sábado, 18 de dezembro de 2010

Brincando com a urina


O quê? Passei-me? Naah... Não, também não sou um badalhoco. Muito menos pretendo aqui recordar os belos tempos em que, qual modo de vida, nos dedicávamos a dar trabalho às nossas mães (sabem ao que me refiro).

Simplesmente acabo de ler na newsletter do Akihabara News que a Sega Corporation teve a brilhante ideia (?!) de associar o acto de aliviar a bexiga (a masculina, para já, e continuem a ler que vão perceber onde quero chegar) àquele outro acto não menos presente nas nossas vidas ociosas que é o jogar videojogos. "É claro que só podia ser uma ideia de japoneses...". Concordo. Aliás foi exactamente o que pensei (também).

Chama a isto a Sega de Toylets. E como funciona a coisa? (não *essa*... o sistema em si!). Nada mais simples. Mercê de um sensor de pressão estrategicamente colocado na superfície vertical do familiar objecto cerâmico usado para o acto (agora tornado ainda mais lúdico-relaxante que o habitual), será permitido ao esguixador não só dispensar telecomandos, nunchuks, wiimotes e quejandos, dando outra dimensão à palavra "instrumento", normalmente aplicada à... ao... "coiso"... como também poder controlar, com a pressão e movimento da sua urina, um de quatro mini-jogos ao dispôr num ecrã posicionado sobre o urinol. E considerando que isto será instalado em locais púb(l)icos, agora é que os voyeurs vão ter mais uma bela desculpa para espreitarem para o lado ("Pá, ganda jogada, pá!!").

Os jogos são quatro: Manneken Pis, Graffiti Eraser, The North Wind and Her (sic) e Milk From Nose (re-sic) e sobre eles poderão saber um pouco mais, clicando no botão do urinol aqui incluído.

Senhoras, já percebedes, agora, a razão da minha observação críptico-machista inicial?




sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tokyo restringe vendas de Manga e Anime "prejudiciais"

Imagem via 'The Finantial Times'


De acordo com a notícia que recebi do Japan Probe, que por sua vez cita artigo do The Wall Street Journal, o Governo Metropolitano de Tokyo (Tokyo Metropolitan Assembly) aprovou esta quarta-feira uma lei com vista à restrição das vendas de Manga e Anime de conteúdo sexual "extremo".

Mas não se pense que em Tokyo, ou no Japão em geral, a venda irrestrita de banda desenhada de conteúdo explicitamente sexual e/ou violento era uma caótica e abjecta realidade condenável socialmente. Nada disso, uma vez que antes de esta lei passar já há limites (compreensíveis) à sua disponibilização e visibilidade junto dos adolescentes. Aquilo que agora se conseguiu foi estender o conceito de “pornografia” a zonas cada vez mais potencialmente difusas do manga ou do anime, querendo enquadrá-las num tipo de conteúdo que manifestamente não tinham. Uma censura, basicamente.

Mas isto não causa estranheza, se consideramos que foi o governador da capital nipónica, Shintaro Ishihara, um controverso político da extrema-direita (há quem o chame de “Le Pen japonês”), igualmente conhecido pela sua postura xenófoba, racista e homófoba, foi o principal instigador da lei agora passada naquele organismo. Sendo também um ultra-nacionalista, espanta (ou não, ou não) que assim tenha conseguido materializar o seu empenho no ataque a uma das indústrias culturais pelas quais o Japão mais é conhecido no mundo inteiro.

Como já li num comentário, esta não é uma lei anti-Pornografia (nada a opor, apesar de ser tema que me levaria mais longe do que agora pretendo com a referência a esta notícia), mas sim anti-Tudo-o-que-o-censor-pensa-que-é-prejudicial-às-crianças e muitos opositores — alguns professores universitários, incluídos — referem a natureza vaga e aberta a interpretações do seu texto. E “vago” e “interpretação” são conceitos pouco naturais para o comum dos mortais no Japão, que sempre foram educados a seguir e cumprir determinados padrões.

Há, contudo, que ressalvar que esta não é uma Lei nacional, mas sim uma aprovada no exclusivo âmbito da Tokyo metropolitana (o que, em si, já constitui um “universo”).

De fenómeno popular, passaremos ao oposto extremo do underground? Se assim for, suspeito que a sua fama se tornará ainda maior…

A mim sempre repugnou todo o tipo de restrição baseada em preconceitos que “alguém” decide defender “por mim”. Haja responsabilidade e bom senso e certas “leis” seriam perfeitamente dispensáveis. Caso contrário, o resultado está à vista: uma qualquer mente (não!) “iluminada” virá a decidir por mim o que devo, ou não, fazer/pensar/sentir.

Mais notícias sobre o tema podem ser seguidas nos links:

Zombies na auto-estrada(?)

Para aliviar o espírito, vamos ver neste vídeo outro tipo de sangessugas que não estas. Há partidas e partidas e esta, deixem-me que diga, não sei se controlaria um certo esfíncter com tanta eficácia. Isto é, se tivesse medo de zombies ou de vampiros...


Câmara Municipal de Lisboa: A-LE-LU-IA!!


Depois do meu post de ontem (e dos 4 anteriores...), é com agrado que aqui venho dar por encerrada — Oooohh... — (até à famigerada "próxima"), com este post aleluítico, a triste novela que foi assistir ao desprezo e lentidão na acção, quando necessária, votados pela CML aos cuidados mais elementares com a sanidade e limpeza da cidade que tem o dever de gerir, a contento e para bem dos cidadãos que a frequentam (ouff... que disque-urso... se juntar uma pitadinha de incompetência, panfletarismo, compadrio, egoísmo e chico-espertice, acho que já não me faltará tudo para me dedicar à política oficialmente estabelecida).

Poizé-boné: hoje de manhã, a zona ribeirinha do Cais do Sodré, junto à estação da CP, apresenta-se... [ta-ta] L-I-M-P-A e enxuta!!

Custou, mas foi, hein? OK, agora só basta rezar para que alguma catástrofe jamais nos atinja no futuro (além de termos outra vez o mesmo tipo de políticos, dos habituais partidos, a vencerem eleições autárquicas), pois se com uma "poçazita" levaram o tempo que levaram a corrigir/normalizar a situação, nem quero pensar se ocorrer outro terramoto de 1755.
Enfim, pelo menos até ao Fim-do-Mundo em 2012.

Bem hajam (sejam lá quem forem.)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Vergonha para ti, Câmara Municipal de Lisboa... (Parte V)

Apesar de não ter chovido nos últimos dias, a zona do Cais do Sodré que aqui tenho vindo a assinalar e de que dei à CML a devida nota, hoje cerca das 19:30h apresentava ainda mais água acumulada que de manhã, mas com a agravante de agora cheirar a esgoto (?!)...

Quando antes o espectáculo era meramente visual, evoluimos agora para um 2º sentido, o do Olfacto. Se tivermos de chegar ao do Paladar, espero ver alinhados os responsáveis camarários pelo perpetuar da situação, de copinho em riste para saborear o resultado da sua inércia!

Lisboa é, indiscutivelmente, uma grande metrópole europeia. Uma pena, ainda não ter chegado ao séc. XXI...

Sem comentários...

O regresso do Crochet do Inferno

Quando se fala de crochet pensa-se em tudo menos em gore (não o Vidal, o gore-gore, mesmo; sim, aquele que mete muito sangue e tripas à mostra!). Associa-se-lo (hehehe) a provectas senhoras e a outras não tão provectas mas igualmente anacrónicos membros do sexo feminino, de óculos no nariz e fugidios olhares perscrutadores aos horizontes mais ou menos próximos enquanto se tricota (i.e..uma cota três vezes mais cota que as outras).

Isto é, pelo menos até ao dia em que nos cruzamos com o japonês conceito de Amigurumi [*]. Uma palavra sonoramente agradável, diria quase pueril, mesmo, que significa qualquer coisa como “boneco tricotado estofado” — se o estofado vos recordar demasiado o gastronómico estufado, leiam como “chumaçado”, “acolchoado”, “enchido” (gaaah… a língua portuguesa é uma treta quando toca a classificar certas coisas; knitted stuffed toy diz logo tudo. Adiante…)

Mas, graçazadeus, que a arte do Amigurumi não implica necessariamente os imediatos e óbvios bonecos de peluche tricotado (hey, gosto mais desta definição!) de ar angélico-infantil(izado). Ainda bem que tudo pode ser subvertido — adoro subversões… — e, se assim não fosse, não estaria para aqui a perder o meu tempo (que nem sequer chega a ser precioso, ou eu seria podre-de-rico) e a gastar as pontas dos dedos a bater no teclado este texto parlapatão.


Verdade: tenho o prazer de apresentar a artista californiana Shove Mink e o seu blog Croshame.com, onde nos brinda com as suas criações fantásticas (em mais de um sentido), de bonecos inspirados nas temáticas do Terror e da Fantasia. Só lhes faltam mesmo os proverbiais sangue-e-tripas, mas ela consegue dar-nos a ideia certa mesmo na sua ausência. Tim Burton: rói-te d’inveja!!

Passeiem pelas páginas, comentem, deleitem-se, difundam.

Eu não tricoto, mas adorava saber fazer bonecos assim. Além da arte com as agulhas há que, antes, ter a “arte” de conceber as figuras a criar. A Shove é mestra em ambas!


[*] Quem me vem lendo já percebeu que eu inicio quase sempre um texto com explicações bué convolutas, em vez de ir directo ao assunto. #NotAPerfectGuy [**]
[**] Nome fixe para um blog. Leram aqui primeiro, por isso…

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Boas Festas recebidas da Lucasfilm


Recebi ontem este cartão de Boas Festas directamente do Stephen J. Sansweet (simplesmente Steve Sansweet para os amigos), director de Content Management e Fan Relations da Lucasfilm e o maior (em quantidade e qualidade) coleccionador mundial de merchandise Star Wars, e também autor de diversas obras de referência que são um absoluto must igualmente para coleccionador e fã da Saga de George Lucas.

Gosto da imagem, dupla de significado(s), de Darth Vader — em que de certa forma se desmancha a fama de vilão galáctico imperial — num fotograma retirado da famosa cena do Star Wars: Episode V, The Empire Strikes Back (1980), dirigido pelo recentemente falecido Irvin Kershner, na qual aquele revela a um estupefacto e enraivecido Luke Skywalker que "I am your father..." Lembro-me perfeitamente de, à época da estreia original, não ter ficado menos banzado com a afirmação; não me atirei foi de um poço abaixo....

Os cartões de Boas Festas da Lucasfilm já se tornaram famosos (há quem os coleccione e transaccione no eBay...) logo desde o primeiro ano em que foram distribuídos, em 1977, por destinatários seleccionados (e privilegiados), podendo aqui ver-se uma lista completa dos mesmos.

Este, o 33º, foi desenhado pelo artista Troy Alders e motivou um donativo ao Boys & Girls Clubs of America, entidade de apoio à juventude com o muito louvável objectivo declarado de "permitir a todos os jovens, especialmente aqueles que de nós mais precisam, o atingir do seu pleno potencial enquanto cidadãos produtivos, solidários e responsáveis". (uma ideia altruista que me causa arrepios, pela positiva)

Bless you Steve and Lucasfilm! Long live Star Wars.
MtFbwY, always

A "Pessoa do Ano" (segundo a TIME)



Notícia de última hora da CNN:

Facebook founder Mark Zuckerberg has been named TIME magazine's Person of the Year.

Mark Zuckerberg, fundador do facebook, foi eleito e com honras de figura de capa da TIME Magazine (noticia original ao clicar da foto):

Kraftwerk, "Schaufensterpuppen" (1977)

A propósito de Moda, manequins et al...



Alfaiataria fina...


O Alfaiate Lisboeta é um blog onde são mostradas pessoas que, pela estética visual (indumentária eminentemente urbana), são dignas de registo fotográfico. Não sei se propositadamente, a verdade é que o autor das fotografias nunca é identificado; fico sem saber se é o próprio autor, ou se recorre a imagens de outrem.

A ideia de destacar estas situações em que o design de Moda impera não é original. Posso estar enganado, mas a primeira pessoa a quem ocorreu fazê-lo foi Scott Schumann, que é quem igualmente capta as belas fotos vistas no seu nova-iorquino The Sartorialist, http://thesartorialist.blogspot.com/. Atingiu, merecidamente, tal fama que já gerou um livro. Para mim, é mais honesto que a versão alfacinha. E explico porquê.

Entre nós, o Alfaiate Lisboeta tem presença diária no jornal Metro, onde é feito o destaque, também visual, dos seus posts sobre a “fashion” supostamente anónima, em poses pretensa e casualmente avistadas na capital.

Aquilo que nunca percebi (bem) é a associação do topónimo “lisboeta”, enganador, se considerarmos que a muitas das fotos definitivamente *não* foi captada a) em Lisboa, nem b) retrata cidadãos lisboetas (ou portugueses, tout court, vá). Começou assim, mas hoje em dia tal já não é verdade.

E, das duas três, ou os lisboetas/portugueses não são suficientemente “In”, ou “giraços”, ou “peculiares”, ou “bem” o suficiente para serem retratados no blog, ou então o nome que lhe é dado não passa de tentativa mais ou menos descarada (não digo que seja o seu objectivo) de disfarçar uma realidade nossa que, infelizmente, não é a de “lá-de-fora”, onde qualquer cidadão médio se revela mais elegante que o parolo mais bimbo de Portugal, lisboeta ou não…

Ou será que este alfaiate lisboeta quer é mostrar(-nos) como devíamos trajar? Como ele gostaria que trajássemos, todos fashion e BCBG (bon chic bon genre)?

Mas, prestem bem atenção, vê-se que algumas das fotos foram de facto captadas em… Portugal (vá), mas, que se me desculpe a frontalidade, aquelas pessoas (infelizmente, digo eu) não representam o lisboeta. Infelizmente, repito. São fauna de outras paragens e que só se destaca exactamente para mostrar que é diferente mas de uma forma ostensiva. A mim, desculpem-me de novo, não os vislumbro como genuínos.

São Schaufensterpuppen [*] ("Showroom Dummies" na versão cantada em inglês), como cantaria o Ralf Hütter no tema homónimo que compôs nos Kraftwerk (banda do meu coração, admito) inserido no álbum “Trans Europa Express” de 1977. São efectivamente bonecos, só que de carne-e-osso.

[*] Manequins-de-montra

Os jantares "de Natal" empresariais

Disseram-me hoje as más-línguas que o jantar empresarial de Natal que ontem teve lugar num conhecido restaurante lisboeta, foi um fiasco. (contem-me novidades...)

Fiasco, no que toca às áreas da estrutura em que estou integrado — são 3 com 39 pessoas — pois que apenas 7 deles marcaram presença. Fiquei contente, pela "mensagem" passada a um dos "directores" júniores (onde trabalho qualquer gato-pingado é eleito "director" desde que devidamente acolchoado por iguais incompetentes que o precedem verticalmente na estrutura organizacional, que aqui as hierarquias são apenas funcionais, não de competência). Só casualmente não é de nacionalidade portuguesa e é quem mais tem contribuído para o mau estar no seio das ("suas") equipas.

Uma prenda de Natal inteiramente merecida! =D

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

In a week...


De amanhã a uma semana irei ser submetido à minha primeira intervenção cirúrgica. Nothing much, mas tem de ser. Gosto de começar pelas bases. Se correr bem e eu tiver gostado da experiência, a seguir faço uma deslocação do coração do lado esquerdo do tórax mais para o centro. Assim à esquerda como está, não só é inestético como politicamente pouco condizente com a minha postura cívica.

Quer sobreviva, ou não, hei-de cá voltar. =p

Postcrossing: viajar por meio de postais

Não me pagam para fazer propaganda a outros blogs mas deste apetece-me agora falar. Por sinal, é sobre um passatempo que também me agrada e que sigo com regularidade.

Não irei tecer considerações estético-informativas sobre ele e/ou o seu autor. Já agora, o endereço é este: http://postaismeus.blogspot.com/

Se alguém ainda se perguntar "Mas o que é isso do Postcrossing?" — uma boa pergunta, aliás — felizmente que o seu responsável se lembrou de o esclarecer neste post.

Happy Postcrossing!

Ass. O Bipolar


Postcards Exchange

Os almoços/jantares "de Natal"


Quem trabalha nalguma empresa já foi, certamente, convidado a participar destes jantares ou almoços "próprios" da época festiva de Dezembro. Refiro-me aqui, portanto, aos jantares entre colegas/colaboradores e não aos repastos em família (peculiaridades dos quais também me dariam pano para mangas escritas, demasiado compridas para a minha vontade actual).

Naqueles, os organizados pela Direcção em si, de uma informalidade fingida, normalmente recuso-me a participar (que me recorde, mesmo, apenas estive num e jurei que nunca mais). Porque são sempre uma altura em que cada qual (homem ou mulher) parece(m) — ainda mais… — empenhado(s) na sua própria versão duma feira de vaidades, especialmente se também neles participarem directores — e quanto mais "elevados" na estrutura, melhor; erm, pior…


Por tudo isto, nunca disse que não aos outros, os almoços ou jantares, estes sim, genuinamente informais, entre colegas que apenas pretendem de facto passar uns momentos de descontracção sob o pretexto de se celebrar o Natal. E hoje é exactamente o dia em que (coincidências…) terão lugar na minha empresa um almoço (informal) e um jantar (o das caganeirices dispensáveis, a pretexto de uma celebração natalícia).

À hora a que escrevo isto já não faltará muito para arredarmos daqui, entrando em modo *Reminiscência*, que nos levará a recordar velhos tempos, roer na(s) casaca(s) de alguns chefes (o costume...), recordar algumas das nossas peripécias profissionais (ah, se eu contasse aqui metade delas…) e comer sem ter o nutricionista a olhar-nos por sobre o ombro.

Feliz Natal!