quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Tenho de aprender esta lição (repetir 10x)

Retirado, com a devida vénia, do blog Portugal Sem Prozac de João Monge Ferreira.


Faz parte da nossa perfeição sermos imperfeitos. 
"É fácil aumentar a auto-estima: realize coisas boas e lembre-se de tê-las realizado. Você é demais!"
Lisa Engelhardt




É tudo uma questão de foco. A energia que dispendes orbitando os teus fracassos dispende-a em dar valor às tuas vitórias. Todos temos "crises de auto-estima": lidamos mais ou menos mal com as críticas que nos lembram que não correspondemos com uma imagem que queremos projectar de nós mesmos.

Contudo faz parte da nossa perfeição sermos imperfeitos. Se a escarpa fosse perfeitamente lisa o alpinista nunca conseguiria chegar ao topo. Ele precisa das falhas e imperfeições na parede para lhe servirem de apoio. Dedica-te a estudar como transformar as falhas em pontos de apoio. Estou convencido que esta será a competência mais importante que alguma vez possas dominar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

The Weeknd // The Knowing

E assim se fará amor no futuro da humanidade...


The Weeknd - The Knowing (Official Video) from xoxxxoooxo on Vimeo.

Sigur Rós, Olsen Olsen

Eis um dos temas que me comove. Sempre. Ainda para mais nesta versão tão belamente captada, cheia de sentimentos apenas sugeridos (quase que imagino o que cada pessoa está a pensar, a comunhão e o enlevo que desperta). A sacralidade do momento. Ao ouvi-los acredito que ainda temos esperança, como raça que somos.


SPAM (o que verdadeiramente é)

Spam pr'aqui, spam pr'acolá, "Raispartó spam!", "Tenho a caixa de correio cheia de spam". Quem não ouviu (ou sentiu) isto? A verdade é que aquilo que actualmente associamos a uma irritante maleita informática teve origens num produto alimentar, popular nos Estados Unidos da América, de alta exposição consumo, e por isso servido para dar nome àquele fenómeno de propagação de e-mails não solicitados e em grandes quantidades recebido nas nossas mailboxes.

Não se referindo à apropriaçãzo da marca pelas tecnologias de comunicação em rede, no seguinte vídeo se apresenta um pequeno historial do produto em versão original, a alimentar.

Spam?? Até o comemos todo!


Os dois AAs



Amor e Amizade. Tenho um, de uma forma não convencional, e tenho o outro (graças a Deus).

"Nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Somente através do amor e das amizades é que podemos criar a ilusão, durante um momento, de que não estamos sozinhos."

Orson Welles

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Feist, How Come You Never Go There



How come you never go there?
How come I'm so alone there?

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

I went up to a window
Lightning banging on the cymbals
I ripped into the night
Came storm into your eyes

My horse had worked the fields too long
My bear had lost its innate calm
It's true enough we're not at peace
But peace is never what it seems

Our love is not the light it was
When I walk inside the dark I'm calm
Where we look for where we went
It's only echoes in the melody

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

We waste time on blame and weak revenge
Waste energy and projections
We're living proof, we gotta let go
And stop looking through the halo

We carry on as if our time is through
You carry on as if I don't love you
And so we find the way is out
To cut the heart out of the doubt now

The room's full but hearts are empty
Like the letters never sent me
Words are like a lasso
You're an instrumental tune

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

How come you never go there?
How come I'm so alone there?

"Casa"

A autora que me perdoe mas tenho de aqui partilhar o post que (me/nos) escreveu num certo dia, num certo blog. Aqueles tempos já passaram mas nunca os esquecerei. Voltarão? Gostava, amava, que sim. Quem sabe, não nos reencontraremos e nos amaremos de novo (como nos amámos)?

Nada está escrito, excepto estas, e outras, palavras que trocámos naquele espaço só nosso. A nossa e-casinha, como lhe chamei...



Casa
(29 de Junho de 2010)

Esta casa é sagrada.
Tem tudo o que somos, o que fomos.

Esta casa é sagrada.
Está cheia do que sempre me pareceu ser Amor.

Esta casa é sagrada.
É nossa.

E nunca vai cair.
Eu nunca a vou esquecer.

Transforme-se no que se transfomar (se se transformar), quando a uso para voltar atrás no tempo vejo todas as palavras ditas e em todas as palavras todos os dias do que passou.

Não a chamei 'casa' com leviandade; era um passo para 'a' material.

Esta casa tem plantas
Que acarinhámos.

Esta casa é um Templo
(Como um dia nos chamaste).

Esta casa, como qualquer uma, permite o Regresso.

Esta casa é sagrada.
Tem tudo o que somos, o que fomos.

Esta casa é sagrada.
Está cheia do que sempre me pareceu Amor.


(e por isso só posso ficar feliz)

Lições na Vida

"As únicas desgraças completas são as desgraças com as quais nada aprendemos."
William Ernest Hocking (via @Don_Miguez)

Durutti Column, Fado

Bom recordar, esta variante (alternativa?) do Fado, ontem incluído na lista do Património Oral e Imaterial da Humanidade da UNESCO. Reconhecem alguma voz, sensivelmente a meio do tema?



I talk to you in pictures
You answer me with stories
They're someone else's stories
You never had a thing
that you could call your own

People will lie
I'm used to that
I heard you whisper something
You weave words on a thread
And I feel your smile
inside my head

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Das relações


Relações. Ralações.
Diz-se (por vezes sente-se) que andam de mãos dadas. Confesso que nunca me considerei bom em termos de relacionamentos. Por mais pessoas que tivessse encontrado até hoje, o meu senso auto-crítico — disfarçado de pouca auto-estima? — sempre me fez considerar que poderia ter sido melhor em relação a quem encontrava. Não me refiro a relacionamentos afectivos ou de amor mas a relacionamentos tout court. À interacção entre pessoas, àquilo que se dá e se recebe. Sem assim o querer ou planear, por vezes sentia que recebia mais do que dava, num desequilíbrio de emoções. Alterações várias têm-me levado a pensar nisto e na forma como mudá-lo. Porque tenho de o mudar. Já o estou a mudar, com naturalidade. A vida corre ao longo dos dias e dias, não esperando que lhe alcançemos o ritmo. É pegar ou largar (a meio do percurso).

Estou finalmente a passar por uma fase de grandes transformações, a maioria delas na sequência de um processo consciente de que não mais podia continuar como até aqui. De alguma forma parece que esta fase da vida estava à espera de acontecer (programada? Demasido Inception? É possível). A verdade é que sinto que, doravante, serei aquilo que nunca devia ter deixado de ser. Eu.

Sheila Chandra, Ever so Lonely (Live)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Uma Vida Feliz

Uma condição de exaltado prazer somente se mantém por momentos ou, em alguns casos, e com algumas interrupções, por horas ou dias. Ela é o brilhante clarão ocasional da alegria, e não a sua chama firme e constante. Disso sempre estiveram tão cientes os filósofos que ensinaram ser a felicidade a finalidade da vida como aqueles que a eles se opuseram. A felicidade que concebiam não era a do arrebatamento, mas de momentos assim em meio a uma existência constituída de poucas e transitórias dores, muitos e variados prazeres, com um predomínio decidido do componente activo sobre o passivo, e tendo como fundamento do todo não esperar da vida mais do que ela é capaz de oferecer. Uma vida assim constituída, para aqueles que tiveram a boa fortuna de obtê-la, sempre pareceu merecedora da designação de feliz. E uma existência assim é, mesmo hoje em dia, o destino de muitos durante uma parte considerável de suas vidas. A educação falida e os arranjos sociais falidos são os únicos obstáculos reais que impedem que isso esteja ao alcance de quase todos. 
~

John Stuart Mill, in 'Utilitarismo' (via Citador.pt; o negrito é meu)

Mulheres: uma nova geração de gamers

Muito curioso o resultado da sondagem efectuada em Outubro passado pela Harris Interactive para a GameHouse® envolvendoum grupo de cerca de 2.000 adultos norte-americanos. Nela se conclui que 55% dos jogadores de jogos online são mulheres. A propósito, a GameHouse® publicou aqui a infografia que agora reproduzo.

Pessoalmente congratulo-me com o resultado. Sempre achei as mulheres superiores aos homens — e não é de hoje que o penso, nem precisava de ver esta informação, algo curiosa atendendo ao móbil da sondagem, para pensar diverso. E em Portugal como será? Alguém (o INE?) se dará ao trabalho de comparar estes resultados? Talvez fossemos surpreendidos... ;)

Produção...

Olhando, inadvertidamente, para a barra lateral do blog, reparo nos números dos posts por mês aqui publicados em 2011. Este Novembro, não por acaso, o pior de todos (ou o "melhor", dependendo de quão sensaborona seja considerada a minha escrita). Muita coisa a mexer comigo em diversas áreas (a estritamente pessoal, íntima, a profissional, a da criatividade (a querer dizer Quero sair aí para fora!)).

Que doravante não mais serei o mesmo Z. que era até recentemente, ai isso não! Digamos que a nova mentalidade (consciência?) social me está a revolucionar o ser interior também.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Amor é infinito enquanto dura (Eduardo Galeano)

Não vou comentar (muito) o que aqui diz o escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano. Nada do que eu possa (se possa) comentar acrescentará valor às suas palavras ou lhes dará, porventura, alguma dimensão extra que pudessem não ter na origem. A mim apenas compete aqui partilhá-las, sugerindo uma reflexão sobre a respectiva mensagem. Aquela será, provavelmente, diferente de espectador para espectador mas o que no fundo fica é a sensação — a confirmação? — de que uma revolução é possível. Desejável. Imperiosa. E... já está a acontecer!

Os tempos são de mudança. Não lhes resistamos, que o futuro é o que dele fizermos hoje.