domingo, 4 de dezembro de 2011

Adele - I Can't Make You Love Me




Turn down the lights
turn down the bed
turn down these voices inside my head
lay down with me, tell me no lies

just hold me close, don't patronize
don't patronize me.
cause i can't make you love me if you don't
you can't make your heart feel something it won't

here in the dark, in these final hours
i will lay down my heart and i'll feel the power
but you won't, no you won't
cause i can't make you love me if you don't.

i'll close my eyes, then i won't see
the love you don't feel when you're holdin me
mornin will come and i'll do what's right
just give me till then to give up this fight
and i will give up this fight.

cause i can't make you love me if you don't
you can't make your heart feel something it won't

here in the dark, in these final hours
i will lay down my heart and i'll feel the power
but you won't, no you won't
cause i can't make you love me if you don't.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Se me esqueceres


Quero que saibas
uma coisa.

Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.

Mas agora,
se pouco a pouco me deixas de amar
deixarei de te amar pouco a pouco.

Se de súbito
me esqueceres
não me procures,
porque já te terei esquecido.

Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras
que passa pela minha vida
e te resolves
a deixar-me na margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
levantarei os braços
e as minhas raízes sairão
em busca de outra terra.

Porém
se todos os dias,
a toda a hora,
te sentes destinada a mim
com doçura implacável,
se todos os dias uma flor
uma flor te sobe aos lábios à minha procura,
ai meu amor, ai minha amada,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor,
e enquanto viveres estará nos teus braços
sem sair dos meus.

Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O amor é uma companhia

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Alberto Caeiro


Todos os dias acordo com alegria e pena

Todos dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei-de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei-de ser sozinho.
Quero que ela me diga qualquer coisa para eu acordar de novo.

Quem ama é diferente de quem é
É a mesma pessoa sem ninguém.

Alberto Caeiro


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Tenho de aprender esta lição (repetir 10x)

Retirado, com a devida vénia, do blog Portugal Sem Prozac de João Monge Ferreira.


Faz parte da nossa perfeição sermos imperfeitos. 
"É fácil aumentar a auto-estima: realize coisas boas e lembre-se de tê-las realizado. Você é demais!"
Lisa Engelhardt




É tudo uma questão de foco. A energia que dispendes orbitando os teus fracassos dispende-a em dar valor às tuas vitórias. Todos temos "crises de auto-estima": lidamos mais ou menos mal com as críticas que nos lembram que não correspondemos com uma imagem que queremos projectar de nós mesmos.

Contudo faz parte da nossa perfeição sermos imperfeitos. Se a escarpa fosse perfeitamente lisa o alpinista nunca conseguiria chegar ao topo. Ele precisa das falhas e imperfeições na parede para lhe servirem de apoio. Dedica-te a estudar como transformar as falhas em pontos de apoio. Estou convencido que esta será a competência mais importante que alguma vez possas dominar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

The Weeknd // The Knowing

E assim se fará amor no futuro da humanidade...


The Weeknd - The Knowing (Official Video) from xoxxxoooxo on Vimeo.

Sigur Rós, Olsen Olsen

Eis um dos temas que me comove. Sempre. Ainda para mais nesta versão tão belamente captada, cheia de sentimentos apenas sugeridos (quase que imagino o que cada pessoa está a pensar, a comunhão e o enlevo que desperta). A sacralidade do momento. Ao ouvi-los acredito que ainda temos esperança, como raça que somos.


SPAM (o que verdadeiramente é)

Spam pr'aqui, spam pr'acolá, "Raispartó spam!", "Tenho a caixa de correio cheia de spam". Quem não ouviu (ou sentiu) isto? A verdade é que aquilo que actualmente associamos a uma irritante maleita informática teve origens num produto alimentar, popular nos Estados Unidos da América, de alta exposição consumo, e por isso servido para dar nome àquele fenómeno de propagação de e-mails não solicitados e em grandes quantidades recebido nas nossas mailboxes.

Não se referindo à apropriaçãzo da marca pelas tecnologias de comunicação em rede, no seguinte vídeo se apresenta um pequeno historial do produto em versão original, a alimentar.

Spam?? Até o comemos todo!


Os dois AAs



Amor e Amizade. Tenho um, de uma forma não convencional, e tenho o outro (graças a Deus).

"Nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Somente através do amor e das amizades é que podemos criar a ilusão, durante um momento, de que não estamos sozinhos."

Orson Welles

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Feist, How Come You Never Go There



How come you never go there?
How come I'm so alone there?

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

I went up to a window
Lightning banging on the cymbals
I ripped into the night
Came storm into your eyes

My horse had worked the fields too long
My bear had lost its innate calm
It's true enough we're not at peace
But peace is never what it seems

Our love is not the light it was
When I walk inside the dark I'm calm
Where we look for where we went
It's only echoes in the melody

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

We waste time on blame and weak revenge
Waste energy and projections
We're living proof, we gotta let go
And stop looking through the halo

We carry on as if our time is through
You carry on as if I don't love you
And so we find the way is out
To cut the heart out of the doubt now

The room's full but hearts are empty
Like the letters never sent me
Words are like a lasso
You're an instrumental tune

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

"Casa"

A autora que me perdoe mas tenho de aqui partilhar o post que (me/nos) escreveu num certo dia, num certo blog. Aqueles tempos já passaram mas nunca os esquecerei. Voltarão? Gostava, amava, que sim. Quem sabe, não nos reencontraremos e nos amaremos de novo (como nos amámos)?

Nada está escrito, excepto estas, e outras, palavras que trocámos naquele espaço só nosso. A nossa e-casinha, como lhe chamei...



Casa
(29 de Junho de 2010)

Esta casa é sagrada.
Tem tudo o que somos, o que fomos.

Esta casa é sagrada.
Está cheia do que sempre me pareceu ser Amor.

Esta casa é sagrada.
É nossa.

E nunca vai cair.
Eu nunca a vou esquecer.

Transforme-se no que se transfomar (se se transformar), quando a uso para voltar atrás no tempo vejo todas as palavras ditas e em todas as palavras todos os dias do que passou.

Não a chamei 'casa' com leviandade; era um passo para 'a' material.

Esta casa tem plantas
Que acarinhámos.

Esta casa é um Templo
(Como um dia nos chamaste).

Esta casa, como qualquer uma, permite o Regresso.

Esta casa é sagrada.
Tem tudo o que somos, o que fomos.

Esta casa é sagrada.
Está cheia do que sempre me pareceu Amor.


(e por isso só posso ficar feliz)

Lições na Vida

"As únicas desgraças completas são as desgraças com as quais nada aprendemos."
William Ernest Hocking (via @Don_Miguez)

Durutti Column, Fado

Bom recordar, esta variante (alternativa?) do Fado, ontem incluído na lista do Património Oral e Imaterial da Humanidade da UNESCO. Reconhecem alguma voz, sensivelmente a meio do tema?



I talk to you in pictures
You answer me with stories
They're someone else's stories
You never had a thing
that you could call your own

People will lie
I'm used to that
I heard you whisper something
You weave words on a thread
And I feel your smile
inside my head

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Das relações


Relações. Ralações.
Diz-se (por vezes sente-se) que andam de mãos dadas. Confesso que nunca me considerei bom em termos de relacionamentos. Por mais pessoas que tivessse encontrado até hoje, o meu senso auto-crítico — disfarçado de pouca auto-estima? — sempre me fez considerar que poderia ter sido melhor em relação a quem encontrava. Não me refiro a relacionamentos afectivos ou de amor mas a relacionamentos tout court. À interacção entre pessoas, àquilo que se dá e se recebe. Sem assim o querer ou planear, por vezes sentia que recebia mais do que dava, num desequilíbrio de emoções. Alterações várias têm-me levado a pensar nisto e na forma como mudá-lo. Porque tenho de o mudar. Já o estou a mudar, com naturalidade. A vida corre ao longo dos dias e dias, não esperando que lhe alcançemos o ritmo. É pegar ou largar (a meio do percurso).

Estou finalmente a passar por uma fase de grandes transformações, a maioria delas na sequência de um processo consciente de que não mais podia continuar como até aqui. De alguma forma parece que esta fase da vida estava à espera de acontecer (programada? Demasido Inception? É possível). A verdade é que sinto que, doravante, serei aquilo que nunca devia ter deixado de ser. Eu.

Sheila Chandra, Ever so Lonely (Live)