quinta-feira, 7 de abril de 2011

Numerologia amadora


"Obviamente" que não sou numerólogo, nem nada percebo de números vistos (lidos?) enquanto tal, mas acho curioso que a data de hoje no calendário, somando o mês ao dia, resulta no valor dos dois últimos algarismos do ano em que nos encontramos (11):

2011.04.07 // 4 + 7 = 11


Agora só falta que alguém verdadeiramente conhecedor do significado esotérico de um "11" (um Número Mestre, a ver com um Caminho de Vida), ou de um "2" (1 + 1), aqui deixe um comentário que permita que este deixe de ser dos posts mais idiotas que jamais aqui coloquei... =P

Estatísticas que não lembram ao Diabo...

Há estatísticas para tudo e todos os gostos (e conveniências, já agora). Esta, já há algum tempo a marinar na minha mailbox, não lembra seja a quem for excepto àqueles que se deram ao trabalho de relacionar, à escala mundial o tamanho dos pénises (humanos, supostamente). Para nós vermos. "The Penis Size Worldwide" (criado através do site TargetMap.com) permite visualizar graficamente toda a sorte de combinações, ou selecções, dos países à escala mundial, por tamanhos da "coisa" — do Congo (17,93 cm) até à Coreia do Sul (9,66 cm) — etc..
Estranhamente, Portugal não aparece listado. Aquele "N/D" deixa-me a pensar se seremos todos uns capados, ou se foi mesmo por falta de... tomates... que algum "INE" (?!) achou por bem não divulgar esta informação.
Espero que gostem! =p




terça-feira, 5 de abril de 2011

Google mente!

Calma senhores advogados corporativos! A empresa Google, Inc. mente (aliás: mentiu), mas no dia em que é suposto tal acontecer (toda a gente está à espera e de sobreaviso, um pouco como em relação ao governo do nosso país, só que neste caso esse dia são todos os dias): o Dia das Mentiras.
Anunciando uma nova tecnologia — Gmail Motion beta — facilitadora de uma totalmente nova forma de interagir com a aplicação Gmail da empresa, foi criada esta página onde se pode seguir um vídeo demonstrativo, com especialistas a darem a cara pela dita.


E voltando a falar em Governo, será que se lhes fizermos o seguinte gesto eles entendem a mensagem, ou será avanço tecnológico a mais?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

"The Quantum Thief", Hannu Rajaniemi (2010)

Capa da edição norte-americana (2011)

Apenas li aqui uma breve resenha da obra, recentemente editada nos Estados Unidos (edição original no Reino Unido em finais de 2010). Para mim, que sou fã de FiCi (Ficção Científica), o mundo criado pelo escritor finlandês Hannu Rajaniemi neste seu primeiro romance do género, no qual retrata uma sociedade dispersa pelo sistema solar e onde a população se agrupa em enclaves. Especialmente considerando que também aqui (a exemplo do que eu já tinha escrito) num destes enclaves o autor imagina os humanos, todos membros de uma antiga "guilda" antigamente dedicada aos videojogos do tipo MMO, a viverem agora deliberadamente num mundo em parte real e em parte virtual e completamente programado em ambos os casos. Se a isto adicionarmos que, nestes mundos por si imaginados, a privacidade é um valor tão importante a ponto de serem usados nos "nossos" cérebros chips que permitem escolher como lidaremos com a informação trocada nas interacções com outros humanos (fazendo-os esquecer, por exemplo, dados pessoais que não queiramos que retenham), temos então uma obra — que iniciará uma anunciada trilogia literária — que será sem dúvida um clássico da FiCi. Por mim, vou encomendar (e já estou, mesmo sem ainda a ter lido, a imaginar as éne possibilidades e o impacto que uma tal realidade poderá ter na nossa sociedade de hoje, que já se encaminha, em parte, para algo de semelhante (demos-lhe tempo...)

Entretanto, sugiro igualmente a leitura desta análise do livro no Speculative Fiction Junkie.com.

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Patranhas"

Gostei de ler, e concordo plenamente, com o seguinte texto hoje publicado no blog "Manual de maus costumes", de Jorge Lopes de Carvalho. Cito-o ipsis verbis:

Patranhas

Uma pessoa nunca deve confiar no Partido Socialista. Não é por mal, nem por nenhum outro motivo que seja passível de ser atribuído como característica de outro partido. Normalmente costuma dizer-se "ah, no PS é só boys", mas uma pessoa sabe que boys são, em rigor, cargos de confiança política para ter a máquina mais oleada e que isso todos os partidos têm. É verdade que uns podem ser mais competentes que outros, mas isso é, como diria um amigo meu, a puta da subjectividade. Noves fora, aprende a nadar companheiro.

O PS não é de confiança porque é um partido que, em última análise, é nihilista, como aquele rapaz no Big Lebowski - these men are nihilists, Donnie, they believe in nothing. É um partido que foi sugando o território ideológico do PSD e consequentemente o seu eleitorado mais forte que é a classe média que não passou a sua juventude a ler filosofia francesa e não andou estes anos todos enganada com as patranhas de um socialismo que já teve tantas mudanças de narrativa como os Morangos com Açúcar.

domingo, 27 de março de 2011

Jessie J, "Who You Are" e "Nobody's Perfect"

Jessie J, uma descoberta de ontem, alguém a ter debaixo de olho nos tempos mais próximos. Uma voz potente e cheia de Soul e um primeiro álbum editado em 25 de Fevereiro passado.

Página oficial da artista.






MMORPGs + Série de TV + Futuro não-tão-longínquo = Vida Real Humana?

Começo com outra (dupla) pergunta, de certo modo retórica:

Para onde caminhamos, como Humanidade? Conseguiremos mantê-la?

Vem isto a propósito de um artigo, que acabo de receber via e-mail do site Geeks of Doom, intitulado "Syfy Channel & ‘Rift’ Creator Trion Team Up To Create TV Series/MMO Video Game Fusion". Por um lado, a primeira coisa que me veio à cabeça foi logo "até que enfim que alguém (uma empresa, o que lhe dá logo contornos de projecto conspirativo e num horizonte próximo eventualmente opressor [sim, sou um grande fã do Philip K.Dick...]) assume aquilo que, tecnologicamente, seria o próximo passo a dar no mundo do entretenimento!".



Não irei entrar em detalhes sobre o artigo (convido antes à leitura total do original), excepto para frisar que se trata de um projecto entre a empresa Trion Worlds (que recentemente lançou no mercado o jogo online, pago,  Rift) e o conhecido canal televisivo especializado em Ficção Científica (FiCi) SyFy que pretendem conjuntamente lançar uma série televisiva, ainda sem nome, e um jogo online para um número massivo de jogadores (MMORPG). Neste ambiente misto, que pela primeira vez cruza dois meios de entretenimento de massas algo diferentes, os aderentes poderão "viver" a série jogando ou, a jogar, influenciarem o decurso dos episódios televisivos num novo tipo de jogo apelidade pela Trion de "massively multiplayer online action role-playing game (Syfy Action MMO)". Do projecto, ainda em desenvolvimenmto e de certa forma envolto em segredo, a páginal oficial da Trion apenas disponibiliza uma pequena resenha, imagens da arte conceptual dos cenários e um vídeo promocional.



Também por esta falta de mais completa informação sobre o ambiciosao e original projecto não me irei alongar sobre ele, como dizia, mas quero no fundo é constatar como cada vez mais imersivos se tornam os meios de comunicação de massas e de entretenimento caseiro a ponto de não me ser difícil antecipar um mundo (uma realidade?) em que o jogador se envolva de tal forma que quase deixará de precisar de viver fora dele.

Estarei a elaborar demasiadamente numa mentalidade de Matrix? O futuro no-lo confirmará, ou desmentirá. Inclino-me mais para uma via de (e de certa forma lamento-o) confirmação da alienação da postura humana com base em produtos por ela própria criados a bem do lazer e da diversão... Tudo em nome da... Imaginação (?!)

(Parcialmente repondida, assim, a minha pergunta inicial. Gostava de saber o que pensam os meus possíveis leitores sobre o assunto.)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Van der Graaf Generator e o novo álbum "A Grounding In Numbers" (2011)


Pessoalmente — mas aviso já que sou [*muito*] suspeito a falar nesta matéria — tudo o que venha, musicalmente, da área do Rock Progressivo é sempre recebido com braços abertos. Ainda mais no caso de quem me leva a dar relevo à notícia que li há pouco no Twitter (Jerry Ewing da revista Classic Rock Presents Prog). Um novo álbum dos Van der Graaf Generator (VdGG), uma banda clássica naquele género e o seu trabalho foi marcante entre 1969 (altura em que editou o seu primeiro trabalho de longa duração) e finais da década seguinte. Isto apesar de, mesmo à época, nunca ter sido das bandas que o comum dos mortais imediatamente reconhecesse como do Prog Rock.

Reunidos em trio desde 2005 — Peter Hammill nas guitarras, teclados e voz, Hugh Banton no orgão, pedais-baixo (bass pedals) e baixo e Guy Evans na bateria — apenas falta o saxofonista/flautista David Jackson, um elemento importante na edificação sonora dos VdGG. Como ainda só tive oportunidade de ouvir a faixa que aqui partilho, ainda não sei até que ponto esta ausência marca, para o bem ou para o mal, o resultado desta segunda reunião (mais informação sobrea vida da banda aqui).

"A Grounding in Numbers" foi editado no passado dia 14 deste mês e parece ter sido bem recebido no mercado, pelo menos entre os entusiastas de um género que, apesar de ter vindo a passar por um salutar revivalismno e renovação desde que quase se finou em inícios da década de '980, continua a ainda hoje a não ser divulgado como merece. Por mim, grande fã de Prog, tenho feito o que posso, pelo menos no Twitter e aqui (com menor frequência).

Curiosidade adicional vai para o simbolismo matemático revelado em três vertentes associadas a este álbum: a sua data de edição (em inglês é Março, 14) traduz-se em 3,14, ou o valor do número π, no título ("a fundamentação pelos números") e no texto do poema do segundo tema (Mathematics) que alude à Identidade de Euler. Para acabar o tema do simbolismo (sinais destes tempos?) associado aos VdGG e atendendo ao passado da banda e principalmente à vida e obra poética do seu mentor Peter Hammill, que melhor nome poderia haver para a sua editora que não fosse o de Esoteric Recordings?







Termino, convidando ao visionamento da entrevista dada por Peter Hammill a Mark Powell, o fundador da editora Esoteric Recordings, para o canal Web "Cherry Red TV" intitulada "The Van der Graaf Generator Story" (54:20 de duração):



terça-feira, 22 de março de 2011

Curso de Político (grátis)

Com políticos do calibre daquele a que temos direito (?!), voltámos à Tele-Escola.
Vídeo visto no blog 100 Reféns.




New Yorker: a capa "Dark Spring"


Concebida por Christoph Niemann para a edição da próxima semana da conhecida revista. A "Primavera Nuclear", como também lhe chamou a página do blog What's Next: Innovations In Newspapers.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vou precisar de recordar isto muitas vezes num futuro próximo... (IBM)

100 pessoas, para celebrar 100 anos de existência. Mais informação em IBM 100.


Revista Wizard relançada

Editada no mercado em formato físico nos Estados Unidos em Julho de 1991, A Wizard  cedo se estabeleceu no meio ligado à BD, à Fantasia e à Ficção Científica (vertente cinema e jogos), tendo-se depois subdividido e especializado em vários dos nichos que então cobria: ToyFare (brinquedos e action figures), Inquest Gamer (jogos de cartas coleccionáveis) e Anime Insider (Manga e Anime). Finou-se oficialmente em Janeiro deste ano, mas desde 2006 que já vinha percorrendo um caminho em plano descendente.

Agora a sua editora, a Wizard World, relançou-a em formato exclusivamente digital, em e-book de edição semanal. Já estão disponíveis 3 exemplares que poderão aqui ser descarregados para seguirmos as últimas, na veia humorística que lhe era reconhecida, sobre cultura pop, BD, as chamadas novelas gráficas, os brinquedos e jogos que lhes estão associados.