segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"Casa"

A autora que me perdoe mas tenho de aqui partilhar o post que (me/nos) escreveu num certo dia, num certo blog. Aqueles tempos já passaram mas nunca os esquecerei. Voltarão? Gostava, amava, que sim. Quem sabe, não nos reencontraremos e nos amaremos de novo (como nos amámos)?

Nada está escrito, excepto estas, e outras, palavras que trocámos naquele espaço só nosso. A nossa e-casinha, como lhe chamei...



Casa
(29 de Junho de 2010)

Esta casa é sagrada.
Tem tudo o que somos, o que fomos.

Esta casa é sagrada.
Está cheia do que sempre me pareceu ser Amor.

Esta casa é sagrada.
É nossa.

E nunca vai cair.
Eu nunca a vou esquecer.

Transforme-se no que se transfomar (se se transformar), quando a uso para voltar atrás no tempo vejo todas as palavras ditas e em todas as palavras todos os dias do que passou.

Não a chamei 'casa' com leviandade; era um passo para 'a' material.

Esta casa tem plantas
Que acarinhámos.

Esta casa é um Templo
(Como um dia nos chamaste).

Esta casa, como qualquer uma, permite o Regresso.

Esta casa é sagrada.
Tem tudo o que somos, o que fomos.

Esta casa é sagrada.
Está cheia do que sempre me pareceu Amor.


(e por isso só posso ficar feliz)

Lições na Vida

"As únicas desgraças completas são as desgraças com as quais nada aprendemos."
William Ernest Hocking (via @Don_Miguez)

Durutti Column, Fado

Bom recordar, esta variante (alternativa?) do Fado, ontem incluído na lista do Património Oral e Imaterial da Humanidade da UNESCO. Reconhecem alguma voz, sensivelmente a meio do tema?



I talk to you in pictures
You answer me with stories
They're someone else's stories
You never had a thing
that you could call your own

People will lie
I'm used to that
I heard you whisper something
You weave words on a thread
And I feel your smile
inside my head

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Das relações


Relações. Ralações.
Diz-se (por vezes sente-se) que andam de mãos dadas. Confesso que nunca me considerei bom em termos de relacionamentos. Por mais pessoas que tivessse encontrado até hoje, o meu senso auto-crítico — disfarçado de pouca auto-estima? — sempre me fez considerar que poderia ter sido melhor em relação a quem encontrava. Não me refiro a relacionamentos afectivos ou de amor mas a relacionamentos tout court. À interacção entre pessoas, àquilo que se dá e se recebe. Sem assim o querer ou planear, por vezes sentia que recebia mais do que dava, num desequilíbrio de emoções. Alterações várias têm-me levado a pensar nisto e na forma como mudá-lo. Porque tenho de o mudar. Já o estou a mudar, com naturalidade. A vida corre ao longo dos dias e dias, não esperando que lhe alcançemos o ritmo. É pegar ou largar (a meio do percurso).

Estou finalmente a passar por uma fase de grandes transformações, a maioria delas na sequência de um processo consciente de que não mais podia continuar como até aqui. De alguma forma parece que esta fase da vida estava à espera de acontecer (programada? Demasido Inception? É possível). A verdade é que sinto que, doravante, serei aquilo que nunca devia ter deixado de ser. Eu.

Sheila Chandra, Ever so Lonely (Live)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Uma Vida Feliz

Uma condição de exaltado prazer somente se mantém por momentos ou, em alguns casos, e com algumas interrupções, por horas ou dias. Ela é o brilhante clarão ocasional da alegria, e não a sua chama firme e constante. Disso sempre estiveram tão cientes os filósofos que ensinaram ser a felicidade a finalidade da vida como aqueles que a eles se opuseram. A felicidade que concebiam não era a do arrebatamento, mas de momentos assim em meio a uma existência constituída de poucas e transitórias dores, muitos e variados prazeres, com um predomínio decidido do componente activo sobre o passivo, e tendo como fundamento do todo não esperar da vida mais do que ela é capaz de oferecer. Uma vida assim constituída, para aqueles que tiveram a boa fortuna de obtê-la, sempre pareceu merecedora da designação de feliz. E uma existência assim é, mesmo hoje em dia, o destino de muitos durante uma parte considerável de suas vidas. A educação falida e os arranjos sociais falidos são os únicos obstáculos reais que impedem que isso esteja ao alcance de quase todos. 
~

John Stuart Mill, in 'Utilitarismo' (via Citador.pt; o negrito é meu)

Mulheres: uma nova geração de gamers

Muito curioso o resultado da sondagem efectuada em Outubro passado pela Harris Interactive para a GameHouse® envolvendoum grupo de cerca de 2.000 adultos norte-americanos. Nela se conclui que 55% dos jogadores de jogos online são mulheres. A propósito, a GameHouse® publicou aqui a infografia que agora reproduzo.

Pessoalmente congratulo-me com o resultado. Sempre achei as mulheres superiores aos homens — e não é de hoje que o penso, nem precisava de ver esta informação, algo curiosa atendendo ao móbil da sondagem, para pensar diverso. E em Portugal como será? Alguém (o INE?) se dará ao trabalho de comparar estes resultados? Talvez fossemos surpreendidos... ;)

Produção...

Olhando, inadvertidamente, para a barra lateral do blog, reparo nos números dos posts por mês aqui publicados em 2011. Este Novembro, não por acaso, o pior de todos (ou o "melhor", dependendo de quão sensaborona seja considerada a minha escrita). Muita coisa a mexer comigo em diversas áreas (a estritamente pessoal, íntima, a profissional, a da criatividade (a querer dizer Quero sair aí para fora!)).

Que doravante não mais serei o mesmo Z. que era até recentemente, ai isso não! Digamos que a nova mentalidade (consciência?) social me está a revolucionar o ser interior também.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Amor é infinito enquanto dura (Eduardo Galeano)

Não vou comentar (muito) o que aqui diz o escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano. Nada do que eu possa (se possa) comentar acrescentará valor às suas palavras ou lhes dará, porventura, alguma dimensão extra que pudessem não ter na origem. A mim apenas compete aqui partilhá-las, sugerindo uma reflexão sobre a respectiva mensagem. Aquela será, provavelmente, diferente de espectador para espectador mas o que no fundo fica é a sensação — a confirmação? — de que uma revolução é possível. Desejável. Imperiosa. E... já está a acontecer!

Os tempos são de mudança. Não lhes resistamos, que o futuro é o que dele fizermos hoje.


sábado, 19 de novembro de 2011

Florence + The Machine - No Light, No Light

O terceiro single extraído do segundo e mais recente álbum da Florence Welch...


You are the hole in my head
You are the space in my bed
You are the silence in between
What I thought and what I said

You are the night-time fear
You are the morning when it's clear
When it's over your start

You're my head
You're my heart

No light, no light in your bright blue eyes
I never knew daylight could be so violent
A revelation in the light of day

You can choose what stays and what fades away
And I'd do anything to make you stay

No light, no light
No light

Tell me what you want me to say
Through the crowded islands
Crying out at me
In your place there were a thousand other faces

I will disappear in plain sight
Heaven help me
I need to make it right
You are the revelation
You are to get it right
And it's a conversation
I just can't have tonight

You want a revelation
Some kind of revolution
You are the revelation

No light, no light in your bright blue eyes
I never knew daylight could be so violent
A revelation in the light of day

You can choose what stays and what fades away
And I'd do anything to make you stay

No light, no light
No light

Tell me what you want me to say
But would you leave me,
If I told you what I've done

And would you leave me
If I told you what I've become
'Cause it's so easy,
To sing it to a crowd
But it's so hard, my love
To say it to you, all alone

No light, no light in your bright blue eyes
I never knew daylight could be so violent

A revelation in the light of day,
You can choose what stays and what fades away
And I'd do anything to make you stay

No light, no light
No light

Tell me what you want me to say
You are the revelation
You are to get it right
But, it's a conversation
I just can't have tonight
You are the revelation
Some kind of resolution.

You are the revelation.
You are the revelation
You are to get it right.

But, it's a conversation,
I just can't have tonight.
You are the revelation
Some kind of revolution
Tell me what you want me to say

"O Povo versus a Polícia"


A caminho de um Novo Mundo o Povo, a nível planetário, mexe-se como nunca até agora. As consciências, adormecidas por anos e anos de procurações passadas à "classe" política (i.e. votos), com os efeitos asdversos e perversos a que temos vindo a assistir vêm agora dizer "Basta! Isto tem de terminar (e mudar) de alguma forma".

A ler, o artigo de opinião de Naomi Wolf publicado no jornal Público no passado dia 10 deste mês, com o título em epígrafe.

Infografia retirada de "Occupy The Gama"

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

José González In Private

José González é um músico que sigo há uns anos. De carreira variada, é, de facto, alguém que não se põe em bicos de pés ou malabarismos mediáticos faz para se fazer ouvir ou dar a conhecer ao público do meio artístico que decidiu abraçar. Aqui, neste filme "The Extraordinary Life of José Gonzáles", de Mikel Cee Karlsson e Fredrik Egerstrand, publicado no Nowness, ficamos a saber um pouco mais deste discreto mas talentoso músico sueco-argentino.



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cartazes de propaganda às redes sociais

São fictícios mas muito bem desenhados (por Aaron Wood). Um pouco a exemplo do que aqui partilhei há semanas atrás (Propaganda retro-moderna), estes seguem a mesma linha, se bem que com um visual "actual" mas ainda com imagética e textos associados aos dos cartazes propagandísticos da II Grande Guerra Mundial. Alguns exemplos:






Via: Geeks Are Sexy, Social Media Propaganda Posters.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Star Wars™: The Old Republic™ Beta Weekend Test

Acabei de receber um email informando ter sido escolhido para participar dos testes de esforço aos servidores onde correrá o jogo online Star Wars™: The Old Republic™ Beta. Conforme se vê abaixo, é-se obrigado a manter confidencial toda a informação com a qual me venha a cruzar, e assim abster-me-ei de revelar o inrevelável. Mal posso esperar pelo dia em que o jogo esteja online e disponível para todos os interessados.


Mercury Rev, Vermillion





An unseen force behind the turning leaves,
It drives them all vermillion and green,
You never gave up on me somehow,
And I don't know why I haven't turned by now

Ooh I know love that sounds impossible,
And some words are just so hard to say,
And there's times you feel unlockable,
And all you ever want,
Is someone to try... to open you up... and find a way inside

Don't ever say that you were wrong for me,
For you were always strong enough for three,
I never let you in my world somehow,
And I'm asking you to please, allow me now

Ooh I know love sounds impossible,
Some words are just so hard to say,
And there's times you feel unlockable,
And all you ever want,
Is someone to try... to open you up... and find a way inside

Truer skies beyond the swirling clouds,
The other birds they're off and flying south,
We'll have to make our own way there somehow,
I guess I'm asking you to please trust me now

Ooh I know love sounds impossible,
Some words just take so long to say,
And there's times you feel unlockable,
That all you ever want,
Is someone to try... to open you up... and to find a way inside

Someone to try... I want someone to try, I want someone to try, I want someone to try...