quinta-feira, 17 de março de 2011

Genesis, "Mad Man Moon"

Um dos melhores poemas dos Genesis (aqui no meu livrinho), escrito pelo teclista Tony Banks. Digno de figurar neste humilde cantinho da webesfera, depois da sua edição no 7º álbum de estúdio do grupo, A Trick of the Tail, em Fevereiro de 1976.




Was it summer when the river ran dry,
Or was it just another dam.
When the evil of a snowflake in June
Could still be a source of relief.
O how I love you, I once cried long ago,
But I was the one who decided to go.
To search beyond the final crest,
Though I'd heard it said just birds could dwell so high.

So I pretended to have wings for my arms
And took off in the air.
I flew to places which the clouds never see,
Too close to the deserts of sand,
Where a thousand mirages, the shepherds of lies
Forced me to land and take a disguise.
I would welcome a horse's kick to send me back
If I could find a horse not made of sand.

If this desert's all there'll ever be
Then tell me what becomes of me.
A fall of rain?
That must have been another of your dreams,
A dream of mad man moon.

Hey man,
I'm the sand man.
And boy have I news for you;
They're gonna throw you in gaol
And you know they can't fail
'Cos sand is thicker than blood.
But a prison in sand
Is a haven in hell,
For a gaol can give you a goal
[and a] goal can find you a role
On a muddy pitch in Newcastle,
Where it rains so much
You can't wait for a touch
Of sun and sand, sun and sand...

Within the valley of shadowless death
They pray for thunderclouds and rain,
But to the multitude who stand in the rain
Heaven is where the sun shines.
The grass will be greener till the stems turn to brown
And thoughts will fly higher till the earth brings them down.
Forever caught in desert lands one has to learn
To disbelieve the sea.

If this desert's all there'll ever be
Then tell me what becomes of me.
A fall of rain?
That must have been another of your dreams,
A dream of mad man moon.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Simon Pegg & Nick Frost recriam 'Star Wars'

A propósito do filme "Paul", já aqui e aqui falei desta dupla britânica. Durante as suas filmagens ambos encenaram uma pequena paródia aos dois dróides, na cena que vimos no Episode IV, "A New Hope".


Band Of Horses, "Older"

...but none the wiser. =/



Climb the cliff, Tower over all
And falling water, falling waterfall

And after all my plans
They melt into the sand
Yeah you will be there on my mind through all
Don't want to understand why you never get older

It's time to dry off tattered overalls
Impatient waiting, Way to hide a fall

And after all my plans
They melt into the sand
Yeah you will be there on my mind through all
Don't want to understand why you never get older

And after all my plans
They melt into the sand
Yeah you will be there on my mind through all
Don't want to understand why you never get older

After all my plans
They melt into the sand
Yeah you will be there on my mind through all
Don't want to understand why you never get older

And after all my plans
They melt into the sand
Yeah you will be there on my mind through all
Don't want to understand why you never get older

terça-feira, 15 de março de 2011

Ela disse-o melhor

"After Birth" (2011.03.07), por Diana Lee no seu blog Diana's Words.

I want you
to love me, words,
once you've
been set free
by me
I want you
to look adoringly
up at me
from your still-wet
black ink afterbirth
and know
that I've bled for you
I want you to love me
one last time
before I set you loose
on the world
and you're no longer
mine,
words

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os meninos na era da Informática

Contra a corrente

Até que enfim! Numa altura em que as crises (são várias: de valores, morais e sociais, económicas e nacionais) estão na ordem do dia, destaque para a opinião hoje lida no blog P L O C K I N G. Com o apropriado nome de "Deolindas" o seu autor põe a mão numa ferida que me parece só o ser porque, de facto e aproveitando a boleia da "crise", há muito boa gente que se acomoda e nela parece querer viver, tipo como à boleia, a ver onde o carro nos (os!) leva...

Que tal fazermos , também "nós", uma manifestação dos que preferiam ver a vida ser levada "À Risca"? Refiro-me especialmente à forma displicente como "nós", (todos os cidadãos votantes) vemos a classe política "dirigir" (*tosse*) as nossas vidas com a impunidade que ganharam com o voto que neles depositamos, borregamente, em cada acto eleitoral? Ou, pondo de outra forma, pergunto: "Quem governa os governantes?"

Homens...

"Men are easy to acquire, hard to control."

Mother Talzin, Star Wars: The Clone Wars, Season Three

domingo, 13 de março de 2011

Portugueses... os que ficaram por aqui

Imagem University High World History

Retransmito tal-qual recebi (sem indentificação de autor, via e-mail; a imagem é escolha minha)
---------------------


Era no tempo em que, no palácio das Necessidades, ainda havia ocasião para longas conversas.

Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo. A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos dos nossos parceiros. Olhando retrospectivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer "sina" nos condenava a esta permanente "décalage". E, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal "partira" bem:

- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que "deram novos mundos ao mundo", que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.

O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:

- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.

- Não descendemos? - reagiu, perplexo, o jovem diplomata - Então de quem descendemos nós?

- Nós descendemos dos que ficaram por aqui...

Do Amor e da Guerra


O Amor e a Guerra. Duas situações aparentemente antagónicas. Eu, que pensei bem sobre o assunto (OK, admito que me cruzou a mente num flash), acho que não. E vou deixar aqui as minhas razões para achar que assim é, indo, de novo, contra a corrente instituída — ir contra correntes instituídas devia ser actividade enquadrável em alguma espécie de designação profissional, tipo, "Técnico de Contracorrentes" ou "Contracorrentista Profissional". Or something…
O amor e a guerra são rigorosamente iguais. Tão iguais, mesmo, que, sendo de extremos, se tocam. Apenas há uma única diferença (mas ténue): morre-se de amor como se morre de guerras, mas menos no primeiro caso. Quem ama a sério acaba por vezes por se ver envolvido em conflitos quase tão letais quanto os suportados por quem se engaje em conflitos armados. Não se morre fisicamente, nem sangue é vertido, mas que se sofre, lá isso posso garantir que se sofre. Apontam-se "armas" a alguém e logo começam as "hostilidades". Há amores pacíficos, tal como há guerras que, excepcional e estranhamente, também o são — as que não envolvem confrontos directos e que se desenrolam em bastidores e cenários ausentes de explosões, como no seio de empresas ou entre dois rivais. As chamadas guerras surdas. Mas para mim "amor" e "pacífico" são conceitos tão opostos quanto os do assunto que trato aqui. Convenhamos, por uma questão de raciocínio, que pacífico é o solteiro. Este é aquele que não tem de gerir emoções e afectos para com outrem, a sua suposta cara-metade. Todos os outros: preparem-se! Amar não é só la-la-la. É começar numa senda que pode terminar bem, como pode terminar em derrota declarada.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quando um Clone Trooper também se... descuida...

Impagável, este pequeno vídeo publicitário hoje divulgado em exclusivo pelo EW.com a propósito do próximo lançamento do jogo LEGO Star Wars III: The Clone Wars inspirado nos bonecos que a marca dinamarquesa criou com base nas duas primeiras termporadas da série animada Star Wars: The Clone Wars. A prova de que até os mais empedernidos, agerridos e blindados também se... "descuidam". E está desmontado o mito sobre como é que estes soldados "faziam", enquanto usavam as protecções. A ver aqui.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ilustrações Automotivas


Sob este título, mas no singular, o brasileiro Ararê Novaes partilha no seu blog as ilustrações que produz, inspiradas em automóveis das mais variadas marcas e modelos. Todas têm uma personalidade própria, associada e reconhecida, aliás, aos modelos que lhes servem de inspiração. Mas o que me leva a destacar o seu talentoso trabalho é não só isso como o facto de, mesmo assim, ele conseguir fazer-nos vê-los como se algo de novo e original se tratasse, acrescentando-lhes um novo significado e aparência. E não lhes roubando a identidade própria, que todos podemos reconhecer nos "carros" retratados. Digamos que se trata aqui de caricaturar a viatura, não lhe roubando a estética. Não nos admiremos é que parte dos desenhos (não é defeito) se baseiem em originais da realidade brasileira (corridas incluídas, mesmo as chamadas históricas). Merece visita regular e seguimento imediatos!

Alguns exemplos, dos que mais me atraíram:

Audi R15 TDI - American Le Mans Series 2009
Aston Martin DBR9 GT1 Gulf - FIA GT1 2010
Toyota Tundra nº 15 - Nelsinho Piquet
Lola Aston Martin LMP1 B09/60
Ferrari 458 GT2 - Una bella macchina

Dias de tempestade

Vieram.
Para ficar.
Espero que não por muito tempo.
Vida a andar "para-trás".
Como tem sido comigo, nos últimos dez anos.
Se alguém tiver uma máquina do tempo, que deixe aqui comentário.
Preciso de boleia.
Obrigado.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pode alguém ser quem não é?

Sérgio Godinho perguntava, naquele que para mim é um dos seus melhores trabalhos discográficos (Pré-Histórias, de 1972), "Pode alguém ser quem não é?" Eu pergunto, cada vez mais frequentemente, pode alguém ser quem não quer ser?

Pode alguém ser livre
se outro alguém não é
a corda dum outro
serve-me no pé
nos dois punhos, nas mãos
no pescoço, diz-me:
Pode alguém ser quem não é?

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?





Senhora de preto
diga o que lhe dói
é dor ou saudade
que o peito lhe rói
o que tem, o que foi
o que dói no peito?
É que o meu homem partiu

Disse-me na praia
frente ao paredão
"tira a tua saia
dá-me a tua mão
o teu corpo, o teu mar
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem"

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

Seja um bom agoiro
ou seja um bom presságio
sonhei com o choro
de alguém num naufrágio
não tenho confiança
já cansa este esperar
por uma carta em vão

"Por cá me governo"
escreveu-me então
"aqui é quase Inverno
aí quase Verão
mês d´Abril, águas mil
no Brasil também tem
noites de S. João e mar".

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

Mar a vir à praia
frente ao paredão
"tira a tua saia
dá-me a tua mão
o teu corpo, o teu mar
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem"

Pode alguém ser livre
se outro alguém não é
a corda dum outro
serve-me no pé
nos dois punhos, nas mãos
no pescoço, diz-me:
Pode alguém ser quem não é?

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

"Este país não é para corruptos"

Não sou eu quem o diz — mas, pensando bem até acho que sim... erm.. que não! Cito o título da crónica, sempre certeita, de Ricardo Araújo Pereira na sua coluna Boca do Inferno. E reza assim:

Este país não é para corruptos
Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer
    

... Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos NévoaO tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal,  quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."