sexta-feira, 25 de maio de 2012

Sou um sintetizador

Cheguei a esta conclusão enquanto lia a simpática mensagem que o Dalaiama me dirigiu no facebook. Ainda lhe não respondi — receio que a resposta venha a ser demasiado longa para lha dar assim, "de repente"  (Dalaiama, puseste-me a pensar no(s) assunto(s)) —, mas aqui e noutros locais que mantive e/ou ainda mantenho noutros planetas do espaço cibernético, admito que o meu papel, voluntário, tem sido mais esse, o de pegar-aqui-pegar-ali e despejar depois os pedaços encontrados nesta espécie de amálgama nova que dou a ver, reflexo daquilo que eu próprio sou, como indivíduo. Talvez seja uma forma de compensar (?!) a falta de criatividade para outras aventuras? Preguiça para criar? No fundo, quem sou eu, para me arrogar a tal? Continuarei a sintetizar...

(foto daqui)

Beach House, The Hours

Life's a mess e depois ouve-se isto...




Can I wait the hours
'til you find me
Climb up to the tower
So that you could see

Violence in the flowers
Where they found you
Can I wait the hours
Would it be untrue
Climb up to the tower
So that you could see
All across the hours

Frightened eyes
Looking back at me
Change your mind
Don't care about me
Frightened eyes
Looking back at me
Change your mind
Don't leave without me

Frightened eyes

Made in your reflection
So that you could feel
Mad in your intentions
Fear it isn't real
All the recollections
Spinning in a field
Left in your possession
'til it isn't real
You say it isn't real

Frightened eyes
Looking back at me
Change your mind
Don't care about me
Frightened eyes
Looking back at me
Change your mind
Don't leave without me

Frightened eyes

Deeper than you and me
It's farther than you could see
Is it too much to ask you
It's all in a glance you'll see
It's deeper than you and me
It's all in a glance you'll see
It's farther than we could be
It's deep than you and me

Frightened eyes

quinta-feira, 24 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

The Residents strike again (de certa forma)

São, e não são, os The Residents que motivam este texto. Explico. Aliás, como (começar a) explicar seja o que fôr que se relacione com a banda sem incorrer em erros de interpretação e análise? Já algumas vezes aqui desabafei sobre este desafio, mas mesmo assim não desisto. Volto ao tema porque foi na passada semana anunciada uma novidade (aliás, duas).

A primeira foi ter sido anunciado com mais detalhe o nome (será mesmo o nome? Dúvida existencial) de um dos membros do actual trio. Depois do vocalista Randy Rose (que continuo a insistir tratar-se na realidade do Homer Flynn), agora sabemos o nome do autor da maioria das composições da banda que neste 2012 festeja 40 anos de existência. O teclista já nos tinha sido apresentado pelo Randy durante as performances da obra Talking Light de 2010 (ouvir a faixa nº 3, "Meet the Band", do 1º CD do álbum de 2011 "Talking Light at Bimbo's") como sendo "Chuck" mas agora sabemos que se chama oficialmente Charles "Chuck" Bobuck (aqui a página no facebook).

A segunda novidade é o lançamento do primeiro trabalho a solo do Charles Bobuck, em CD. Codgers On The Moon (doravante CotM) é o seu título mas a presença e o espírito da totalidade da sua banda de origem são confirmados na página oficial com a simples referência, cito, "The Residents present A Bobuck Contraption". A disponibilização pública do trabalho esteve anunciada para o passado domingo, dia 13 de Maio (data da criação do associado website), mas foi adiada para "...durante esta semana". Mas não apenas o nome completo do Charles se sabe desta vez. A origem da sua alcunha, uma espécie de biografia acompanhada de algumas fotos com excertos de temas e sons dos The Residents, bem como referências a estórias e experiências comuns na carreira do agora trio originário de Shreveport, Louisiana, terão de ser consultados — por via das dúvidas e antes que alguém se arrependa, já gravei tudo — nas 17 páginas do sítio online.

Falando em tecnologias (agora musicais) destaco, por ser tema que me é sempre querido, a área "Synth City" na qual o Charles Bobuck nos conta a história de como se começou a interessar por sintetizadores e electrónica a eles associada. Curiosa é também a ligação (que desconhecia até agora) da banda com um dos teclistas-chave de uma das formações dos The Mothers of Invention do Frank Zappa, Don Preston de seu nome, e cujo sistema modular Moog (um à época extremamente volumoso, caríssimo e algo raro sintetizador) acabou por ser usado pelo próprio Don no álbum Eskimo de 1979. Detalhes saborosos associados a uma banda que até na área dos instrumentos sempre primou pelo uso vanguardista e pioneiro de "geradores de sons", tantos deles nem sequer concebidos originalmente como instrumentos ditos musicais.

CotM tem a particularidade adicional de ter sido concebido com recurso a dois iPads, um deles a controlar um sistema Mac e 0  outro como fonte de som independente. Mal posso esperar para ouvir o resultado.

Charles "Chuck" Bobuck, o artista

Codgers On The Moon, capa na única versão (ficheiro) ainda disponibilizada

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Stroopwafels, para que vos quero(?)

Comia-vos desde há quase um ano a esta parte mas desconhecia o vosso nome (o pacote, só lhe pegava para abrir e não para ler...). Hoje, na sequência de uma conversa no Twitter lá me vi "obrigado" a investigar-vos. Claro que já sabia que vocês nasceram na Holanda. E pouco mais. Acabei por dar com este artigo (apetitoso, diga-se) sobre vocês: Stroopwafel - Que rico biscoito de pobres.... Para quem queira saber, podemos encontrar-vos à venda na cadeia Lidl de supermercados.


É Surf, é Nazaré! Garrett McNamara rides 90 Foot Wave! New World Record

Requer ballz do tamanho da própria onda... Os detalhes (com o recorde entretanto já confirmado pelo Guiness):

It seems that Garrett McNamara just broke the world record for largest wave surfed by successfully navigating this 90-foot wall of watery death in Nazaré, Portugal. The previous record—77 feet—was set by Mike Parsons in 2008. The Song is Ricochet by David Michael & Lee Pomeroy.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Analysis: BankSynths Vintage Instrument Tour (Part 2)

Não podia deixar de reproduzir a 2ª parte do instrutivo e curioso vído que aqui mencionei.


Analysis: BankSynths Vintage Instrument Tour (Part 1)

Falo aqui algumas vezes no Mellotron, um instrumento de teclas electro-mecânico usado inicialmente por grupos de Rock Progressivo. Neste vídeo, entre outros sintetizadores, fala-se no funcionamento de um, o usado pelo teclista Tony Banks dos Genesis. Portador de um exclusivo e característico som, era um autêntico pesadelo de afinação e uso em espectáculos "live". Temperamental, como tanta coisa bela.


Storm Corrosion, o Prog Rock actual passa por aqui

Tinha-o em meu poder há uns dias mas só hoje lhe dediquei tempo para uma audição completa. A primeira. Como todas as primeiras impressões, esta (também) foi indelével. E marcantemente positiva, devo acrescentar. Mas deixem-me começar pelo começo. Storm Corrosion é o projecto (mais um) do britânico Steven Wilson com o sueco Mikael Åkerfeldt (Opeth). Se do segundo "basta" referir a qualidade de volcalista e membro mentor do respectivo grupo de Prog Metal, já do primeiro e além dos trabalhos a solo a amplitude de projectos e bandas — com Porcupine Tree à cabeça — a ele associados é de tal variedade e qualidade que tenho dificuldade em resumi-la. Se considerarmos que estou a falar de um músico e produtor autodidacta e multi-instrumentista, o conceito ainda é mais abismal. Deixo a sugestão de uma visita à Wiki que se lhe refere, para mais informação.

Sobre o álbum homónimo propriamente dito, trata-se de um alinhamento de seis temas de longa duração ao longo dos quais a paternalidade — especialmente considerando a origem mais heavy e Metal de um dos  membros — não parece denotar influências, de tal forma são em parte instrumentais e em parte quasi-atmosféricos e bucólicos. Na pacificidade do seu som há contudo algo de experimental e épico, suportado por electrónicas discretas, mais sentidas no campo dos teclados, sempre presentes e audíveis em cada tema. Suspeito mesmo que alguns instrumentos vintage (não podia faltar um Mellotron num tema de Prog) tenham sido usados na sua composição...

Como em todas as áreas em que (passe a expressão) o pé do Homem põe a proverbial mão, tudo o que possa escrever a respeito dos músicos e desta sua obra é inteira e conscientemente subjectivo, pelo que admito opiniões eventualmente contrárias à minha. Ouçamos, entretanto, um dos temas mais apaixonantes deste disco, o final Ljudet Innan, que em sueco significa algo como "the Sound Before (you left):





Sobre o trabalho de cada um dos músicos, aqui deixo dois vídeos que ilustram um pouco dos respectivos sons. O primeiro, retirado da página oficial do Steve, é uma amálgama de excertos de muitos dos seus trabalhos, a solo e em grupo. Dos Opeth, escolhi a faixa mais Proggy do álbum mais recente, o Heritage de 2011.





Susana Félix, Bem-vindo

Admito já, à cabeça", não ser grande apreciador do nacional-cançonetismo. Todavia, porque gosto de me saber musicalmente ecléctico, por gostar da letra, dos arranjos e da interpretação (OK, concedo que a actriz/cantora também é bonita...), aqui fica o devido destaque.

segunda-feira, 7 de maio de 2012