Começo com outra (dupla) pergunta, de certo modo retórica:
Para onde caminhamos, como Humanidade? Conseguiremos mantê-la?
Vem isto a propósito de um artigo, que acabo de receber via e-mail do site
Geeks of Doom, intitulado "
Syfy Channel & ‘Rift’ Creator Trion Team Up To Create TV Series/MMO Video Game Fusion". Por um lado, a primeira coisa que me veio à cabeça foi logo "
até que enfim que alguém (uma empresa, o que lhe dá logo contornos de projecto conspirativo e num horizonte próximo eventualmente opressor [sim, sou um grande fã do Philip K.Dick...])
assume aquilo que, tecnologicamente, seria o próximo passo a dar no mundo do entretenimento!".
Não irei entrar em detalhes sobre o artigo (convido antes à leitura total do original), excepto para frisar que se trata de um projecto entre a empresa
Trion Worlds (que recentemente lançou no mercado o jogo online, pago,
Rift) e o conhecido canal televisivo especializado em Ficção Científica (FiCi)
SyFy que pretendem conjuntamente lançar uma série televisiva, ainda sem nome, e um jogo online para um número massivo de jogadores (
MMORPG). Neste ambiente misto, que pela primeira vez cruza dois meios de entretenimento de massas algo diferentes, os aderentes poderão "viver" a série jogando ou, a jogar, influenciarem o decurso dos episódios televisivos num novo tipo de jogo apelidade pela Trion de "massively multiplayer online action role-playing game (
Syfy Action MMO)". Do projecto, ainda em desenvolvimenmto e de certa forma envolto em segredo, a páginal oficial da Trion apenas
disponibiliza uma pequena resenha, imagens da arte conceptual dos cenários e um vídeo promocional.
Também por esta falta de mais completa informação sobre o ambiciosao e original projecto não me irei alongar sobre ele, como dizia, mas quero no fundo é constatar como cada vez mais imersivos se tornam os meios de comunicação de massas e de entretenimento caseiro a ponto de não me ser difícil antecipar um
mundo (uma
realidade?) em que o jogador se envolva de tal forma que quase deixará de precisar de viver fora dele.
Estarei a elaborar demasiadamente numa mentalidade de
Matrix? O futuro no-lo confirmará, ou desmentirá. Inclino-me mais para uma via de (e de certa forma lamento-o) confirmação da alienação da postura humana com base em produtos por ela própria criados a bem do lazer e da
diversão... Tudo em nome da...
Imaginação (?!)
(Parcialmente repondida, assim, a minha pergunta inicial. Gostava de saber o que pensam os meus possíveis leitores sobre o assunto.)