Ora poça! (expressão e substantivo)
Não é que, devido à muita chuva que caiu esta noite, regressou o lago artificial do Cais do Sodré?? E está visto que a Câmara Municipal de Lisboa, depois de ter levado aquelas semanas todas a resolver a situação anterior, tratou — na eficácia e antevisão que (não!) lhe são reconhecidas — de resolver o assunto "a fundo", por forma a que (não) acontecesse de novo, com uma simples chuvada...
Afinal o Inverno começa hoje (acho que foram apanhados de surpresa com esta...) Será que a CML vai exigir ao São Pedro um Livro de Reclamações, a protestar, por intermédio dos cidadãos, com o atrevimento celeste em repetir situações de todo inesperadas e indesejáveis?
Pois claro! Que necessidade têm os transeuntes de saber que a câmara da capital não-sabe-limpar-eficaz-e-duradouramente-um-simples-d'um-raio-d'um-orifício-numa-rua? Ainda por cima um cuja existência é suposto contribuir para a drenagem da via pública onde se insere??
Ou (será?) estará a CML a estudar através deste protótipo os efeitos da deslocação do cais (não do Sodré) que serve a Transtejo e que se encontra não muito distante deste local? Vai-se a ver, e "eles", os camarários, até virão a revelar antecipação e aposta no futuro.
Viajo muito e ininterruptamente. Dentro de mim, principalmente (para mal dos meus pecados).
Aviso à navegação: é de esperar muita turbulência. Apertem os cintos.
IMPORTANTE: Não se devolvem bilhetes.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
É (?) Natal
Natal era a única época festiva do ano à qual dedicava o meu tempo e que comigo mais "mexia". Repito, "era". Está em vias de deixar de o ser. Não que esteja imbuído do espírito-"Scrooge", mas aquilo que era o natal-em-família afigura-se-me cada vez mais como sendo acto derradeiro (e irrepetível?). E nem sequer me está a ocorrer a sanha consumista que nesta época assalta todos. Falo de algo muito para além de quaisquer objectos e a pobreza nem sempre se reveste, ou manifesta, de materialidade.
Para o ano cá estarei (quem sabe?), a confirmá-lo, ou desmenti-lo.
Feliz Natal a quem me visita.
E se o Natal tivesse sido digital?
Gmail e mailling lists. Facebook. Twitter. Amazon. Telemóveis.
Web 2.0 nos idos de Belém...
Web 2.0 nos idos de Belém...
domingo, 19 de dezembro de 2010
'Paul' International Trailer
HAHAHAHA... Como adorava conhecer um alien assim... Este, a ver a partir de 11 de Março de 2011 no filme "Paul" dirigido por Greg Mottola.
Post de domingo
São 18 e picos
Está frio (lá fora e cá dentro).
Chove.
A TV enche o ar.
(que horas são agora?)
Está frio (lá fora e cá dentro).
Chove.
A TV enche o ar.
(que horas são agora?)
sábado, 18 de dezembro de 2010
Official Hot Mess, "Welcome 2 LA" (unedited version)
Ft. Flava Flav e a Adrianne Curry. Outro vídeo de que gosto muito. Musical e visualmente "naughty" (não sei o que é, mas rima com uma das mensagens subliminares deste post...), não podia deixar passar em claro a presença da Adrianne, modelo e personagem da "reality TV" norte-americana e co-produtora da série televisiva "My Fair Brady" do canal VH1, que protagonizou com o actor Christopher Knight (o personagem principal), com quem veio a casar no final da primeira temporada. ;)
Doctor Who mistura-se com Star Wars
Um divertido mashup [*], este. Recriando cenas do Star Wars Episode I, A New Hope (1977) com a inserção de Christopher Eccleston, David Tennant e Matt Smithe, os três mais recentes actores ingleses a encarnar o papel do Time Lord por excelência na famosa série televisiva britânica Doctor Who (respectivamente representando o nono, décimo e décimo primeiro doutores). O resultado final, uma bem conseguida paródia aos originais, demonstra bem, para gáudio de geeks como eu, a perícia da equipa dirigida por Rick Kelvington.
[*] Neste caso concreto, termo que define um filme criado mediante a sobreposição e mistura de sons e/ou imagens de diversas origens, com o intuito de obter uma variação 'transformativa' dos conteúdos originais.
Brincando com a urina
O quê? Passei-me? Naah... Não, também não sou um badalhoco. Muito menos pretendo aqui recordar os belos tempos em que, qual modo de vida, nos dedicávamos a dar trabalho às nossas mães (sabem ao que me refiro).
Simplesmente acabo de ler na newsletter do Akihabara News que a Sega Corporation teve a brilhante ideia (?!) de associar o acto de aliviar a bexiga (a masculina, para já, e continuem a ler que vão perceber onde quero chegar) àquele outro acto não menos presente nas nossas vidas ociosas que é o jogar videojogos. "É claro que só podia ser uma ideia de japoneses...". Concordo. Aliás foi exactamente o que pensei (também).
Chama a isto a Sega de Toylets. E como funciona a coisa? (não *essa*... o sistema em si!). Nada mais simples. Mercê de um sensor de pressão estrategicamente colocado na superfície vertical do familiar objecto cerâmico usado para o acto (agora tornado ainda mais lúdico-relaxante que o habitual), será permitido ao esguixador não só dispensar telecomandos, nunchuks, wiimotes e quejandos, dando outra dimensão à palavra "instrumento", normalmente aplicada à... ao... "coiso"... como também poder controlar, com a pressão e movimento da sua urina, um de quatro mini-jogos ao dispôr num ecrã posicionado sobre o urinol. E considerando que isto será instalado em locais púb(l)icos, agora é que os voyeurs vão ter mais uma bela desculpa para espreitarem para o lado ("Pá, ganda jogada, pá!!").
Os jogos são quatro: Manneken Pis, Graffiti Eraser, The North Wind and Her (sic) e Milk From Nose (re-sic) e sobre eles poderão saber um pouco mais, clicando no botão do urinol aqui incluído.
Senhoras, já percebedes, agora, a razão da minha observação críptico-machista inicial?
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Tokyo restringe vendas de Manga e Anime "prejudiciais"
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| Imagem via 'The Finantial Times' |
De acordo com a notícia que recebi do Japan Probe, que por sua vez cita artigo do The Wall Street Journal, o Governo Metropolitano de Tokyo (Tokyo Metropolitan Assembly) aprovou esta quarta-feira uma lei com vista à restrição das vendas de Manga e Anime de conteúdo sexual "extremo".
Mas não se pense que em Tokyo, ou no Japão em geral, a venda irrestrita de banda desenhada de conteúdo explicitamente sexual e/ou violento era uma caótica e abjecta realidade condenável socialmente. Nada disso, uma vez que antes de esta lei passar já há limites (compreensíveis) à sua disponibilização e visibilidade junto dos adolescentes. Aquilo que agora se conseguiu foi estender o conceito de “pornografia” a zonas cada vez mais potencialmente difusas do manga ou do anime, querendo enquadrá-las num tipo de conteúdo que manifestamente não tinham. Uma censura, basicamente.
Mas isto não causa estranheza, se consideramos que foi o governador da capital nipónica, Shintaro Ishihara, um controverso político da extrema-direita (há quem o chame de “Le Pen japonês”), igualmente conhecido pela sua postura xenófoba, racista e homófoba, foi o principal instigador da lei agora passada naquele organismo. Sendo também um ultra-nacionalista, espanta (ou não, ou não) que assim tenha conseguido materializar o seu empenho no ataque a uma das indústrias culturais pelas quais o Japão mais é conhecido no mundo inteiro.
Como já li num comentário, esta não é uma lei anti-Pornografia (nada a opor, apesar de ser tema que me levaria mais longe do que agora pretendo com a referência a esta notícia), mas sim anti-Tudo-o-que-o-censor-pensa-que-é-prejudicial-às-crianças e muitos opositores — alguns professores universitários, incluídos — referem a natureza vaga e aberta a interpretações do seu texto. E “vago” e “interpretação” são conceitos pouco naturais para o comum dos mortais no Japão, que sempre foram educados a seguir e cumprir determinados padrões.
Há, contudo, que ressalvar que esta não é uma Lei nacional, mas sim uma aprovada no exclusivo âmbito da Tokyo metropolitana (o que, em si, já constitui um “universo”).
De fenómeno popular, passaremos ao oposto extremo do underground? Se assim for, suspeito que a sua fama se tornará ainda maior…
A mim sempre repugnou todo o tipo de restrição baseada em preconceitos que “alguém” decide defender “por mim”. Haja responsabilidade e bom senso e certas “leis” seriam perfeitamente dispensáveis. Caso contrário, o resultado está à vista: uma qualquer mente (não!) “iluminada” virá a decidir por mim o que devo, ou não, fazer/pensar/sentir.
Mais notícias sobre o tema podem ser seguidas nos links:
Zombies na auto-estrada(?)
Para aliviar o espírito, vamos ver neste vídeo outro tipo de sangessugas que não estas. Há partidas e partidas e esta, deixem-me que diga, não sei se controlaria um certo esfíncter com tanta eficácia. Isto é, se tivesse medo de zombies ou de vampiros...
Câmara Municipal de Lisboa: A-LE-LU-IA!!

Depois do meu post de ontem (e dos 4 anteriores...), é com agrado que aqui venho dar por encerrada — Oooohh... — (até à famigerada "próxima"), com este post aleluítico, a triste novela que foi assistir ao desprezo e lentidão na acção, quando necessária, votados pela CML aos cuidados mais elementares com a sanidade e limpeza da cidade que tem o dever de gerir, a contento e para bem dos cidadãos que a frequentam (ouff... que disque-urso... se juntar uma pitadinha de incompetência, panfletarismo, compadrio, egoísmo e chico-espertice, acho que já não me faltará tudo para me dedicar à política oficialmente estabelecida).
Poizé-boné: hoje de manhã, a zona ribeirinha do Cais do Sodré, junto à estação da CP, apresenta-se... [ta-ta] L-I-M-P-A e enxuta!!
Custou, mas foi, hein? OK, agora só basta rezar para que alguma catástrofe jamais nos atinja no futuro (além de termos outra vez o mesmo tipo de políticos, dos habituais partidos, a vencerem eleições autárquicas), pois se com uma "poçazita" levaram o tempo que levaram a corrigir/normalizar a situação, nem quero pensar se ocorrer outro terramoto de 1755.
Enfim, pelo menos até ao Fim-do-Mundo em 2012.
Bem hajam (sejam lá quem forem.)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Vergonha para ti, Câmara Municipal de Lisboa... (Parte V)
Apesar de não ter chovido nos últimos dias, a zona do Cais do Sodré que aqui tenho vindo a assinalar e de que dei à CML a devida nota, hoje cerca das 19:30h apresentava ainda mais água acumulada que de manhã, mas com a agravante de agora cheirar a esgoto (?!)...
Quando antes o espectáculo era meramente visual, evoluimos agora para um 2º sentido, o do Olfacto. Se tivermos de chegar ao do Paladar, espero ver alinhados os responsáveis camarários pelo perpetuar da situação, de copinho em riste para saborear o resultado da sua inércia!
Lisboa é, indiscutivelmente, uma grande metrópole europeia. Uma pena, ainda não ter chegado ao séc. XXI...
Quando antes o espectáculo era meramente visual, evoluimos agora para um 2º sentido, o do Olfacto. Se tivermos de chegar ao do Paladar, espero ver alinhados os responsáveis camarários pelo perpetuar da situação, de copinho em riste para saborear o resultado da sua inércia!
Lisboa é, indiscutivelmente, uma grande metrópole europeia. Uma pena, ainda não ter chegado ao séc. XXI...
O regresso do Crochet do Inferno
Quando se fala de crochet pensa-se em tudo menos em gore (não o Vidal, o gore-gore, mesmo; sim, aquele que mete muito sangue e tripas à mostra!). Associa-se-lo (hehehe) a provectas senhoras e a outras não tão provectas mas igualmente anacrónicos membros do sexo feminino, de óculos no nariz e fugidios olhares perscrutadores aos horizontes mais ou menos próximos enquanto se tricota (i.e..uma cota três vezes mais cota que as outras).
Isto é, pelo menos até ao dia em que nos cruzamos com o japonês conceito de Amigurumi [*]. Uma palavra sonoramente agradável, diria quase pueril, mesmo, que significa qualquer coisa como “boneco tricotado estofado” — se o estofado vos recordar demasiado o gastronómico estufado, leiam como “chumaçado”, “acolchoado”, “enchido” (gaaah… a língua portuguesa é uma treta quando toca a classificar certas coisas; knitted stuffed toy diz logo tudo. Adiante…)
Mas, graçazadeus, que a arte do Amigurumi não implica necessariamente os imediatos e óbvios bonecos de peluche tricotado (hey, gosto mais desta definição!) de ar angélico-infantil(izado). Ainda bem que tudo pode ser subvertido — adoro subversões… — e, se assim não fosse, não estaria para aqui a perder o meu tempo (que nem sequer chega a ser precioso, ou eu seria podre-de-rico) e a gastar as pontas dos dedos a bater no teclado este texto parlapatão.
Verdade: tenho o prazer de apresentar a artista californiana Shove Mink e o seu blog Croshame.com, onde nos brinda com as suas criações fantásticas (em mais de um sentido), de bonecos inspirados nas temáticas do Terror e da Fantasia. Só lhes faltam mesmo os proverbiais sangue-e-tripas, mas ela consegue dar-nos a ideia certa mesmo na sua ausência. Tim Burton: rói-te d’inveja!!
Passeiem pelas páginas, comentem, deleitem-se, difundam.
Eu não tricoto, mas adorava saber fazer bonecos assim. Além da arte com as agulhas há que, antes, ter a “arte” de conceber as figuras a criar. A Shove é mestra em ambas!
[*] Quem me vem lendo já percebeu que eu inicio quase sempre um texto com explicações bué convolutas, em vez de ir directo ao assunto. #NotAPerfectGuy [**]
[**] Nome fixe para um blog. Leram aqui primeiro, por isso…
Isto é, pelo menos até ao dia em que nos cruzamos com o japonês conceito de Amigurumi [*]. Uma palavra sonoramente agradável, diria quase pueril, mesmo, que significa qualquer coisa como “boneco tricotado estofado” — se o estofado vos recordar demasiado o gastronómico estufado, leiam como “chumaçado”, “acolchoado”, “enchido” (gaaah… a língua portuguesa é uma treta quando toca a classificar certas coisas; knitted stuffed toy diz logo tudo. Adiante…)
Mas, graçazadeus, que a arte do Amigurumi não implica necessariamente os imediatos e óbvios bonecos de peluche tricotado (hey, gosto mais desta definição!) de ar angélico-infantil(izado). Ainda bem que tudo pode ser subvertido — adoro subversões… — e, se assim não fosse, não estaria para aqui a perder o meu tempo (que nem sequer chega a ser precioso, ou eu seria podre-de-rico) e a gastar as pontas dos dedos a bater no teclado este texto parlapatão.
Verdade: tenho o prazer de apresentar a artista californiana Shove Mink e o seu blog Croshame.com, onde nos brinda com as suas criações fantásticas (em mais de um sentido), de bonecos inspirados nas temáticas do Terror e da Fantasia. Só lhes faltam mesmo os proverbiais sangue-e-tripas, mas ela consegue dar-nos a ideia certa mesmo na sua ausência. Tim Burton: rói-te d’inveja!!
Passeiem pelas páginas, comentem, deleitem-se, difundam.
Eu não tricoto, mas adorava saber fazer bonecos assim. Além da arte com as agulhas há que, antes, ter a “arte” de conceber as figuras a criar. A Shove é mestra em ambas!
[*] Quem me vem lendo já percebeu que eu inicio quase sempre um texto com explicações bué convolutas, em vez de ir directo ao assunto. #NotAPerfectGuy [**]
[**] Nome fixe para um blog. Leram aqui primeiro, por isso…
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Boas Festas recebidas da Lucasfilm
Recebi ontem este cartão de Boas Festas directamente do Stephen J. Sansweet (simplesmente Steve Sansweet para os amigos), director de Content Management e Fan Relations da Lucasfilm e o maior (em quantidade e qualidade) coleccionador mundial de merchandise Star Wars, e também autor de diversas obras de referência que são um absoluto must igualmente para coleccionador e fã da Saga de George Lucas.
Gosto da imagem, dupla de significado(s), de Darth Vader — em que de certa forma se desmancha a fama de vilão galáctico imperial — num fotograma retirado da famosa cena do Star Wars: Episode V, The Empire Strikes Back (1980), dirigido pelo recentemente falecido Irvin Kershner, na qual aquele revela a um estupefacto e enraivecido Luke Skywalker que "I am your father..." Lembro-me perfeitamente de, à época da estreia original, não ter ficado menos banzado com a afirmação; não me atirei foi de um poço abaixo....
Os cartões de Boas Festas da Lucasfilm já se tornaram famosos (há quem os coleccione e transaccione no eBay...) logo desde o primeiro ano em que foram distribuídos, em 1977, por destinatários seleccionados (e privilegiados), podendo aqui ver-se uma lista completa dos mesmos.
Este, o 33º, foi desenhado pelo artista Troy Alders e motivou um donativo ao Boys & Girls Clubs of America, entidade de apoio à juventude com o muito louvável objectivo declarado de "permitir a todos os jovens, especialmente aqueles que de nós mais precisam, o atingir do seu pleno potencial enquanto cidadãos produtivos, solidários e responsáveis". (uma ideia altruista que me causa arrepios, pela positiva)
Bless you Steve and Lucasfilm! Long live Star Wars.
MtFbwY, always
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