quarta-feira, 9 de maio de 2012

Storm Corrosion, o Prog Rock actual passa por aqui

Tinha-o em meu poder há uns dias mas só hoje lhe dediquei tempo para uma audição completa. A primeira. Como todas as primeiras impressões, esta (também) foi indelével. E marcantemente positiva, devo acrescentar. Mas deixem-me começar pelo começo. Storm Corrosion é o projecto (mais um) do britânico Steven Wilson com o sueco Mikael Åkerfeldt (Opeth). Se do segundo "basta" referir a qualidade de volcalista e membro mentor do respectivo grupo de Prog Metal, já do primeiro e além dos trabalhos a solo a amplitude de projectos e bandas — com Porcupine Tree à cabeça — a ele associados é de tal variedade e qualidade que tenho dificuldade em resumi-la. Se considerarmos que estou a falar de um músico e produtor autodidacta e multi-instrumentista, o conceito ainda é mais abismal. Deixo a sugestão de uma visita à Wiki que se lhe refere, para mais informação.

Sobre o álbum homónimo propriamente dito, trata-se de um alinhamento de seis temas de longa duração ao longo dos quais a paternalidade — especialmente considerando a origem mais heavy e Metal de um dos  membros — não parece denotar influências, de tal forma são em parte instrumentais e em parte quasi-atmosféricos e bucólicos. Na pacificidade do seu som há contudo algo de experimental e épico, suportado por electrónicas discretas, mais sentidas no campo dos teclados, sempre presentes e audíveis em cada tema. Suspeito mesmo que alguns instrumentos vintage (não podia faltar um Mellotron num tema de Prog) tenham sido usados na sua composição...

Como em todas as áreas em que (passe a expressão) o pé do Homem põe a proverbial mão, tudo o que possa escrever a respeito dos músicos e desta sua obra é inteira e conscientemente subjectivo, pelo que admito opiniões eventualmente contrárias à minha. Ouçamos, entretanto, um dos temas mais apaixonantes deste disco, o final Ljudet Innan, que em sueco significa algo como "the Sound Before (you left):





Sobre o trabalho de cada um dos músicos, aqui deixo dois vídeos que ilustram um pouco dos respectivos sons. O primeiro, retirado da página oficial do Steve, é uma amálgama de excertos de muitos dos seus trabalhos, a solo e em grupo. Dos Opeth, escolhi a faixa mais Proggy do álbum mais recente, o Heritage de 2011.





Susana Félix, Bem-vindo

Admito já, à cabeça", não ser grande apreciador do nacional-cançonetismo. Todavia, porque gosto de me saber musicalmente ecléctico, por gostar da letra, dos arranjos e da interpretação (OK, concedo que a actriz/cantora também é bonita...), aqui fica o devido destaque.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Beach Boys: Pet Sounds Revisited na Mojo

A Mojo #223 de Junho (?) de 2012 comprei-a em Londres quando saíu a público no passado dia 25 de Abril. Desconheço se já por cá se encontra à venda, mas este número com capa dos Beach Boys é recomendadíssimo e imperdível pelos seus vários conteúdos. Dedicado maioritariamente à banda californiana, à celebração do seu 50º aniversário e à sua reunião (mais uma), contém também o CD "Pet Sounds Revisited" onde, num ajustado tributo, podemos ouvir covers (reinterpretações) dos 13 temas do seminal e intemporal Pet Sounds de Maio de 1966, mais uma faixa extra, "Trombone Dixie", pelo som de bandas e músicos como Saint Etienne, The Magnetic North, Tim Burgess, Gaz Coombes, Here We Go Magic ou The Flaming Lips, entre outros. Tudo embrulhado visualmente num pacote evocativo do de '66, incluindo, nas capas da revista e do CD, duas imagens da sessão fotográfica captada com a banda em Fevereiro daquele ano no Zoo de San Diego.

Para mim, o Pet Sounds original é um ("um"? "O"!!!) dos maiores discos de sempre do Rock and Roll e que nem sequer foi alguma vez suplantado por qualquer dos álbuns dos contemporâneos e tantas vezes "comparáveis" The Beatles (e crucifiquem-me por afirmar isto, não me importo). Esta edição de covers faz-lhe juz e adicionalmente remete-nos para os originais e a genialidade dos seus autores. Ouçam tudo, original e "cópia", que não se arrependerão.


Interesse adicional na Mojo, mas agora online, é a recolha de 10 vídeos de alguma forma protagonizados pelos Rapazes da Praia (clips musicais e documentários) e que deve ser vista neste link.

E porque por detrás de cada homem ou génio (caso não haja uma grande mulher), existe algo mais que o inspire, a prova está no seguinte excerto-vídeo do documentário dedicado aos The Beach Boys, "Endless Syncopation: The Rising Fall of The Beach Boys and The California Myth", um filme de Andre Perkowski e que foi "Made Out Of All The Other Beach Boys Films". Infelizmente, a genialidade vem com um preço e, tal como os almoços, nunca é grátis...


Sinais de viagem, Londres 2012





Leicester Square


Eyes can be deceiving...

Recomendado, o Fish & Chips

Para os amantes de música, o nome diz qualquer coisa...

É Costa!

Cecil Court

Uma pequena rua, que é um tesourinho

It's... the Tube!


Eros @ the Piccadilly Circus

Fashion japonesa. Comprei.

Rowan "Mr. Bean" Atkinson, a fugir-me na Carnaby Street...

Sem comentários


Antro de perdição

Finchley, North London. Almoço Turco

A caminho da Millennium Bridge

Southbank. Hirst R0cks (e eu concordo)


London Eye, a ver o The Shard

É automático, é DLR!

Exemplos a seguir por cá...

Simpático, a caminho de almoço no japonês

Livraria Foyles

London Tube. Um bom exemplo de Civismo (pensem na mensagem)

sábado, 21 de abril de 2012

O Universo magnificado

Se quisermos saber o quão pequenos-pequenos-pequenos (repetir até quase ao Infinito) somos na ordem da matéria, basta aguardar o carregamento total da imagem seguinte, torná-la em Full Screen e depois deslocar lateralmente o cursor para a esquerda ou direita, respectivamente aumentando ou diminuindo a escala da matéria observável à nossa volta. E, garanto-vos, este "à nossa volta" é mesmo, MESMO, muito AMPLO! E uma bela duma lição de humildade para todos nós, esta Humanidade para aqui plantada num canto do Universo. Apetece dizer "Adeuzinho e obrigado por todo o peixe" e depois zarpar em direcção a estas imensidões exteriores (não esquecendo as interiores).

Infografia criada pelo site NumberSleuth.org. Clicando na legenda da imagem poder-se-á ler informação mais detalhada sobre este espantoso trabalho.



The Universe made possible by Number Sleuth

sexta-feira, 20 de abril de 2012

The Residents History, Parte 1

No ano em que o colectivo The Residents festeja o 40º aniversário, nada como seguir o seu elemento mais destacado, "Randy (Rose)" de seu nome  — sem detrimento para os restantes membros do actual trio, mas apenas porque é aquele que mais tem dado-a-cara num movimento, pouco usual, de "revelação" e exposição pública individual —, iniciando hoje mais uma estória mas que agora nos fala da História da banda (redutor termo, este, que me causa sempre algum constrangimento quando associado ao projecto). Tudo começou num já longínquo 1972, materializando-se com o lançamento do primeiro single "Santa Dog" em Dezembro daquele ano. A 'Parte 1' está aqui, no Tumblr do Randy.

O original "Santa Dog", reproduzido com a devida vénia ao autor, Randy Rose

quinta-feira, 19 de abril de 2012

É galo...

"Rooster with horns", Melody Pena
Apesar de residir numa zona urbana, relativamente longe "do campo", acordo diariamente ao som de um galináceo. Em pleno século XXI pergunto-me sempre para que raio alguém poderá querer manter (vivo) um galo em sua casa/quintal/jardim? Como despertador está clara e definitivamente ultrapasssado — qualquer telefone moderno tem funcionalidades de alarme muito mais versáteis e complexas incluindo a possibilidade de se optar pelo tom que desejarmos usar para nos tirar da modorra sonífera. Incluindo... o som de um galo  cantar! Ainda por cima nem sequer põem ovos e a sua carne é rija! (dizem) É um pássaro gasto, inútil e anacrónico. Nem para animal de estimação serve: não se lhe pode pegar ao colo, que nos tenta logo agredir; faz cocós por todo o lado; é estúpido que nem a proverbial porta; tem penas, o que é prejudicial e propício para transmitir e gerar alergias respiratórias; chamamo-lo e ele não vem; nunca nos salta para o colo, mas, assim o deixássemos, bicava-nos um olho até nos cegar irremediavelmente; dizem que "canta" mas nunca muda de música após milhares de anos de evolução. Por tudo isto (e mais algum outro argumento ou explicação que agora me não ocorra), sempre que ouço o raio-do-galo a azucrinar-me a existência, só consigo pensar "É galo...!!"