quarta-feira, 9 de março de 2011

Ilustrações Automotivas


Sob este título, mas no singular, o brasileiro Ararê Novaes partilha no seu blog as ilustrações que produz, inspiradas em automóveis das mais variadas marcas e modelos. Todas têm uma personalidade própria, associada e reconhecida, aliás, aos modelos que lhes servem de inspiração. Mas o que me leva a destacar o seu talentoso trabalho é não só isso como o facto de, mesmo assim, ele conseguir fazer-nos vê-los como se algo de novo e original se tratasse, acrescentando-lhes um novo significado e aparência. E não lhes roubando a identidade própria, que todos podemos reconhecer nos "carros" retratados. Digamos que se trata aqui de caricaturar a viatura, não lhe roubando a estética. Não nos admiremos é que parte dos desenhos (não é defeito) se baseiem em originais da realidade brasileira (corridas incluídas, mesmo as chamadas históricas). Merece visita regular e seguimento imediatos!

Alguns exemplos, dos que mais me atraíram:

Audi R15 TDI - American Le Mans Series 2009
Aston Martin DBR9 GT1 Gulf - FIA GT1 2010
Toyota Tundra nº 15 - Nelsinho Piquet
Lola Aston Martin LMP1 B09/60
Ferrari 458 GT2 - Una bella macchina

Dias de tempestade

Vieram.
Para ficar.
Espero que não por muito tempo.
Vida a andar "para-trás".
Como tem sido comigo, nos últimos dez anos.
Se alguém tiver uma máquina do tempo, que deixe aqui comentário.
Preciso de boleia.
Obrigado.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pode alguém ser quem não é?

Sérgio Godinho perguntava, naquele que para mim é um dos seus melhores trabalhos discográficos (Pré-Histórias, de 1972), "Pode alguém ser quem não é?" Eu pergunto, cada vez mais frequentemente, pode alguém ser quem não quer ser?

Pode alguém ser livre
se outro alguém não é
a corda dum outro
serve-me no pé
nos dois punhos, nas mãos
no pescoço, diz-me:
Pode alguém ser quem não é?

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?





Senhora de preto
diga o que lhe dói
é dor ou saudade
que o peito lhe rói
o que tem, o que foi
o que dói no peito?
É que o meu homem partiu

Disse-me na praia
frente ao paredão
"tira a tua saia
dá-me a tua mão
o teu corpo, o teu mar
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem"

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

Seja um bom agoiro
ou seja um bom presságio
sonhei com o choro
de alguém num naufrágio
não tenho confiança
já cansa este esperar
por uma carta em vão

"Por cá me governo"
escreveu-me então
"aqui é quase Inverno
aí quase Verão
mês d´Abril, águas mil
no Brasil também tem
noites de S. João e mar".

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

Mar a vir à praia
frente ao paredão
"tira a tua saia
dá-me a tua mão
o teu corpo, o teu mar
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem"

Pode alguém ser livre
se outro alguém não é
a corda dum outro
serve-me no pé
nos dois punhos, nas mãos
no pescoço, diz-me:
Pode alguém ser quem não é?

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

"Este país não é para corruptos"

Não sou eu quem o diz — mas, pensando bem até acho que sim... erm.. que não! Cito o título da crónica, sempre certeita, de Ricardo Araújo Pereira na sua coluna Boca do Inferno. E reza assim:

Este país não é para corruptos
Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer
    

... Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos NévoaO tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal,  quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."
 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As canções e a vida

É impressionante, a coincidência entre certos estados-de-espírito e aquilo que se ouve, musicalmente. Começo por falar da música. Neste momento, em viagem para o trabalho, acabo de ouvir "I Don't Know What I Can Save You From" e "Failure" (vídeos mais abaixo, com respectivas letras). Ambos os temas são dos noruegueses Kings of Convenience e foram editados no seu 1º álbum, intitulado Quiet Is The New Loud (2001).

Agora as emoções. Ando há meses, qual crisálida renitente, a passar por um processo pessoal e emocional tremendo e que se prende com um relacionamento falhado, após algumas décadas. São 25 anos de casamento e mais uns 10 e picos "por fora" (com a mesma pessoa). Mas nem sempre ele foi "falhado" (há que admiti-lo), mas a insistência em certos comportamentos e situações (em ambos os lados) minaram-no a ponto de nem eu próprio me conseguir mais rever nele. E havia, tarde ou cedo, que lhe pôr um fim. Para quê prolongar uma agonia quando se pode eutanasiar algo que já não vive a não ser na cabeça de uma das pessoas e mesmo assim sem grande convicção? E eu tentei normalizar as coisas. Juro que tentei e não por uma ou duas vezes. (sendo algo de tão pessoal, para que estou pr'aqui a falar nisto, pergunto-me?)

Fará sentido insistir-se em comportamentos socialmente aceitáveis apenas para manter aparências? Para bem de quem, ou com que comodidade em vista? Mesmo tendo alguém a dizer-nos "Eu amo-te", será válido questionarmos, não digo a honestidade, mas a actualidade deste sentimento? Não entrarei aqui em detalhes mas a verdade é que num casal, "amar" não é — hélas! — TUDO... É importante. Muito importante. Mas há outros valores que têm de ser igualmente nutridos, alimentados, fomentados, partilhados e respeitados (de ambos os lados). Para esta pessoa, pelo menos, não chega. Ia ao ponto de chegar mesmo a questionar-me da justeza desta situação, da ruptura iminente. Seria inevitável? Até que ponto seria legítimo ou desejável perpetuar algo que já não existe?

Mas nem tudo se deve ao que exponho. Há outros episódios (de parte a parte) pelo meio, que já eram sintomas de que algo não estava bem. Não entrarei aqui em detalhes escusados — há limites para revelações "públicas" da nossa vida íntima — mas é verdade que, em retrospectiva, dificilmente um casal sobreviveria como tal por muito mais tempo. Mesmo assim e desde a crise anterior decorreram quase 11 anos. Há filhos envolvidos (um deles, ainda bebé) e isso, na época em que os outros dois eram respectivamente adolescente um e infante, o outro, teve um peso importante em certas decisões. Agora, já não servem para tal, nem mesmo o mais pequenino. Todos os limites de qualquer tolerância que fosse devida foram ultrapassados e re-ultrapassados. Há que avançar e viver com a ideia de que tenho de pensar em mim e na minha felicidade, tentando depois dar o meu melhor aos meus filhos (os mais velhos dos quais nem sequer me falam há meses). Até porque me recuso a passar a outra metade da vida que me reste (se vivesse até aos 100, LOL) da forma como a vivi nos últimos anos. Basta! Tenho de ser mais inteligente do que isto. Acima de tudo, de me sentir mais humano e realizado do que até agora. Quem está à minha volta não merece menos do que isto. Falhei. Mas quero, ao menos, tentar acreditar que vou (estou!) a aprender com os erros passados. Doa a quem doer, a começar por eu próprio. Como dizem os KoC:

"Failure is always the best way to learn
Retracing your steps until you know
Have no fear your wounds will heal"

Cá vão eles, os temas de que falei. Temas estes que, confesso, são sempre muito bons independentemente da mensagem, da música, da hora a que os desfrutemos ou da forma como cada qual os queira entender. Ou absorver.


"I Don't Know What I Can Save You From"





You called me after midnight,
must have been three years since we last spoke.
I slowly tried to bring back,
the image of your face from the memories so old.
I tried so hard to follow,
but didn't catch the half of what had gone wrong,
said "I don't know what I can save you from."

I asked you to come over, and within half an hour,
you were at my door.
I had never really known you,
but I realized that the one you were before,
had changed into somebody for whom
I wouldn't mind to put the kettle on.
Still I don't know what I can save you from.



Failure





Using the Guardian as a shield
To cover my thighs against the rain
I do not mind about my hair

Your jacket may be waterproof
But I know the moment you get home
You're gonna get your trousers changed

Failure is always the best way to learn
Retracing your steps until you know
Have no fear your wounds will heal

I wish I could travel overground
To where all you hear is water sounds
Lush as the wind upon a tree

I wish I could travel overground
To where all you hear is water sounds
To capture and keep inside of me

Failure is always the best way to learn
Retracing your steps until you know
Have no fear your wounds will heal

Failure is always the best way to learn
Retracing your steps until you know
Have no fear your wounds will heal

E os óscares 2011 foram para...


Melhor Filme:
Black Swan - Cisne Negro
The Fighter
A Origem
Os Miúdos Estão Bem
VENCEDOR: O Discurso do Rei
127 Hours - 127 Horas
A Rede Social
Toy Story 3
True Grit - Imparável
Winter's Bone

Melhor Realizador:
Darren Aronofsky, Black Swan - O Cisne Negro
David O'Russel, The Fighter
VENCEDOR: Tom Hooper, O Discurso do Rei
David Fincher, A Rede Social
Joel Coen and Ethan Coen, True Grit - Imparável

Melhor Actriz Principal:
Annette Bening, Os Miúdos Estão Bem
Nicole Kidman, Rabbit Hole
Jennifer Lawrence, Winter's Bone
VENCEDORA: Natalie Portman, Black Swan - O Cisne Negro
Michelle Williams, Blue Valentine

Melhor Actor Principal:
Javier Bardem, Buitiful
Jeff Bridges, True Grit - Imparável
Jesse Eisenberg, A Rede Social
VENCEDOR: Colin Firth, O Discurso do Rei
James Franco, 127 Hours - 127 Horas

Melhor Actriz Secundária:
Amy Adams, The Fighter
Helena Bonham Carter, The King`s Speech - O Discurso do Rei
VENCEDORA: Melissa Leo, The Fighter
Hailee Steinfeld, True Grit - Imparável
Jackie Weaver, Animal Kingdom

Melhor Actor Secundário:
VENCEDOR: Christian Bale, The Fighter
John Hawkes, Winter`s Bone
Jeremy Renner, A Cidade
Mark Ruffalo, O Miúdos Estão Bem
Geoffrey Rush, The King`s Speech - O Discurso do Rei

Melhor Filme de Animação:
Como Treinares o Teu Dragão», Chris Sanders e Dean DeBlois
O Mágico, Sylvain Chomet
VENCEDOR: Toy Story 3, Lee Unkrich

Melhor Direcção Artística:
VENCEDORES: Alice no no País das Maravilhas, Robert Stromberg (design de produção) Karen O'Hara (decoração)
Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 1, Stuart Craig (design de produção) e Stephenie McMillan (decoração»
A Origem, Guy Hendrix Dyas (design de produção) e Larry Dias e Doug Mowat (decoração)
The King`s Speech - O Discurso do Rei, Eve Stewart (design de produção) e Judy Farr (decoração)
True Grit - Imparável, Jess Gonchor (design de produção) e Nancy Haigh (decoração)

Melhor Fotografia:
Black Swan - Cisne Negro, Matthew Libatique
VENCEDOR: A Origem, Wally Pfister
The King`s Speech - O Discurso do Rei, Danny Cohen
A Rede Social, Jeff Cronenweth
True Grit - Imparável, Roger Deakins

Melhor Guarda-Roupa:
VENCEDOR: Alice no País das Maravilhas, Colleen Atwood
Eu Sou o Amor, Antonella Cannarozzi
The King`s Speech - O Discurso do Rei; Jenny Beavan
The Tempest, Sandy Powell
Indomável, Mary Zophres

Melhor canção:
Coming Home, Country Strong, Tom Douglas, Troy Verges e Hillary Lindsey
I See the Light, Tangled, Alan Menken, Glenn Slater
If I Rise, 127 Horas, A.R. Rahman, Dido, Rollo Armstrong
VENCEDOR: We Belong Together, Toy Story 3, Randy Newman

Melhor edição:
127 Horas, Jon Harris
Cisne Negre, Andrew Weisblum
The Fighter, Pamela Martin
O Discurso do Rei, Tariq Anwar
VENCEDOR: A Rede Social, Angus Wall e Kirk Baxter

Melhores efeitos especiais:
Alice no País das Maravilas, Ken Ralston, David Schaub, Carey Villegas e Sean Phillips
Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 1, Tim Burke, John Richardson, Christian Manz e Nicolas Aithadi
Hereafter, Michael Owens, Bryan Grill, Stephan Trojanski e Joe Farrell
VENCEDORES: Inception, Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley e Peter Bebb
Iron Man 2, Janek Sirrs, Ben Snow, Ged Wright e Daniel Sudick

Melhor Documentário:
Exit Through the Gift Shop, Banksy e Jaimie D'Cruz
Gasland, Josh Fox and Trish Adlesic
VENCEDORES: Inside Job, Charles Ferguson e Audrey Marrs
Restrepo, Tim Hetherington e Sebastian Junger
Waste Land, Lucy Walker e Angus Aynley

Melhor Curta Metragem:
The Confession, Tanel Toom
The Crush, Michael Creagh
VENCEDOR: God of Love, Luke Matheny
Na Wewe, Ivan Goldschmidt
Wish 143, Ian Barnes E Samantha Waite


Melhor Curta Documentário:
Killing in the Name
Poster Girl
VENCEDORES: Strangers No More, Karen Goodman e Kirk Simon
Sun Come Up, Jennifer Redfearn e Tim Metzger
The Warriors of Qiugang, Ruby Yang e Thomas Lenno

Melhor edição de som:
VENCEDOR: Inception, Richard King
Toy Story 3, Tom Myers e Michael Silvers
TRON: Legacy, Gwendolyn Yates Whittle e Addison Teague
Indomável, Skip Lievsay e Craig Berkey
Unstoppable, Mark P. Stoeckinger

Melhor Mistura de Som:
VENCEDORES: Inception, Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo, e Ed Novick
O Discurso do Rei, Paul Hamblin, Martin Jensen, e John Midgley
Salt, Jeffrey J. Haboush, Greg P. Russell, Scott Millan e William Sarokin
A Rede Social, Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick, e Mark Weingarten
True Grit, Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff, e Peter F. Kurland.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Gestão ou Caos? Qual escolher??

Been there, done that.... (é toda uma carreira profissional, aturar incompetentes)

Dilbert.com

Assim é difícil...

Chegar-se a um domingo como o de hoje, ensolarado, e sem carro à disposição é chato. É que tenho voltas a dar em zonas mal servidas de transportes públicos (área metropolitana de Lisboa, digamos). Não devia ter posto o meu na revisão...

Bentley Continental GT

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Kraftwerk - Minimum-Maximum (o concerto)

Minimum-Maximum foi o nome escolhido pela banda alemã para identificar os espectáculos que produziu ao vivo em 2005. Aconselho vivamente a compra do DVD que então foi lançado no mercado. Como estou a (re)ver tudo, partilho aqui a transmissão de um dos concertos, na totalidade, dividido em duas partes. Na primeira, estes são os temas a seguir (na mesma sequência surgida no DVD duplo mas não com a mesma "separação", digamos):

Disco 1
01. Meine Damen Und Herren
02. The Man-Machine
03. Planet of Visions
04. Tour De France 03
05. Vitamin
06. Tour De France
07. Autobahn
08. The Model
09. Neon Lights
10. Radioactivity
11. Trans Europe Express




No disco 2:
01. Numbers
02. Computer World
03. Home Computer
04. Pocket Calculator / Dentaku
05. The Robots
06. Elektro Kardiogramm
07. Aero Dynamik
08. Music Non Stop
09. Aero Dynamik / MTV






Qual destes não poderá ser considerado um clássico da electrónica? Se responder "Um ou mais", então só me resta pedir-lhe, delicadamente, com amizade e dedicação, que se vá deitar na linha de comboio mais próxima e que espere que oTrans-Europa Express lhe passe por cima. Boa viagem!!

Transportador Metafísico

Imagem via Photobucket (autor desconhecido)


Uma profissão que gostaria de ter seguido... Se conseguisse alcançar a verdadeira dimensão do termo.
(expressão ouvida de Damo Suzuki, vocalista dos Can entre 1970 e 1973)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Raispartam as Time zones!! [Óscares 2011]

Nomeações Óscares 2011

Anualmente sou assaltado por pensamentos violentos associados à diferença horária entre o país em que resido e aquele em que se leva ao palco a cerimónia de entrega dos óscares.
Esta podia, por exemplo, dar-ser apenas nos nossos sonhos, que assim poderia moldar as diferenças geográficas a meu bel-prazer, como no Inception.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Coisas de gaja

Parece nome de blog (provavelmente já é…) mas nada disso. Com este "coisas de gaja", expressão que há dias me foi dita circunstancialmente por alguém que me é muito querido, apeteceu-me discorrer — apetites e discorrer são sempre razões suficientes para materializar muitos dos posts neste blog — sobre o que, no fundo, estaria subjacente à expressão.
O que serão estas "coisas"? Não sei ao certo e discordo da expressão, pois com ela se está automaticamente a implicar que existem diferenças entre as coisas que as gajas e os gajos gostam — brejeiramente considero que existe é alguma diferença entre a “coisa” da gaja e a do gajo...
Mas pronto, gosto de acreditar que elas apenas existem na cabeça de cada um (dos sexos/géneros) e isso é que ajuda a criar a barreira diferenciadora, por culpa dos próprios. Que, repito, no fundo não existem! Admito gostar de algo que pode ser considerado de-gaja mas também já vi estas a manifestarem interesse (e não pouco!) pelas que algum machão costuma considerar como exclusivo da sua "classe", que são de-gajo.
Isto, ou então estou pr’aqui com cenas de gajo...

Objectos desmontados

Uma interessante (e nova?) forma de perspectivar alguns objectos do nosso dia-a-dia e da quantidade de peças que os compõem é o que se apresenta nesta página do Fubiz. Intitulada "Disassembled Objects", nela se mostra o trabalho de decomposição do fotógrafo canadiano Todd McLellan, retratando objectos como telefones, máquinas fotográficas, cortadores de relva, relógios e mesmo as já anacrónicas máquinas de escrever de impacto. Aqui não há electrónicas (ou haverá muito pouca percentagem delas).

Frases "deixa-me-rir"


Um colega para o nosso coordenador:

"Se eu tapar os ouvidos e começar a cantar tu vais-te embora??"

#LOL