quarta-feira, 19 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Matt Stevens, Nightbus

Uma surpresa, este músico. Acabei de só hoje o descobrir por meio do podcast Proggy Style Radio Show regularmente publicado no Silhobbit.com do Charlie O'Mara e companhia. Concretamente falo da emissão #111 que recomendo como sempre, por este e outros motivos.

Matt Stevens é um músico e compositor independente do norte de Londres que começou carreira em 2008, e cujo trabalho já significativo pode ser seguido (e adquirido) no Bandcamp. Guitarrista, recorrendo principalmente ao modelo acústico nos seus trabalhos a solo, acompanhado de alguns loops discretos criados com um sampler, transmitindo lirismo na perfeição e em doses adequadas, sem cair em repetições. Echo de 2008, Ghost de 2010 e o recente Relic são os álbuns até ao momento. Recomendo vivamente a sua audição integral e gratuita online, com a possibilidade de aquisição, que é a forma mais rápida e prática de chegar até à obra física. Define-se como "Acoustic Experimental Instrumental Post Rock". Acredito e concordo, de certa maneira. Para mim resumem-se a "Progressivo" (mais sucinto e abrangente) e, não por acaso, já foi também comparado a Robert Fripp e aos Radiohead.

Concluo, antes de dois vídeos a abrir os apetites, com uma referência à suas participações na banda TheFierce&TheDead e como parte do  duo Yonks. Teremos aqui um descendente o Mike Oldfield cruzado com Stanley Jordan?




domingo, 9 de outubro de 2011

Street Art Tribute To Steve Jobs

Tributo a Steve Jobs na Bond Street, Londres.

"Culambismo"

Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.

Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.

Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço».

Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc. ..

Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso. Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada.

O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.

Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu.

O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cus. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu.

Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.

(...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional.

O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês.

Miguel Esteves Cardoso, in "Último Volume" (1991)

LEGO System 1960

E esta, hein? LEGO Made in America by Samsonite. O meu primeiro brinquedo.

Felinices...

Simon's Cat.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Danger Pin: Sex With Computers (featuring: Sexy Nerd Girl)

Por mim, considero que deve doer bastantre, fazer sexo com computadores (não há slot que aguente)... Mas como foi a Sexy Nerd Girl que mo aconselhou (ver 2º vídeo), tendo mesmo protagonizado (agonizado?) no clip da banda, cá vai o meu destaque musical de hoje...



O anúncio:

Sugestões: como as mulheres poderiam passar a dar-nos más notícias...

Anúncios brasileiros de TV da lingerie Hope protagonizados por Gisele Bündchen.
Enfim, é uma sugestão. Há que ter esperança...








E agora a polémica:

Vídeo de Gisele Bündchen em lingerie pode ser interdito no Brasil

O anúncio em que a manequim brasileira Gisele Bündchen ensina as mulheres a dar más notícias aos maridos não é do agrado de algumas brasileiras


A nova campanha de lingerie de Gisele Bundchen para a marca brasileira Hope está a gerar controvérsia no Brasil. No vídeo, Gisele usa os seus atributos físicos - e os da própria lingerie, claro - para não entrar em problemas com o marido por lhe ter batido com o carro e estourado com o limite do cartão de crédito. O slogan é: "somos mulheres brasileiras - use o seu charme" e baseia-se na ideia que há duas formas, uma certa e uma errada, de dar más notícias ao companheiro...

Ora quem não gostou muito do anúncio foram os membros da Secretaria dos Direitos para as Mulheres, da Presidência da República do Brasil, que, após algumas queixas, consideram que o comercial contém "conteúdo discriminatórios das mulheres', ao encorajá-las a usar o seu 'encanto' para controlar as reações dos seus parceiros. Sendo assim, querem ver interdita a exibição do vídeo por ser depreciativo da figura feminina. A marca Hope já se defendeu, afirmando que "de nenhuma maneira deve ser encarado como depreciativo da figura masculina; seria absurdo para nós, que vivemos das escolhas da mulher, fazer alguma coisa para desvalorizar o prejudicar o nosso consumidor."