pela oferta e consumo cada vez maiores de obras japonesas traduzidas para inglês.

Nota de rodapé: Mais alguma informação, incluindo reprodução de três pranchas, nesta página do "Jikai! Blog".


ACTUALIZAÇÃO:

Após a publicação do meu texto, apercebi-me, através da página Facebook da NCreatures, da existência da página oficial da revista na Web. Está corrigida (embora parcialmente) a minha observação sobre a falta de contactos, etc..

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Paciência de... Japonês?

Há quem atribua aos chineses uma paciência infinita. Concordo, por um lado, pois só com ela puderam suportar os cerca de 49 anos do regime opressor maoista/comunista. Políticas, e traços civilizacionais, à parte, não posso deixar, por outro, de aqui reproduzir dois (de vários) vídeos de um blogger Japonês, no qual se comprova que aquela virtude comportamental deixou de ser exclusivo chino e, mesmo, humano.

Ele entretém-se a fazer os seus gatos domésticos a equilibar frutos, vegetais e outros objectos nas respectivas (e altivas) cabeçitas. Ei-los:






P.S.: E pensava eu que tinha pancadas...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Best Japanese Albums of 2010 | J-Pop

Sempre, e não só na música, me atraiu o menos divulgado, o mais subtil (em termos de exposição mediática). Em absolutamente *tudo* o demasiado óbvio e espanpanante sempre me demoveu. Fico-lhe insensível.

Fã de “coisas” da cultura japonesa, não podia deixar de chamar a atenção para alguns trabalhos da chamada J-Pop, divulgados há dias na OTAKU USA Magazine. Eis algumas sugestões para sons realmente do outro mundo: Best Japanese Albums of 2010 | J-Pop.

Poupo algum trabalho, fazendo de VJ (improvisado) e começando logo pelo fim da tabela mencionada. Eis os Polysics (nome inspirado no sintetizador Polysix da igualmente japonesa Korg) e o seu "I My Me Mine" [*]:





[*] Posturas e sonoridades a recordarem-me outro grupo japonês, os Plastics, com quem tive o prazer de me cruzar nos idos de 1981 em Hamburg e cujo primeiro LP, de 1979, "Welcome Plastics", ainda guardo ciosamente. O seu "Good", em 1980: