quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Lisboa Aérea

Aproximação e aterragem na pista 03-21 do Aeroporto da Portela (LPPT, no código ICAO), em Lisboa. Que bom vídeo e que saudades de voar... Só assim se pode ter uma ideia acrescida de quão bonita é a cidade.
E como este é um blog em que eu viajo imeeenso, distribuindo umas passagens à borla... ;)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

The Steelwells, "El Capitan"


Tema incluído no álbum de 2009 dos The Steelwells, "Shallow on the Draft". A banda foi a vencedora dos OC Music Awards na categoria de Melhor Canção 2010.

Fuuuck... ainda não passou...


OMG, practicamente a fazer um mês que tive a minha primeira cirurgia, hoje foi um dia em que parece que fui submetido a ela ontem, tais são as dores e "impressões" que tenho sentido, a começar logo de manhãzinha.

Que desespero...
Gaaaaaaaaaaaaaaaaaa.....
*plim*

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Arte Urbana ou disfarçe camarário?

Está pelos vistos a tornar-se “moda” urbana, pelo menos em Lisboa. Já aqui falei do assunto das fachadas de prédios devolutos (ou a necessitarem de urgente intervenção estrutural, para não dizer renovação estética) que passaram a ser decorados com intervenções de artistas plásticos, em jeito de "OK, vamos fazer aqui uma intervenção artística e ao mesmo tempo disfarçar que esta cena está há anos sem que alguém lhe preste atenção".

Além dos dois casos que já aqui referi (e o de OSGEMEOS foi pioneiro neste tipo de intervenção) há um par de dias constatei que também no topo da Avenida da Liberdade, à esquerda de quem se dirige à Praça do Marquês de Pombal (não tenho ainda fotos), mais uma fachada foi submetida a este tratamento.

Não questiono (mas, sim, este texto tem o intuito de questionar, ou não o teria escrito de todo) a decisão de os pintar. Questiono sim (aliás, suspeito), é que estas medidas camarárias servem para mascarar, ao abrigo do projecto Pampero Public Art 2010 e em mais do que um sentido, a costumeira incúria a que a Câmara Municipal de Lisboa vota ao seu património urbano. A menos que os ditos edifícios lhe não pertençam, caso em que os respectivos proprietários deveriam ser responsabilizados pelo estado a que deixaram chegar os seus bens imóveis.

A justificar as minhas suspeitas, por exemplo, o edifício da Avenida Fontes Pereira de Melo pintado (e muito bem) pel’OSGEMEOS, estava há muitos anos devoluto e a necessitar de obras (ainda e cada vez mais), tendo estado coberto com uma tela colorida, entretanto desbotada até mais não, e que ironicamente enumerava as intervenções camarárias, compulsivas ou de sua iniciativa, já executadas. Agora, pintado “de fresco”, a coisa disfarçou-se e poupou seguramente à C.M.L., através da sua Galeria de Arte Urbana (GAU), alguns milhões de €uros — apesar de considerar que o trabalho do par de graffiters brasileiros não deva ter sido propriamente executado graciosamente. "Enquanto não cair tudo em cima dos transeuntes, estamos bem", pensará a C.M.L.?.

Três edifícios já “tratados”. Até quando e quantos mais se lhes seguirão, sob o pretexto da "Arte Efémera" ou "Street Art"?

Viv’Arte!

Florence Welch: Letter from LA

"Florence: Letter from LA" é um curto filme no qual a câmara de Tabitha Denholm acompanha a face principal dos Florence and the Machine, que pudemos ver mais recentemente no concerto do Optimus Alive 2010. A reprodução que aqui deixo foi publicada a 21 de Dezembro último no Nova-iorquino (New Yorker soava-me melhor...) Nowness e leva-nos a acompanhar alguns dos momentos de um dia da Flo em tournée norte-americana no Outono do ano passado. De acordo com a informação do Nowness, esta nova curta da Tabitha constitui a primeira de três partes de uma série colectivamente intitulada Letters From America, que também segue a Florence até New Orleans e New York.

Bonita fotografia, e bela música, com uma das mulheres artistas do meu coração.



Florence Welch: Letter from LA no Nowness.com.

domingo, 16 de janeiro de 2011

"A" cover do "Fuck You" de Cee-Lo Green

É um dos mais badalados temas de Cee-Lo Green, aliás Thomas DeCarlo Callaway. Terceira faixa do álbum de 2010 The Lady Killer, bastante dançável, como sempre, dispensa mais apresentações. E falo dele, não para analisar o tema e a respectiva letra (trabalho que deixo ao visitante) mas sim para admirar esta autêntica cover em que uma aluna, provavelmente em alguma apresentação, a "canta" apenas por linguagem gestual. Uma performance digna do registo que deu origem a este vídeo, colocado há uma semana no YouTube. Tenho a certeza de que o próprio Cee-Lo, quando vir isto, lhe irá dar o devido valor.

A título de curiosidade, para leigos na matéria dalinguagem gestual, FSL significa French Sign Language e é, como o nome indica, a codificação (digamos) deste tipo de linguagem em Francês.

E agora todos nós ficámos a saber como "gestuar" um Fuck You! a alguma incauta vítima da nossa susceptibilidade...






I see you driving 'round town with the girl I love
and I'm like,
"FUCK YOU!"
Ooo,ooo,oooo
I guess the change in my pocket wasn't enough
I'm like,
"FUCK YOU!
And fuck her too."
I said,
"If I was richer, I'd still be with ya"
Ha, now ain't that some shit?
(Ain't that some shit?)
And although there's pain in my chest
I still wish you the best
With a...
"FUCK YOU!"
Ooo,ooo,ooo

Yeah I'm sorry,
I can't afford a Ferrari,
But that don't mean I can't get you there.
I guess he's an Xbox and I'm more Atari,
But the way you play your game ain't fair.
I pity the fool
That falls in love with you
(Oh shit she's a gold-digger)
Well
(Just thought you should know nigga)
Oooooooooh
I've got some news for you.
Yeah go run and tell your little boyfriend.

I see you driving 'round town with the girl I love
and I'm like,
"FUCK YOU!"
Ooo,ooo,oooo
I guess the change in my pocket wasn't enough
I'm like,
"FUCK YOU!
And fuck her too."
I said,
"If I was richer, I'd still be with ya"
Ha, now ain't that some shit?
(Ain't that some shit?)
And although there's pain in my chest
I still wish you the best
With a...
"FUCK YOU!"
Ooo,ooo,ooo

Now I know,
That I had to borrow,
Beg and steal and lie and cheat.
Trying to keep ya,
trying to please ya.
'Cause being in love with your ass ain't cheap.
I pity the fool
That falls in love with you
(Oh shit she's a gold-digger)
Well
(Just thought you should know nigga)
Oooooooooh
I've got some news for you.
Ooh,
I really hate your ass right now.

I see you driving 'round town with the girl I love
and I'm like,
"FUCK YOU!"
Ooo,ooo,oooo
I guess the change in my pocket wasn't enough
I'm like,
"FUCK YOU!
And fuck her too."
I said,
"If I was richer, I'd still be with ya"
Ha, now ain't that some shit?
(Ain't that some shit?)
And although there's pain in my chest
I still wish you the best
With a...
"FUCK YOU!"
Ooo,ooo,ooo

Now baby, baby, baby, why d'you wanna wanna hurt me so bad?
(So bad, so bad, so bad)
I tried to tell my mama but she told me
"This is one for your dad."
(Your dad, your dad, your dad)
UH!
Whhhhy?
Uh!
Whhhhy?
Uh!
Whhhhy lady?
Oh!
I love you.
Oh!
I still love you.
Oooh!

I see you driving 'round town with the girl I love
and I'm like,
"FUCK YOU!"
Ooo,ooo,oooo
I guess the change in my pocket wasn't enough
I'm like,
"FUCK YOU!
And fuck her too."
I said,
"If I was richer, I'd still be with ya"
Ha, now ain't that some shit?
(Ain't that some shit?)
And although there's pain in my chest
I still wish you the best
With a...
"FUCK YOU!"
Ooo,ooo,ooo

sábado, 15 de janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Leitura? Como?


Vim de uma livraria na capital e regressei desiludido e céptico quanto à eficácia das propaladas "vontades" (políticas, meramente) de incentivar o chamado "gosto-pela-leitura" junto dos meus conterrâneos. Começo por lamentar que eles (os conterrâneos) se preocupam maioritariamente com futebol, comida e/ou com o preço do tabaco. "Ler??", talvez os jornais diários gratuitos. "Pagar para ler??", isso é que nem pensar!

Tenho noção de estar a fazer uma apreciação algo cínica deste fenómeno de massas português, pela negativa, que é o arredamento do consumo "do ler", mas quando também constato que practicamente todas as obras que empunhei naquela livraria tinham um preço nunca inferior aos 20-22 euros, mais convicto fico de não vislumbrar no horizonte do médio-prazo forma de inverter a tendência nacional.

Ler, como? A que preço(s)?? Este tipo de bens de Cultura devia ser taxado de forma a que se tornassem populares. É a única forma que vejo de pôr os Portugueses a ler.
A "obrigá-los" a ler?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

The Vaccines, "Post Break-Up Sex"

Todos os males têm (pelo menos acredito que sim...) um remédio. O dos novíssimos The Vaccines — que nome mais apropriado, considerando o assunto — é Post Break-Up Sex. E aqui vai ele. O remédio, quero dizer...


A banda, criada há pouco menos de um ano (7 meses, mais concretamente), é composta por Justin Young (vocalista e guitarra ritmo), Freddie Cowan (guitarra principal), Árni Hjörvar (baixo) e Pete Robertson (bateria). Auspiciosamente, se tal fosse necessário, ficaram num muito acertado terceiro lugar na votação da BBC para o "Sound of 2011".

As guitarras a regressar ao topo das listas da música Indie. Que bom (e que saudades).

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Manga em Português: "BANZAI"!


Surgiu recentemente no mercado mais uma revista de Banda Desenhada (BD) de edição nacional. BD? Perdão, Manga, pois que se trata de uma publicação na qual se pretendem divulgar trabalhos de autores europeus mas de inspiração estética e visual japonesa, pela via do estilo (acho que se lhe pode chamar assim) Manga. O seu nome é capaz de ser também uma boa pista, para os mais distraídos… ;)

A revista, de 48 páginas a preto-e-branco (capa e contra-capa a cores), com um preço de €2,50 e edição bimestral, apresenta-se em papel de boa qualidade, infelizmente , na minha opinião, num formato pouco condizente com o habitual em obras Manga. Sendo a primeira produção do género a surgir em Portugal e sendo nítido o seu propósito de marcar posição no seio da BD de inspiração/origem Japonesa, os responsáveis pela sua produção poderiam ter começado logo por aqui. Em vez do enorme A4, teria sido mais original (no seio do nosso mercado) que a BANZAI se propusesse aos leitores no formato “japonês” (entre as 5” x 7” polegadas, 12,7 x 17,78 cm, ou ligeiramente inferior ao tamanho A5).

Neste número 0 (zero), a BANZAI introduz-nos duas estórias de outros tantos autores portugueses, ou autoras, mais concretamente: “TMG – The Mighty Gang”, de Joana Rosa Fernandes e “Kuroneko”, de Cristina Dias. A primeira estória, intitulada “Missão 01 – O Início”, introduz-nos a três personagens adolescentes, ainda sem espaço e tempo para um aprofundamento psicológico do seu carácter, que se encontram numa improvável França e onde duas delas têm o objectivo declarado de (coincidência?) se deslocarem a Inglaterra.

Um reparo, que, este sim, é impossível ignorar e que se estende a partes de toda a revista e não apenas a esta estória. Os erros ortográficos. Entendo que a autora, numa tentativa de maior aproximação possível ao estilo em que se inspira, recorra a onomatopeias para acentuar, de forma não desenhada, certas acções dos personagens acrescentando uma ilusória dimensão sonora aos desenhos. Por aqui, nada a apontar. É louvável e habitual em BD. O que me parece menos correcto é o uso de expressões de língua inglesa para acentuar essas acções, especialmente quando algumas delas apresentam os tais (crassos) erros ortográficos.

Por exemplo, quando um personagem afaga a testa de um cavalo, adicionar-se um balão com a palavra “Pet” (animal de estimação) quando eu acho que a autoria queria era transmitir a ideia de afagar (substantivo “Pat”; ou quereria referir-se ao verbo “Pat”?) é de palmatória… Desculpe-me a autora. Um suspiro trocado por um “Sigh”, um virar de página com um “Flip” ou um “Rustle” ao invés de um sussurro ou restolhar parecem-me opções menos conseguidas quando falamos de uma publicação portuguesa. “Geez”, “Growl”, “Snatch”, “Push”, etc., são outros que, em si, não me espantam, mas que enquadro na classe anterior de opções menos certeiras da autora. A menos que (ressalva minha) esta tenha inicialmente concebido “TMG – The Mighty Gang” para edição em língua inglesa, antes da publicação na BANZAI.… Terei acertado? Não interessa.

O desenho em si parece-me adequado para dar o “ar” de Manga, apesar de ter sido, neste particular, dada menos atenção aos segundos planos, nos quais o estilo já me parece mais amadorístico. Percebo que desenhar “pessoas” seja uma coisa e que desenhar objectos ou cenários, outra completamente diferente (autores há que costumam delegar noutros artistas estes pormenores), mas preferia não ter conseguido fazer esta distinção. Por exemplo logo na página 3, os prédios, ou, na página 5, cena com o transeunte e um camião parece terem sido desenhados com alguma displicência, pouco visível na maioria dos restantes quadradinhos. Em termos do argumento, também me parece algo anacrónico que em plena França contemporânea seja “natural” que alguém ostente e empunhe em público uma… katana (?!).

Seja como for, aguardo com interesse e expectativa novos desenvolvimentos do enredo a partir do número 1.

Sobre o “Kuroneko” de Cristina Dias, três mini-estórias de estilo mudo, apresentadas num par de pranchas cada, confesso que me agradou um pouco mais. Contar uma estória por gestos (perdão, desenhos…) requer muito mais engenho que o desenho acompanhado com texto, e a autora consegue transmitir bastante bem a relação amor-ódio que se sente entre o gato Kuroneko e a ovelha Hitsuji, infelizmente e para mal do personagem homónimo, nem sempre favorável ao primeiro.

Palavras finais para constatar que a revista é omissa quanto a um eventual projecto editorial e a equipa que a compõe (número “zero” não pode ser desculpa para tudo), faltando por exemplo uma vulgar informação de contacto (um simples endereço de e-mail que permita dialogar com os potenciais leitores?). Além das autoras, da referência ao licenciamento dos personagens a uma “NCreatures, Lda.” e ao registo ao abrigo da Lei de Imprensa (bla-bla-bla) nada mais é revelado ao comprador.

Mas, volto a repetir, para mim o mais grave são os erros ortográficos, patentes não apenas onde os assinalei mas também e logo no texto de introdução de “The Mighty Gang”, uma redacção mal construída. Vejamos na parte que reproduzo, com a devida vénia à autora:

“(…) Quando Joana Mubarak, Andre Kersey e Sara Yamamoto, três viajantes, encontram-se [?? Descrição no Passado e verbo no Presente?] num porto em França a caminho de Inglaterra nunca poderiam imaginar (...)


Uma aventura na senda dos Shonen mais clássicos, onde nada é o que parece e as aventuras nunca pára [sic; provável gralha]”

Apesar de tudo, acredito no projecto (seja ele qual for) e aguardo com expectativa a chegada do número efectivamente 1! Uma proposta editorial ainda algo amadora, mas que poderá ter pernas para andar em Portugal, a julgar pela oferta e consumo cada vez maiores de obras japonesas traduzidas para inglês.

Nota de rodapé: Mais alguma informação, incluindo reprodução de três pranchas, nesta página do "Jikai! Blog".


ACTUALIZAÇÃO:

Após a publicação do meu texto, apercebi-me, através da página Facebook da NCreatures, da existência da página oficial da revista na Web. Está corrigida (embora parcialmente) a minha observação sobre a falta de contactos, etc..

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Joy Division, "Atmosphere"

Atmos. Feras.







P.S.: "A" banda do Século XX. Mato quem disser o contrário...

P.P.S.: A alguém que pense porque agreguei o rótulo "Fetichista" a este post, apenas digo que, além de tanto sentimento evocado pela banda, a sua música e a nostalgia destas fotos, que poderia dar lugar a um post por si próprio, o Peter Hook também tocava um baixo Rickenbacker...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Vai devagarinho

A caminho das três semanas de convalescença pós-operatória, as coisas vão melhorando, mas muito lentamente. Nada de grave (considerando quem esteja bem pior que eu) e cada dia é sempre um nadita (“nadita” só) menos mau que o anterior. Regresso ao trabalho no final da semana. Será outra forma de me distrair desta condição, sendo mais produtivo que nestes últimos dias.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

'Paul', o segundo trailer

Depois do primeiro trailer que aqui divulguei, hoje foi disponibilizado um segundo teaser, com novas cenas (e algumas já vistas, mas mais promenorizadas agora) e onde se percebe melhor quem poderá, de facto, vir a ser o 'Paul'?, o alien interpretado pela voz do Seth Rogen (que já vira, por exemplo no filme "Zack and Miri Make a Porno (2008)", de Kevin Smith; "Star Whores") e que voltaremos a ver na tela já este mês, agora de carne-e-osso, interpretando um improvável Green Hornet ("Vespão Verde") — e digo-o simplesmente por o associar principalmente a registos bonacheirões de comédia, que a voz de cerveja ajuda como um importante elemento de composição do seu trabalho, e não a representar um(a espécie de) super-herói. Mas como gosto dele, dou-lhe o benefício da dúvida...

Ora vamos lá mas é ver o Paul, especialmente na cena, de antologia, digo eu, da salvação do fatídico p'ssarinho. Impagável (e este E.T. tem toda a razão na desculpa que dá...)