sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Leitura? Como?


Vim de uma livraria na capital e regressei desiludido e céptico quanto à eficácia das propaladas "vontades" (políticas, meramente) de incentivar o chamado "gosto-pela-leitura" junto dos meus conterrâneos. Começo por lamentar que eles (os conterrâneos) se preocupam maioritariamente com futebol, comida e/ou com o preço do tabaco. "Ler??", talvez os jornais diários gratuitos. "Pagar para ler??", isso é que nem pensar!

Tenho noção de estar a fazer uma apreciação algo cínica deste fenómeno de massas português, pela negativa, que é o arredamento do consumo "do ler", mas quando também constato que practicamente todas as obras que empunhei naquela livraria tinham um preço nunca inferior aos 20-22 euros, mais convicto fico de não vislumbrar no horizonte do médio-prazo forma de inverter a tendência nacional.

Ler, como? A que preço(s)?? Este tipo de bens de Cultura devia ser taxado de forma a que se tornassem populares. É a única forma que vejo de pôr os Portugueses a ler.
A "obrigá-los" a ler?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

The Vaccines, "Post Break-Up Sex"

Todos os males têm (pelo menos acredito que sim...) um remédio. O dos novíssimos The Vaccines — que nome mais apropriado, considerando o assunto — é Post Break-Up Sex. E aqui vai ele. O remédio, quero dizer...


A banda, criada há pouco menos de um ano (7 meses, mais concretamente), é composta por Justin Young (vocalista e guitarra ritmo), Freddie Cowan (guitarra principal), Árni Hjörvar (baixo) e Pete Robertson (bateria). Auspiciosamente, se tal fosse necessário, ficaram num muito acertado terceiro lugar na votação da BBC para o "Sound of 2011".

As guitarras a regressar ao topo das listas da música Indie. Que bom (e que saudades).

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Manga em Português: "BANZAI"!


Surgiu recentemente no mercado mais uma revista de Banda Desenhada (BD) de edição nacional. BD? Perdão, Manga, pois que se trata de uma publicação na qual se pretendem divulgar trabalhos de autores europeus mas de inspiração estética e visual japonesa, pela via do estilo (acho que se lhe pode chamar assim) Manga. O seu nome é capaz de ser também uma boa pista, para os mais distraídos… ;)

A revista, de 48 páginas a preto-e-branco (capa e contra-capa a cores), com um preço de €2,50 e edição bimestral, apresenta-se em papel de boa qualidade, infelizmente , na minha opinião, num formato pouco condizente com o habitual em obras Manga. Sendo a primeira produção do género a surgir em Portugal e sendo nítido o seu propósito de marcar posição no seio da BD de inspiração/origem Japonesa, os responsáveis pela sua produção poderiam ter começado logo por aqui. Em vez do enorme A4, teria sido mais original (no seio do nosso mercado) que a BANZAI se propusesse aos leitores no formato “japonês” (entre as 5” x 7” polegadas, 12,7 x 17,78 cm, ou ligeiramente inferior ao tamanho A5).

Neste número 0 (zero), a BANZAI introduz-nos duas estórias de outros tantos autores portugueses, ou autoras, mais concretamente: “TMG – The Mighty Gang”, de Joana Rosa Fernandes e “Kuroneko”, de Cristina Dias. A primeira estória, intitulada “Missão 01 – O Início”, introduz-nos a três personagens adolescentes, ainda sem espaço e tempo para um aprofundamento psicológico do seu carácter, que se encontram numa improvável França e onde duas delas têm o objectivo declarado de (coincidência?) se deslocarem a Inglaterra.

Um reparo, que, este sim, é impossível ignorar e que se estende a partes de toda a revista e não apenas a esta estória. Os erros ortográficos. Entendo que a autora, numa tentativa de maior aproximação possível ao estilo em que se inspira, recorra a onomatopeias para acentuar, de forma não desenhada, certas acções dos personagens acrescentando uma ilusória dimensão sonora aos desenhos. Por aqui, nada a apontar. É louvável e habitual em BD. O que me parece menos correcto é o uso de expressões de língua inglesa para acentuar essas acções, especialmente quando algumas delas apresentam os tais (crassos) erros ortográficos.

Por exemplo, quando um personagem afaga a testa de um cavalo, adicionar-se um balão com a palavra “Pet” (animal de estimação) quando eu acho que a autoria queria era transmitir a ideia de afagar (substantivo “Pat”; ou quereria referir-se ao verbo “Pat”?) é de palmatória… Desculpe-me a autora. Um suspiro trocado por um “Sigh”, um virar de página com um “Flip” ou um “Rustle” ao invés de um sussurro ou restolhar parecem-me opções menos conseguidas quando falamos de uma publicação portuguesa. “Geez”, “Growl”, “Snatch”, “Push”, etc., são outros que, em si, não me espantam, mas que enquadro na classe anterior de opções menos certeiras da autora. A menos que (ressalva minha) esta tenha inicialmente concebido “TMG – The Mighty Gang” para edição em língua inglesa, antes da publicação na BANZAI.… Terei acertado? Não interessa.

O desenho em si parece-me adequado para dar o “ar” de Manga, apesar de ter sido, neste particular, dada menos atenção aos segundos planos, nos quais o estilo já me parece mais amadorístico. Percebo que desenhar “pessoas” seja uma coisa e que desenhar objectos ou cenários, outra completamente diferente (autores há que costumam delegar noutros artistas estes pormenores), mas preferia não ter conseguido fazer esta distinção. Por exemplo logo na página 3, os prédios, ou, na página 5, cena com o transeunte e um camião parece terem sido desenhados com alguma displicência, pouco visível na maioria dos restantes quadradinhos. Em termos do argumento, também me parece algo anacrónico que em plena França contemporânea seja “natural” que alguém ostente e empunhe em público uma… katana (?!).

Seja como for, aguardo com interesse e expectativa novos desenvolvimentos do enredo a partir do número 1.

Sobre o “Kuroneko” de Cristina Dias, três mini-estórias de estilo mudo, apresentadas num par de pranchas cada, confesso que me agradou um pouco mais. Contar uma estória por gestos (perdão, desenhos…) requer muito mais engenho que o desenho acompanhado com texto, e a autora consegue transmitir bastante bem a relação amor-ódio que se sente entre o gato Kuroneko e a ovelha Hitsuji, infelizmente e para mal do personagem homónimo, nem sempre favorável ao primeiro.

Palavras finais para constatar que a revista é omissa quanto a um eventual projecto editorial e a equipa que a compõe (número “zero” não pode ser desculpa para tudo), faltando por exemplo uma vulgar informação de contacto (um simples endereço de e-mail que permita dialogar com os potenciais leitores?). Além das autoras, da referência ao licenciamento dos personagens a uma “NCreatures, Lda.” e ao registo ao abrigo da Lei de Imprensa (bla-bla-bla) nada mais é revelado ao comprador.

Mas, volto a repetir, para mim o mais grave são os erros ortográficos, patentes não apenas onde os assinalei mas também e logo no texto de introdução de “The Mighty Gang”, uma redacção mal construída. Vejamos na parte que reproduzo, com a devida vénia à autora:

“(…) Quando Joana Mubarak, Andre Kersey e Sara Yamamoto, três viajantes, encontram-se [?? Descrição no Passado e verbo no Presente?] num porto em França a caminho de Inglaterra nunca poderiam imaginar (...)


Uma aventura na senda dos Shonen mais clássicos, onde nada é o que parece e as aventuras nunca pára [sic; provável gralha]”

Apesar de tudo, acredito no projecto (seja ele qual for) e aguardo com expectativa a chegada do número efectivamente 1! Uma proposta editorial ainda algo amadora, mas que poderá ter pernas para andar em Portugal, a julgar pela oferta e consumo cada vez maiores de obras japonesas traduzidas para inglês.

Nota de rodapé: Mais alguma informação, incluindo reprodução de três pranchas, nesta página do "Jikai! Blog".


ACTUALIZAÇÃO:

Após a publicação do meu texto, apercebi-me, através da página Facebook da NCreatures, da existência da página oficial da revista na Web. Está corrigida (embora parcialmente) a minha observação sobre a falta de contactos, etc..

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Joy Division, "Atmosphere"

Atmos. Feras.







P.S.: "A" banda do Século XX. Mato quem disser o contrário...

P.P.S.: A alguém que pense porque agreguei o rótulo "Fetichista" a este post, apenas digo que, além de tanto sentimento evocado pela banda, a sua música e a nostalgia destas fotos, que poderia dar lugar a um post por si próprio, o Peter Hook também tocava um baixo Rickenbacker...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Vai devagarinho

A caminho das três semanas de convalescença pós-operatória, as coisas vão melhorando, mas muito lentamente. Nada de grave (considerando quem esteja bem pior que eu) e cada dia é sempre um nadita (“nadita” só) menos mau que o anterior. Regresso ao trabalho no final da semana. Será outra forma de me distrair desta condição, sendo mais produtivo que nestes últimos dias.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

'Paul', o segundo trailer

Depois do primeiro trailer que aqui divulguei, hoje foi disponibilizado um segundo teaser, com novas cenas (e algumas já vistas, mas mais promenorizadas agora) e onde se percebe melhor quem poderá, de facto, vir a ser o 'Paul'?, o alien interpretado pela voz do Seth Rogen (que já vira, por exemplo no filme "Zack and Miri Make a Porno (2008)", de Kevin Smith; "Star Whores") e que voltaremos a ver na tela já este mês, agora de carne-e-osso, interpretando um improvável Green Hornet ("Vespão Verde") — e digo-o simplesmente por o associar principalmente a registos bonacheirões de comédia, que a voz de cerveja ajuda como um importante elemento de composição do seu trabalho, e não a representar um(a espécie de) super-herói. Mas como gosto dele, dou-lhe o benefício da dúvida...

Ora vamos lá mas é ver o Paul, especialmente na cena, de antologia, digo eu, da salvação do fatídico p'ssarinho. Impagável (e este E.T. tem toda a razão na desculpa que dá...)


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Misa Digital Guitar: Um novo instrumento nasce


Aqui está uma engenhoca, um verdadeiro instrumento musical electrónico, que embora se assemelhe a uma guitarra pouco tem a ver com ela, se não precisamente no aspecto exterior. A Misa Digital Guitar é na realidade várias coisas: um sintetizador, mas não tem teclas (usa antes um monitor sensível ao toque). Uma guitarra, mas cuja escala (neck) é desprovida de cordas. Um instrumento de percussão, mas não tem peles esticadas sobre uma caixa de ressonância.

Basicamente, trata-se de mais um instrumento MIDI que integra um sintetizador polifónico carregado de sons e efeitos, controlados em conjunção entre o monitor multi-toque situado no corpo e a escala, desprovida de cordas, mas onde se encontram os familiares 24 trastes (frets) das guitarras clássicas. Junto a cada um destes trastes existem 6 botões.

Desenvolvida pela Misa Digital Instruments de Hong-Kong, esta "guitarra", modelo apelidado de Kitara (que enganadoramente familiar, não é?) para ser tocada dispensa a vulgar palheta, já que as "cordas" simplesmente podem ser tocadas literalmente sobre as linhas iluminadas no ecrã de oito polegadas. E sendo um instrumento polifónico, aquelas podem ser dedilhadas, pressionadas, beliscadas ou tangidas com resultados sonoros finais iguais aos do instrumento em que se inspira esteticamente.

Dois modelos estarão em breve disponíveis no mercado, a Kitara™ and Kitara™ Limited Edition, que apenas diferem nos materiais empregues na sua construção exterior (tudo o mais é rigorosamente idêntico). Serão revelados ao público durante a exposição CES - Consumer Electronics Show em Las Vegas e que hoje se inicia, terminando no dia 9.

Um aspecto positivo, dentre vários, é que recorre ao sistema operativo Linux. Graças a Deus que não é um instrumento Windows, caso contrário o lixado e putativo músico teria de passar a vidinha a fazer reboots ao aparelho e a perder imenso tempo a descarregar e instalar intermináveis fixes, para finalmente o pôr a fazer aquilo que o fabricante garantiu que faria logo de início (#PensamentoCínico)... Um cheirinho do que pode fazer...


My Blackberry Is Not Working! - The One Ronnie, Preview - BBC One

Ai, os termos que usamos nas TIs...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Twin Shadow acabadinhos de sair!


Os Twin Shadow gravaram hoje alguns temas nos estúdios do blog Daytrotter, que os agrupou sob o título "Within The Garden Of Good And Evil". Após um registo gratuito no site, as suas "Daytrotter Sessions" ficarão disponíveis para deleite dos melómanos de todo o mundo.

Cinco temas, já apresentados no álbum de estreia em 2010, "Forget", dos quais o primeiro (exclusivo), de meros 11 segundos, serve de introdução para o prato principal.

Frank Zappa, "Titties & Beer"

... Mas não foram os Tenacious D os primeiros a trazer o diabo para a música (descontando os executivos dos grandes estúdios discográficos). Antes deles já Frank Zappa compunha um tema em que o Mefistófeles era um dos principais intervenientes, com o muy sugestivo e delicioso (em ambos os factores da equação) título de "Titties & Beer", originalmente surgido no duplo LP ao vivo Zappa in New York (de 1978, mas gravado em 1976).

Aqui era o baterista Terry Bozzio a contracenar com Zappa o famoso diálogo ilustrativo duma verdadeira "canção-do-bandido" satânica.



It was the blackest night
There was no moon in sight
You know the stars ain't shinin'
'Cause the sky's too tight
I heard the scarey wind
I seen some ugly trees
There was a werewolf honkin'
'Long the aide of me

I'm mean 'n I'm bad, y'know I ain't no sissy
Got a big titty girly by the name of Chrissy
Talkin' about her 'n my bike 'n me . . .
'N this ride up the Mountain of Mystery, mystery

I noticed even the crickets
Was actin' weird up here
So I figured I might
Just drink a little beer
I said, "Gimme summa that what yer suckin' on . . "
But there was no reply
'Cause she was gone . . .

"Where's those titties I like so well,
'n' my godam beer!"
Is what I started to yell, then I heard this noise
Like a crunchin' twig, 'n up jumped the Devil, . .
He's about this big, . .

He had a red suit on
An' a widow's peak
An' then a pointed tail
'N like a sulphur reek
Yes, it was him awright,
I swear I knowed it was
He had some human flesh
Stuck underneath his claws
You know, it looked to me
Like it was titty skin
I said, "You sonofabifch!"
'Cause I was mad at him.
Well he just got out the floss
'N started cleanin' his fang
So I shot him with my shooter.
Said: BANG BANG BANG

The sucker just laughed 'n said, "Put it away . . .
You know, I ate her all up . . . now what you gonna say?"
YOU ATE MY CHRISSY? "Yeah! titties 'n all!"
WHAT ABOUT THE BEER THEN? "Were the cans this tall?"
EVEN HER BOOTS? "Would I lie to you?"
SHIT, YOU MUSTA BEEN HUNGRY! "Yes, this is true'.
'WELL DON'T THEY PAY Y'ALL GOOD FOR THE
STUFF THAT YOU DO?
"I can't complain when the checks come through . . ''
WELL I WANT MY CHRISSY, 'N I WANT MY BEER
SO YOU JUST BARF IT BACK UP NOW, DEVIL,
DO YOU HEAR!
"Blow it out your ass, motorcycle man! I am fhe Devil,
Do you understand?
Just what will you give me for your titties and beer?
I suppose you noticed this little contract here, . ''
YER GODDAM RIGHT, YOU SON-OF-A-WHORE,
THAT'S ABOUT THE ONLY REASON
I LEARNED WRITIN' FOR . . .
GIMME THAT PAPER ... BET YER ASS
I'LL SIGN . . . 'CAUSE I NEED A BEER, 'N IT'S TITTY-
SQUEEZIN' TIME!

"You can't fool me, man . . . you ain't that bad . . .
I mean you shoulda seen some of fhe souls I had . . .
Why there was Milhous Nixon 'n Agnew too . . .
'n both of fhose suckers was worse 'n you . .
"WELL, LET'S MAKE A DEAL IF YOU THINK THAT'S TRUE
I MEAN, YOU'RE THE DEVIL SO ... WHATCHA GONNA DO?

(improvised dialog)

"No! Don't sign it! Give me time to think ...
I mean ... hold on a minute, boy . . . that's
Magic Ink!"

And then the Devil puked
'N out jumped m'girl
They heard the titties PLOP-PLOPPIN'
All around the world, she said:
"I GOT ME THREE BEERS 'N A FIST FULLA DOWNS,
AN' I'M GONNA GET WRECKED, SO FUCK YOU CLOWNS!"

And then she gave us the finger,
It was rigid 'n stiff,
That's when the Devil, he farted
An' she went right over the cliff
The Devil was mad took off to my pad
I swear I do declare!
How did she get back there?
I swear I do declare!
How did she get back there?
etc. repeat

Tenacious D, "Beelzeboss (The Final Showdown)"

E aqui está um cheirinho (infernalmente queimado, para já...) dos Tenacious D, aqui mencionados. Sabem quem faz de mafarrico-mor? Nada mais nada menos que o Dave Grohl.




I am complete
Fuck
Yes, you are fucked, shit out of luck
Now I'm complete and my cock you will suck
This world will be mine and you're first in line
You brought me the pick and now you shall both die
Wait, wait, wait, you motherfucker
We challenge you to a rock off
Give us one chance to rock your socks off
fuck, fuck, fuck, The Demon Code prevents me
From declining a rock off challenge
What are your terms? What's the catch?
If we win, you must take
Your sorry ass back to Hell
And also you will have to pay our rent
And what if I win?
Then you can take Kage back to Hell
What? Trust me Kage, it's the only way
What the fuck are you talking about?
To be your little bitch
Fine, let the Rock Off begin
I'm the Devil, I love metal
Check this riff, it's fucking tasty
I'm the Devil, I can do what I want
Whatever I've got, I'm gonna flaunt
There's never been a rock off that I've ever lost
I can't wait to take Kage back to Hell
I'm gonna fill him with my hot demon gel
I'll make him squeal like my Scarlet Pimpernel
No! C'mon Kage, bring the thunder!
There's just no way that we can win
That was a masterpiece,
listen to me
He rocks too hard because he's not a mortal man
God damn it, Kage!
He's gonna make you his sex slave
You're gonna gargle mayonnaise
No, unless we bust a massive monster mama jam

Dude, we've been through so much shit
De-activated lasers with my dick
Now it's time to blow this fucker down
C'mon Kage, now it's time to blow doors down
I hear you, Jables, now it's time to blow doors down
Light up the stage 'cuz it's time for a showdown
We'll bend you over then we'll take you to brown town
Now we've got to blow this fucker down
He's gonna rape me if we do not blow doors down
C'mon Kage 'cuz it's time to blow doors down
We'll bomb drive you, it's time for the black out
Hey anti-Christ-er, Beelzeboss
We know your weakness, our rocket sauce
We rock the casbah and blow your mind
We will defeat you for all mankind
You hold the scepter, we hold the key
You are the Devil, we are the D
We are the D, we are the D
We are the D, we are the D
We are the D, we are the D
We are the D, we are the D
We are the D, we are the D
We are the D, we are the D
We are the D, we are the D
We are the D, we are the D, we are the D
You guys are fucking lame
Come on, Kage, you're coming with me
Taste my lightning, fuckers!
Noooo!!!!!
Oh, fuck, my fucking horn! oh no!
From whence you came, you shall remain
Until you are complete again!
nooooo!!!!!
Fuck you, Kage! and fuck you, Jables!
I'll get you Tenacious D

Jack Black & Kyle Gass são "Tenacious D"

The Crazies em 2005

Um bom par de malucos (o meu género favorito de pessoa), são o Jack Black e o Kyle Gass. E também são Tenacious D, "The Greatest Rock Band in the World" (yeaah...) Neste momento encontram-se a preparar um terceiro trabalho discográfico, ainda sem título, que deverá estar disponível lá para finais deste ano, após as edições de "Tenacious D" e "The Pick of Destiny", respectivamente em 2001 e 2006. Bons exemplos do Rock Satírico — ou será satânico? Enfim.

Outra novidade, lida no Geeks of Doom, é que poderá estar num horizonte futuro (embora mais longínquo) a preparação de um segundo filme. Depois de Tenacious D in The Pick of Destiny (2006), também na tela plana se aguardam momentos de delírio fílmico-musical. Pedrados, perdão, pedradas no charco destes mercados, a maior parte das vezes verdadeiros antros de facilitismo comercial e de interesses, antes de tudo o mais, pouco consentâneos com a criação e liberdade artística propriamente ditas.

Citando Jack Black, a propósito deste novo álbum:
We’re gonna be talking about love, there are gonna be some songs about sex and there’s gonna be songs about food.

Que diabo, haverá mais alguma coisa que interesse discutir nesta vidinha que levamos?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

200 Countries, 200 Years, 4 Minutes

"As estatísticas ganham vida quando a superestrela académica Sueca Hans Rosling ilustra graficamente o desenvolvimento global durante os últimos 200 anos."

Assim se referencia parte do programa The Joy of Stats, uma série de documentários apresentados no canal BBC Four por aquele médico e investigador.

"Ode to the Unknown Factory Worker", Leila Adu


Vai ser editado no próximo dia 11 deste mês. Falo do quarto trabalho discográfico de Leila Adu, artista que descobri por acaso — as boas surpresas são sempre por acaso... — numa das minhas perambulações pela Ionoesfera, perdão, pela Internet.

Descendente de Ganeses e criada na Nova Zelândia (biografia oficial aqui), Leila Adu canta, toca piano e outros teclados e é neste trabalho acompanhada pela italiana Daniele de Santis, na bateria. Viajemos pelos temas "Martian Raft" e "Brazen Hussy", disponibilizados na página da artista, num passeio urbano-jazzístico (étnico, mesmo?) e (in)temporal...



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O FIMDOMUNDO foi... antecipado???

Imagem vi@ Chubby Skinny Kids


fim do mundo foi antecipado. Assim parece, a acreditar na notícia do semanário Sol. De 21 de Dezembro de 2012 (sim, 12122012, ou 20121212 à inglesa...) para o já próximo 21 de Maio de 2011. Tudo por obra de um movimento cristão norte-americano, de nome tão ridículo que só podia mesmo ser norte-americano, Family Radio Worldwide. Não tem muito a ver com cristandade, pois não?

Só um pequeno detalhe me preocupa, e cito:

«Sem margem de dúvida, 21 de Maio é a data», garante Camping, que prevê para esse dia a subida aos céus das boas almas: «As restantes pessoas vão permanecer na Terra e vão passar por um período de tormento, até ao fim dos tempos».

Como é que vou ter tempo de passar de "restante pessoa" a "boa alma"?? Nem mesmo como "restante pessoa" considero ser algo de especial... Como vou dizer isto à minha psicóloga??

Estes fins-de-mundo matam-me...