terça-feira, 31 de janeiro de 2012

YES, Turn of the Century

Bonito tema do Prog dos YES, escrito e composto por Jon Anderson, Steve Howe e Alan White. Merece transcrição completa do poema, que mostra como o Amor pode ser intemporal — e (repetição) eterno?




Realising a form out of stone,
Set hands moving.
Roan shaped his heart,
Through his working hands.
Worked to mold his passion into clay,
Like the sun.

In his room, his lady,
She would dance and sing so completely.
"So be still," he now cries,
"I have time, oh let clay transform thee so."

In the deep cold of night,
Winter calls, he cries "Don't deny me!"
For his lady, deep her illness.
Time has caught her,
And will for all reasons take her.

In the still light of dawn, she dies.
Helpless hands soul revealing.

Like leaves we touch, we learn.
We once knew the story.
As winter calls he will starve,
All but to see the stone be life.

Now Roan, no more tears.
Set to work his strength,
So transformed him.
Realizing a form out of stone,
His work so absorbed him.

Could she hear him?
Could she see him?
All aglow was his room,
Dazed in this light.
He would touch her,
He would hold her.

Laughing as they danced,
Highest colors touching others.

Did her eyes at the turn of the century,
Tell me plainly.
How we'll meet, how we'll love,
Oh, let life so transform me.

Like leaves we touch, we dance.
We once knew the story.
As autumn called and we both
Remembered all those many years ago.
I'm sure we know.

Was the sign in the day with a touch,
As I kiss your fingers.
We walk hands in the sun,
Memories when we're young,
Love lingers so.

Was it sun through the haze,
That made all your looks,
As warm as moonlight?
As a pearl deep your eyes,
Tears have flown away,
All the same light.

Did her eyes at the turn of the century,
Tell me plainly.
When we meet, how we'll look,
As we smile time will leave me clearly.

Like leaves we touch, we see,
We will know the story.
As autumn calls we'll both remember,
All those many years ago.

Teaser Tuesday #3

Uma Teaser Tuesday de teor pertinente, que mais parece ter sido escrita nalguma crónica do dia. Curioso é que estou, mesmo, a ler o livro nesta posição. Caramba, mais parece um oráculo (das nossas desgraças)!

"(...) Costuma dizer-se que o progresso técnico superou o progresso moral; mas o que há na realidade é que o progressso técnico se fez à custa do fundo moral da Humanidade, do seu fundo divino; e as grandes épocas de crise são exactamente aquelas em que o progresso técnico é o mais elevado possível e a consciência moral uma luz mínima que parece a cada momento ir apagar-se de todo no fragor das tempestades económicas e políticas."

Págª 134, Do Progresso ("O Progresso técnico superou o progressso moral"), "A Comédia Latina" in Citações e Pensamentos de Agostinho da Silva, Casa das Letras, Março 2010, organização de Paulo Neves da Silva.

Ed. Casa das Letras

Mais VIPs

imagem: Martin Canchola


De novo aqui agradeço a adesão de mais visitantes ao meu blog, os que assumem visitar o espaço a que acedem. É sempre bom saber que tocamos alguém, de alguma forma (nem que seja pela palavra). Na sequência, menciono a Pink Poison, o Paulo Quintela, o Joaquim Faias, o Bongop/Nuno Amado e o Dalaiama.

Um abracinho para todos! :)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

Os Genesis voltam a Cascais!! (37 anos depois)


Não são exactamente os Genesis de 1975 mas os The Musical Box, o grupo oficial de tributo e homenagem à banda do Rock Progressivo do meu contentamento. Os dois concertos que aqueles deram no Pavilhão do Dramático de Cascais em dias consecutivos, ficaram para a história e eu próprio tenho como uma indelével e inesquecível memória a frustração de não ter podido participar porque... os meus pais não deixaram este puto de 16 anos assistir, nem com a companhia de uma prima, mais velha! Outros tempos, pois claro, ainda por cima com um fresquinho 25 de Abril na memória dos progenitores, alimentando-lhes instintos protectores do seu filhinho contra aqueles malucos, todos uns drogados certamente (diz-se que o cheiro a erva era tanto e tão intenso que bastava respirar naquele pavilhão para se ficar high, mas isso agora não interessa), que iriam estar presentes em tal orgia musical... Consta que em cada uma das duas noites estiveram cerca de 10.000 drog.., perdão, espectadores presentes no concerto! E eu por pouco que não fui um deles...

Enfim, e porque tal como o amar também nunca é tarde para regressar a um passado saudoso (37 anos depois), infelizmente já não com a banda original, lá irei — finalmente! — marcar presença no agora novo Dramático de Cascais para, no mínimo, tentar recuperar parte daquilo que teria sido, por outros motivos, uma memória ainda mais marcante. Para mim, e, certamete, outros como eu, provavelmente os das duas gerações seguintes, serão sempre os tais Genesis que irei/iremos ter à minha frente a tocar os 22 temas do histórico álbum conceptual (o último lançado pela banda em quinteto completo, em 1974), The Lamb Lies Down on Broadway (TLLDoB).


O concerto de 6 e 7 de Março de 1975
Sobre ele, infelizmente mais um dos Genesis clássicos (i.e. composto por Peter Gabriel, Michael Rutherford, Tony Banks, Steve Hackett e Phil Collins) do qual não foi feito qualquer registo visual completo de qualidade, nada melhor do que visitar o blog criado em 2005 por Guilherme Pereira, aquando da passagem dos 30 anos sobre as duas datas históricas. Um bom local para podermos recordar os testemhunhos de alguns presentes e tamém diversos objectos associados ao evento então organizado pela promotora Concerto de Carlos Gomes: o cartaz oficial, a confirmação do contrato com a banda, recortes de imprensa, os bilhetes (a Esc. 80$00?? pois sim...), e fotos daquela época tão longínqua, e simultaneamente próxima. Fui em 2005 um dos que comentou no blog (ia lá agora deixar passar a efeméride em claro); até o Gimba lá comentou! ;)

Uma nota de rodapé para outro objecto comemorativo, a edição do DVD-documentário "Genesis Encore Cascais 75" realizado por João Dias, que a Bazar do Vídeo editou em 2005 juntamente com a revista Cais e de que me posso gabar de ser o detentor de uma das cópias numeradas. Mais sobre ele aquiaqui e aqui.

Apesar da escassez dos testemunhos fílmados que referi, mesmo assim ainda foram feitas algumas captações de imagem (principalmente fixa), que, acompanhadas do som captado no palco permitem ter uma (pálida) ideia do ambiente que se viveu em Cascais, tendo sido incluídas no citado DVD de edição nacional. Alguns exemplos, com os quatro primeiros temas da obra magistral que TLLDoB sempre foi:












Os The Musical Box
Sobre a banda que iremos ver no próximo dia 10 de Março de 2012, de que eu já aqui falara em 2011, ela é composta por seis canadianos francófonos e sobre eles, melhor do que me reperir, será sugerir uma visita à página da Wikipedia que deles fala. Vê-los-ei em Março e aqui deixarei, para memória futura, o testemunho da sua actuação. Que venham daí os Genesis possíveis para a época que vivemos. Por mim, estou ansioso por ver o carneiro adormecer na Broadway.

Porsche: cartazes de 1950s

Porsche, uma das marcas históricas no desporto automóvel, aqui evocada em 14 cartazes dos anos de 1950. A ver na totalidade no artigo do Retronaut.com.






quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Só sou exigente com os amigos"

Nunca escondo a minha admiração pelo maior pensador português (ia dizer "de sempre", mas hesito), Agostinho da Silva. O seguinte texto não me consigo impedir de o partilhar. Comprem o livro.

Estou a exigir muito de si? Quem lhe há-de exigir muito senão os seus amigos? Eles receberam o encargo de o não deixar amolecer e, da minha parte, tenha você a certeza de que o hei-de cumprir. Você há-de dar tudo o que puder, e mesmo, e sobretudo, o que não puder; porque só há homem, quando se faz o impossível; o possível todos os bichos fazem. Quando você saltar e saltar bem, eu direi sempre: agora mais alto! Que me importa que você caia. O que é preciso é que você se levante. Os fracos vieram só para cair, mas os fortes vieram para esse tremendo exercício: cair e levantar-se; sorrindo. Já sei que muitas vezes se há-de revoltar contra mim e desejar que eu fosse menos duro e lhe desse uns momentos de repouso; mas do repouso faria você férias e das férias uma vida de gato. Eis o que nunca lhe consentirei. O que é bonito e bom é a vida de cão. O que você vai tirar, se for grande, de roer ossos, e levar pontapés, e beber água das valetas!
Pode ser que, porém, você se revele um cão de luxo; são bichos bastante antipáticos para mim, mas não é por isso que lhes farei mal; pelo contrário. Só maltrato os amigos. Para cãezinhos de pêlo encaracolado e patinhas que mal aguentam o corpo tenho um fornecimento de almofadas, pires de leite, bolacha macia, perfumes, pentes finos e nojo.Um fornecimento inesgotável e que você utilizará quando quiser. Poso juntar-lhe também um pouco de piedade, porque no fundo os cães nem têm mérito nem têm culpa. E ainda uma certa pena por ter dado conselhos de força e de altura a quem era fraco e baixo; mas não me parece ter perdido tempo: se os conselhos não servirem a você, a mim serviram; que bem preciso deles e ninguém mos dá.

Da Exigência, "Sete Cartas a Um Jovem Filósofo" in Citações e Pensamentos de Agostinho da Silva, Casa das Letras, Março 2010, organização de Paulo Neves da Silva.

Fantasmas de Lisboa

Vistas aqui, vindas daqui. E Viva Lisboa! (com mais ou menos fantasmas)

Praça D. Pedro IV (vulgo Rossio)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Bondage Fairies 1-0

Tem alguns ingredientes de que mais gosto: independente(s), Hamburg, electrónicas e Rickenbacker. Chega (para já). Ouça-se.


Fluorescent Black: que grande filme!

Menti. Não se trata (ainda?) de um filme. Mas de Fluorescent Black, uma BD americana escrita por MF Wilson, desenhada por Nathan Fox e colorida por Jeromy Cox, que algum dia, espero que não muito distante, chegará às telas das salas de cinema. Esperei quase um ano pelo livro, depois da encomenda feita na BDMania. Valeu a espera e li-o esta madrugada de uma assentada (há muito tempo que não me dava uma tamanha insónia...).

O trabalho, um tríptico Biopunk (palavras do autor) publicado originalmente na Heavy Metal entre 2008 e 2010, reunido no livro que possuo, editado pela revista em Junho de 2010, fala-nos de uma sociedade a um tempo distópica/utópica (sic; leia-se a introdução do argumentista) em que a genética divide os (muito) ricos dos (muito) pobres na ilha cidade-estado de Singapura de 2085. Aqui, os Superiores, detentores do poder e do dinheiro vivem nos seus corpos e cidade limpos e perfeitos, cada vez mais belos, limpos, ricos, saudáveis, egoístas e inteligentes, separados apenas por duas pontes fortificadas daqueles, os Inferiores, que vivem no ghetto de Johor Bahru, um gigantesco bairro de lata biológico habitado pelos rejeitados e ostracizados da sociedade, violentos, mental e fisicamente doentes, feios, tatuados, dependentes de drogas e transplantes feitos com os restos dos orgãos daqueles que matam para sobreviver mais uns dias. Aqui reina o caos, a miséria, a destruição e a anarquia. Os únicos valores que ainda significam algo são os órgãos e sangue humanos, recolhidos por todos e transaccionados, modificados entre os que deles necessitam para que os seus corpos não colapsem definitivamente. Aqui vivem os enxertados, em mais de um sentido do termo. Pelo meio, um grupo de improváveis "revolucionários" que, sob o lema "Free the gene!", planeiam derrubar a barreira entre si e os poderosos, restabelecendo a democracia genética e social ao dar a todos acesso ao Ultagénio, um produto desenvolvido num dos laboratórios dos Superiores e que permitirá normalizar o genoma dos inferiores, tornando-o igual aos da classe dominante.

Esta é a sinopse que me apeteceu escrever. Clicando na primeira imagem infra aceder-se-á a outra(s).  Não quero entrar em mais detalhes do enredo pois considero que esta obra gráfica merece ser lida e possuída — termo curioso, considerando o tema... Visualmente forte, o desenho acompanha com competência a caótica agressividade (o Biopunk, lá está) espelhada nas palavras do argumentista. Mas no fim.... Não conto!!

Que filme que eu esta madrugada li!




The Twitter Song

Para uns, practicamente a essência do Twitter...


iPhone: honestidade em fundos d'ecrã (?)

Em boa verdade, não se aplicarão tais exemplos de "honestidade" apenas a iPhones mas a toda e qualquer engenhoca que nos afaste da humanidade e proximidade de certo tipo de contactos, mais tradicional. Seja como for, a ideia subjacente foi recebida.

www.makeuseof.com