terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"Street Art e o que realmente importa"

A frase e subsquente raciocínio não são meus mas do Dalaiama, no seu blog, comparando a intrusão publicitária nos ambientes em que vivemos com a Street Art (ou Arte Urbana), o impactos de ambas e as críticas de que esta última é alvo normalmente (eu acrescentaria hipocritamente). Assino por baixo. Um bom tema de reflexão, que espelha a forma como temos (quase) sempre vivido em sociedade. Pensando bem nas palavras do artista, será que ainda alguém continuará a ver ambas da mesma forma como até aqui? Qual deveria realmente merecer a nossa crítica? Quem devíamos de facto condenar? Não estaremos a, mais uma vez, confundir o óbvio com o acessório? Pensem!

2 comentários:

  1. :-) Muito obrigado pela tua consideração Z.
    Eu tenho-te em muito boa estima, vejo-te como uma pessoa inteligente, curiosa, tolerante, que não faz juízos preconceituosos a priori o que é, no meu ponto de vista, ótimo para ampliar o nosso leque de experiências e aprendizados.

    Considero importante dotarmo-nos de uma certa humildade perante o novo, para que todos os dias sejam uma aventura que nutra a nossa predisposição para aprender. Esta existência é mesmo muito passageira. Pensar, sentir e aprender são motivações fortes para o dia-a-dia.

    É assim muito boa a ideia que tenho de ti Z.! E por ter-te assim no alto da minha consideração, deves compreender como se torna ainda mais gratificante ouvir as tuas palavras de apoio. Por isso só tenho a agradecer a curiosidade livre e esclarecida com que olhas para a vida, o modo aberto e generoso com que encaras os passeios do Dalaiama pela paisagem urbana.

    Tenho total consciência de que quer a minha ação quer as minhas reflexões constituem apenas um minúsculo contributo para que se pense, porventura de um modo menos habitual, a cidade, os seus lugares coletivos e a cidadania como um todo. É normal que a conduta que adoto, com humildade mas convicção, encontre muita resistência e, acredita Z.!, são pessoas como tu que fortalecem a minha convicção, que me dão força para continuar! Obrigado amigo! :-) Um forte abraço

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  2. Ui, agora deixaste-me sem saber o que dizer... (não é difícil, acredita). Mas vou tentar articular (balbuciar?) alguma coisa (de jeito). :P

    Começo por citar Oscar Wilde, repetindo a frase que coloquei aqui ao lado, junto ao meu perfil: "I love to talk about nothing. It's the only thing I know anything about.". Ou seja: sou um especialista-de-nada (é assim que gosto de me considerar), pois só assim posso estar aberto a tudo o que não seja o óbvio, o "vulgar", digamos. Sempre gostei de contra-correntes (deve ser por morar perto do mar, LOL). Mas isso não faz de mim uma pessoa invulgar, portanto estou à vontade para o afirmar sem receio de falsas modéstias. Nunca me achei algo de especial, mas apenas uma pessoa curiosa. E é um pouco como dizes: humildade. Esta é a palavra-chave para tudo. E devia ser algo que todos os cidadãos deviam ter em mente no seu dia-a-dia. Mas é difícil, eu sei, porque as tentações que nos cercam são muitas (e não me estou a referir a gajas boas que connosco se possam cruzar na rua nem muito menos àquelas de que as religiões nos tentam paternalisticamente afastar, sempre sem sucesso visível). Refiro-me, como tu também afirmas, à banalidade que "alguém" nos quer impingir durante a vida.

    E é aqui que vem tocar a Arte, seja ela de que categoria for. Pode ser a música de que tanto gosto, a Arte Urbana, a Pintura, a Literatura, etc.. No caso que nos aproxima, é o Graffiti. Pois que seja! Por mim, estou sempre a olhar para a arquitectura que me cerca, por isso... continua! :)

    Fort'Abraço de volta. :)

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