Google's Way IS The Highway - Internet giant Google now has self-driving cars and is lobbying Nevada to create laws that would allow the autonomous vehicles to be used on public roads. Great. Google knows everything about you and wants to drive your car. In a couple of years, we'll be living in Minority Report.
Viajo muito e ininterruptamente. Dentro de mim, principalmente (para mal dos meus pecados).
Aviso à navegação: é de esperar muita turbulência. Apertem os cintos.
IMPORTANTE: Não se devolvem bilhetes.
Mostrar mensagens com a etiqueta Urbanas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Urbanas. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 17 de maio de 2011
Dá que pensar... Vivendo num Minority Report?
Retirado do artigo do GeekChicDaily.com:
Google's Way IS The Highway - Internet giant Google now has self-driving cars and is lobbying Nevada to create laws that would allow the autonomous vehicles to be used on public roads. Great. Google knows everything about you and wants to drive your car. In a couple of years, we'll be living in Minority Report.
Google's Way IS The Highway - Internet giant Google now has self-driving cars and is lobbying Nevada to create laws that would allow the autonomous vehicles to be used on public roads. Great. Google knows everything about you and wants to drive your car. In a couple of years, we'll be living in Minority Report.
Viagens:
Automobilísticas,
Conspirativas,
Diabólicas,
Empresariais,
Futuristas,
Importantes,
Informativas,
Inovadoras,
Motorizadas,
Noticiosas,
Poéticas,
Revolucionárias,
Sociais,
Tecnológicas,
Urbanas
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Dia Mundial do Livro: LER nos jardins de Lisboa e Porto
O Dia Mundial do Livro festeja-se no próximo dia 23 deste mês. E que tal entrar condignamente no espírito deste dia se não celebrando-o com a ajuda da campanha que a revista LER vai lançar nesse dia, nas cidades de Lisboa e Porto. Espalhados em alguns parques e jardins, indiscriminadamente, irão estar alguns exemplares da sua revista bem como de alguns livros. Os primeiros a chegar (e a descobri-los...) servem-se. Basicamenmte será assim (cito a página da revista):
Para assinalar o Dia Mundial do Livro (23 de Abril), várias edições da LER (e um ou outro livro) serão espalhados pelos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, da Estrela e de São Pedro de Alcântara (Lisboa); e também em Serralves, no Palácio de Cristal e no Jardim do Passeio Alegre (Porto). Nós deixamos as revistas (e um ou outro livro). Em troca, só pedimos que os leitores nos enviem um e-mail (ler@circuloleitores.pt) a contar a descoberta.
Em dia no qual grande parte dos nossos conterrâneos irá ter tolerância de ponto devido ao período de celebração pascal, ficando com a tarde desta quinta feira livre, nada melhor para começar um mini-período de férias que rumar a um destes belos espaços verdes em ambas as cidades e "caçar" literatura para os dias de ócio que se seguirão. Esperemos apenas que não chova. Muito...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Arte Urbana ou disfarçe camarário?
Está pelos vistos a tornar-se “moda” urbana, pelo menos em Lisboa. Já aqui falei do assunto das fachadas de prédios devolutos (ou a necessitarem de urgente intervenção estrutural, para não dizer renovação estética) que passaram a ser decorados com intervenções de artistas plásticos, em jeito de "OK, vamos fazer aqui uma intervenção artística e ao mesmo tempo disfarçar que esta cena está há anos sem que alguém lhe preste atenção".
Além dos dois casos que já aqui referi (e o de OSGEMEOS foi pioneiro neste tipo de intervenção) há um par de dias constatei que também no topo da Avenida da Liberdade, à esquerda de quem se dirige à Praça do Marquês de Pombal (não tenho ainda fotos), mais uma fachada foi submetida a este tratamento.
Não questiono (mas, sim, este texto tem o intuito de questionar, ou não o teria escrito de todo) a decisão de os pintar. Questiono sim (aliás, suspeito), é que estas medidas camarárias servem para mascarar, ao abrigo do projecto Pampero Public Art 2010 e em mais do que um sentido, a costumeira incúria a que a Câmara Municipal de Lisboa vota ao seu património urbano. A menos que os ditos edifícios lhe não pertençam, caso em que os respectivos proprietários deveriam ser responsabilizados pelo estado a que deixaram chegar os seus bens imóveis.
A justificar as minhas suspeitas, por exemplo, o edifício da Avenida Fontes Pereira de Melo pintado (e muito bem) pel’OSGEMEOS, estava há muitos anos devoluto e a necessitar de obras (ainda e cada vez mais), tendo estado coberto com uma tela colorida, entretanto desbotada até mais não, e que ironicamente enumerava as intervenções camarárias, compulsivas ou de sua iniciativa, já executadas. Agora, pintado “de fresco”, a coisa disfarçou-se e poupou seguramente à C.M.L., através da sua Galeria de Arte Urbana (GAU), alguns milhões de €uros — apesar de considerar que o trabalho do par de graffiters brasileiros não deva ter sido propriamente executado graciosamente. "Enquanto não cair tudo em cima dos transeuntes, estamos bem", pensará a C.M.L.?.
Três edifícios já “tratados”. Até quando e quantos mais se lhes seguirão, sob o pretexto da "Arte Efémera" ou "Street Art"?
Viv’Arte!
Além dos dois casos que já aqui referi (e o de OSGEMEOS foi pioneiro neste tipo de intervenção) há um par de dias constatei que também no topo da Avenida da Liberdade, à esquerda de quem se dirige à Praça do Marquês de Pombal (não tenho ainda fotos), mais uma fachada foi submetida a este tratamento.
Não questiono (mas, sim, este texto tem o intuito de questionar, ou não o teria escrito de todo) a decisão de os pintar. Questiono sim (aliás, suspeito), é que estas medidas camarárias servem para mascarar, ao abrigo do projecto Pampero Public Art 2010 e em mais do que um sentido, a costumeira incúria a que a Câmara Municipal de Lisboa vota ao seu património urbano. A menos que os ditos edifícios lhe não pertençam, caso em que os respectivos proprietários deveriam ser responsabilizados pelo estado a que deixaram chegar os seus bens imóveis.
A justificar as minhas suspeitas, por exemplo, o edifício da Avenida Fontes Pereira de Melo pintado (e muito bem) pel’OSGEMEOS, estava há muitos anos devoluto e a necessitar de obras (ainda e cada vez mais), tendo estado coberto com uma tela colorida, entretanto desbotada até mais não, e que ironicamente enumerava as intervenções camarárias, compulsivas ou de sua iniciativa, já executadas. Agora, pintado “de fresco”, a coisa disfarçou-se e poupou seguramente à C.M.L., através da sua Galeria de Arte Urbana (GAU), alguns milhões de €uros — apesar de considerar que o trabalho do par de graffiters brasileiros não deva ter sido propriamente executado graciosamente. "Enquanto não cair tudo em cima dos transeuntes, estamos bem", pensará a C.M.L.?.
Três edifícios já “tratados”. Até quando e quantos mais se lhes seguirão, sob o pretexto da "Arte Efémera" ou "Street Art"?
Viv’Arte!
Florence Welch: Letter from LA
"Florence: Letter from LA" é um curto filme no qual a câmara de Tabitha Denholm acompanha a face principal dos Florence and the Machine, que pudemos ver mais recentemente no concerto do Optimus Alive 2010. A reprodução que aqui deixo foi publicada a 21 de Dezembro último no Nova-iorquino (New Yorker soava-me melhor...) Nowness e leva-nos a acompanhar alguns dos momentos de um dia da Flo em tournée norte-americana no Outono do ano passado. De acordo com a informação do Nowness, esta nova curta da Tabitha constitui a primeira de três partes de uma série colectivamente intitulada Letters From America, que também segue a Florence até New Orleans e New York.
Bonita fotografia, e bela música, com uma das mulheres artistas do meu coração.
Florence Welch: Letter from LA no Nowness.com.
Bonita fotografia, e bela música, com uma das mulheres artistas do meu coração.
Florence Welch: Letter from LA no Nowness.com.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Lisboa com Arte
Mas nem tudo é triste, nesta capital do reino (enfim, ao menos deixem o D. Duarte sonhar um bocadinho, que é Natal. Que provavelmente nem escolheria Lisboa para tal função, mas isso é pano para outras mangas...)
É com agrado que vejo fachadas de edifícios devolutos, logo em zonas nobres da cidade, serem decoradas, não por riscos absurdos e vandálicos (que muito boa gente confunde com a arte do Graffiti), mas por obras de verdadeiros artistas. Serão efémeras, as pinturas, mas sem dúvida que dão outra dinâmica à superfície degradada das fachadas. Mesmo considerando que o tema me recorda algo de lovecraftiano. Mas isso...Não é defeito.
Na passada semana assisti à "decoração" (transformação?) de um edifício na esquina da Praça Duque de Saldanha e a Avenida Casal Ribeiro. Desconheço o, ou os, autor(es), e nem sequer sei se se tratou de intervenção dos irmãos brasileiros Os Gémeos, que já este ano decoraram outro edifício da Avenida Fontes Pereira de Melo, não muito longe do local que agora assinalo, altura em que também foram objecto de uma exposição no CCB, Museu Colecção Berardo (entre Maio e Setembro).
As fotos são o que são e o meu espertomóvel não faz melhor do que isto. Mas dá para se ter "uma ideia".
É com agrado que vejo fachadas de edifícios devolutos, logo em zonas nobres da cidade, serem decoradas, não por riscos absurdos e vandálicos (que muito boa gente confunde com a arte do Graffiti), mas por obras de verdadeiros artistas. Serão efémeras, as pinturas, mas sem dúvida que dão outra dinâmica à superfície degradada das fachadas. Mesmo considerando que o tema me recorda algo de lovecraftiano. Mas isso...Não é defeito.
Na passada semana assisti à "decoração" (transformação?) de um edifício na esquina da Praça Duque de Saldanha e a Avenida Casal Ribeiro. Desconheço o, ou os, autor(es), e nem sequer sei se se tratou de intervenção dos irmãos brasileiros Os Gémeos, que já este ano decoraram outro edifício da Avenida Fontes Pereira de Melo, não muito longe do local que agora assinalo, altura em que também foram objecto de uma exposição no CCB, Museu Colecção Berardo (entre Maio e Setembro).
As fotos são o que são e o meu espertomóvel não faz melhor do que isto. Mas dá para se ter "uma ideia".
Oh Não... O Regresso Da Poça D'Água
Ora poça! (expressão e substantivo)
Não é que, devido à muita chuva que caiu esta noite, regressou o lago artificial do Cais do Sodré?? E está visto que a Câmara Municipal de Lisboa, depois de ter levado aquelas semanas todas a resolver a situação anterior, tratou — na eficácia e antevisão que (não!) lhe são reconhecidas — de resolver o assunto "a fundo", por forma a que (não) acontecesse de novo, com uma simples chuvada...
Afinal o Inverno começa hoje (acho que foram apanhados de surpresa com esta...) Será que a CML vai exigir ao São Pedro um Livro de Reclamações, a protestar, por intermédio dos cidadãos, com o atrevimento celeste em repetir situações de todo inesperadas e indesejáveis?
Pois claro! Que necessidade têm os transeuntes de saber que a câmara da capital não-sabe-limpar-eficaz-e-duradouramente-um-simples-d'um-raio-d'um-orifício-numa-rua? Ainda por cima um cuja existência é suposto contribuir para a drenagem da via pública onde se insere??
Ou (será?) estará a CML a estudar através deste protótipo os efeitos da deslocação do cais (não do Sodré) que serve a Transtejo e que se encontra não muito distante deste local? Vai-se a ver, e "eles", os camarários, até virão a revelar antecipação e aposta no futuro.
Não é que, devido à muita chuva que caiu esta noite, regressou o lago artificial do Cais do Sodré?? E está visto que a Câmara Municipal de Lisboa, depois de ter levado aquelas semanas todas a resolver a situação anterior, tratou — na eficácia e antevisão que (não!) lhe são reconhecidas — de resolver o assunto "a fundo", por forma a que (não) acontecesse de novo, com uma simples chuvada...
Afinal o Inverno começa hoje (acho que foram apanhados de surpresa com esta...) Será que a CML vai exigir ao São Pedro um Livro de Reclamações, a protestar, por intermédio dos cidadãos, com o atrevimento celeste em repetir situações de todo inesperadas e indesejáveis?
Pois claro! Que necessidade têm os transeuntes de saber que a câmara da capital não-sabe-limpar-eficaz-e-duradouramente-um-simples-d'um-raio-d'um-orifício-numa-rua? Ainda por cima um cuja existência é suposto contribuir para a drenagem da via pública onde se insere??
Ou (será?) estará a CML a estudar através deste protótipo os efeitos da deslocação do cais (não do Sodré) que serve a Transtejo e que se encontra não muito distante deste local? Vai-se a ver, e "eles", os camarários, até virão a revelar antecipação e aposta no futuro.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Tokyo restringe vendas de Manga e Anime "prejudiciais"
![]() |
| Imagem via 'The Finantial Times' |
De acordo com a notícia que recebi do Japan Probe, que por sua vez cita artigo do The Wall Street Journal, o Governo Metropolitano de Tokyo (Tokyo Metropolitan Assembly) aprovou esta quarta-feira uma lei com vista à restrição das vendas de Manga e Anime de conteúdo sexual "extremo".
Mas não se pense que em Tokyo, ou no Japão em geral, a venda irrestrita de banda desenhada de conteúdo explicitamente sexual e/ou violento era uma caótica e abjecta realidade condenável socialmente. Nada disso, uma vez que antes de esta lei passar já há limites (compreensíveis) à sua disponibilização e visibilidade junto dos adolescentes. Aquilo que agora se conseguiu foi estender o conceito de “pornografia” a zonas cada vez mais potencialmente difusas do manga ou do anime, querendo enquadrá-las num tipo de conteúdo que manifestamente não tinham. Uma censura, basicamente.
Mas isto não causa estranheza, se consideramos que foi o governador da capital nipónica, Shintaro Ishihara, um controverso político da extrema-direita (há quem o chame de “Le Pen japonês”), igualmente conhecido pela sua postura xenófoba, racista e homófoba, foi o principal instigador da lei agora passada naquele organismo. Sendo também um ultra-nacionalista, espanta (ou não, ou não) que assim tenha conseguido materializar o seu empenho no ataque a uma das indústrias culturais pelas quais o Japão mais é conhecido no mundo inteiro.
Como já li num comentário, esta não é uma lei anti-Pornografia (nada a opor, apesar de ser tema que me levaria mais longe do que agora pretendo com a referência a esta notícia), mas sim anti-Tudo-o-que-o-censor-pensa-que-é-prejudicial-às-crianças e muitos opositores — alguns professores universitários, incluídos — referem a natureza vaga e aberta a interpretações do seu texto. E “vago” e “interpretação” são conceitos pouco naturais para o comum dos mortais no Japão, que sempre foram educados a seguir e cumprir determinados padrões.
Há, contudo, que ressalvar que esta não é uma Lei nacional, mas sim uma aprovada no exclusivo âmbito da Tokyo metropolitana (o que, em si, já constitui um “universo”).
De fenómeno popular, passaremos ao oposto extremo do underground? Se assim for, suspeito que a sua fama se tornará ainda maior…
A mim sempre repugnou todo o tipo de restrição baseada em preconceitos que “alguém” decide defender “por mim”. Haja responsabilidade e bom senso e certas “leis” seriam perfeitamente dispensáveis. Caso contrário, o resultado está à vista: uma qualquer mente (não!) “iluminada” virá a decidir por mim o que devo, ou não, fazer/pensar/sentir.
Mais notícias sobre o tema podem ser seguidas nos links:
Câmara Municipal de Lisboa: A-LE-LU-IA!!

Depois do meu post de ontem (e dos 4 anteriores...), é com agrado que aqui venho dar por encerrada — Oooohh... — (até à famigerada "próxima"), com este post aleluítico, a triste novela que foi assistir ao desprezo e lentidão na acção, quando necessária, votados pela CML aos cuidados mais elementares com a sanidade e limpeza da cidade que tem o dever de gerir, a contento e para bem dos cidadãos que a frequentam (ouff... que disque-urso... se juntar uma pitadinha de incompetência, panfletarismo, compadrio, egoísmo e chico-espertice, acho que já não me faltará tudo para me dedicar à política oficialmente estabelecida).
Poizé-boné: hoje de manhã, a zona ribeirinha do Cais do Sodré, junto à estação da CP, apresenta-se... [ta-ta] L-I-M-P-A e enxuta!!
Custou, mas foi, hein? OK, agora só basta rezar para que alguma catástrofe jamais nos atinja no futuro (além de termos outra vez o mesmo tipo de políticos, dos habituais partidos, a vencerem eleições autárquicas), pois se com uma "poçazita" levaram o tempo que levaram a corrigir/normalizar a situação, nem quero pensar se ocorrer outro terramoto de 1755.
Enfim, pelo menos até ao Fim-do-Mundo em 2012.
Bem hajam (sejam lá quem forem.)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Vergonha para ti, Câmara Municipal de Lisboa... (Parte V)
Apesar de não ter chovido nos últimos dias, a zona do Cais do Sodré que aqui tenho vindo a assinalar e de que dei à CML a devida nota, hoje cerca das 19:30h apresentava ainda mais água acumulada que de manhã, mas com a agravante de agora cheirar a esgoto (?!)...
Quando antes o espectáculo era meramente visual, evoluimos agora para um 2º sentido, o do Olfacto. Se tivermos de chegar ao do Paladar, espero ver alinhados os responsáveis camarários pelo perpetuar da situação, de copinho em riste para saborear o resultado da sua inércia!
Lisboa é, indiscutivelmente, uma grande metrópole europeia. Uma pena, ainda não ter chegado ao séc. XXI...
Quando antes o espectáculo era meramente visual, evoluimos agora para um 2º sentido, o do Olfacto. Se tivermos de chegar ao do Paladar, espero ver alinhados os responsáveis camarários pelo perpetuar da situação, de copinho em riste para saborear o resultado da sua inércia!
Lisboa é, indiscutivelmente, uma grande metrópole europeia. Uma pena, ainda não ter chegado ao séc. XXI...
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Alfaiataria fina...

O Alfaiate Lisboeta é um blog onde são mostradas pessoas que, pela estética visual (indumentária eminentemente urbana), são dignas de registo fotográfico. Não sei se propositadamente, a verdade é que o autor das fotografias nunca é identificado; fico sem saber se é o próprio autor, ou se recorre a imagens de outrem.
A ideia de destacar estas situações em que o design de Moda impera não é original. Posso estar enganado, mas a primeira pessoa a quem ocorreu fazê-lo foi Scott Schumann, que é quem igualmente capta as belas fotos vistas no seu nova-iorquino The Sartorialist, http://thesartorialist.blogspot.com/. Atingiu, merecidamente, tal fama que já gerou um livro. Para mim, é mais honesto que a versão alfacinha. E explico porquê.
Entre nós, o Alfaiate Lisboeta tem presença diária no jornal Metro, onde é feito o destaque, também visual, dos seus posts sobre a “fashion” supostamente anónima, em poses pretensa e casualmente avistadas na capital.
Aquilo que nunca percebi (bem) é a associação do topónimo “lisboeta”, enganador, se considerarmos que a muitas das fotos definitivamente *não* foi captada a) em Lisboa, nem b) retrata cidadãos lisboetas (ou portugueses, tout court, vá). Começou assim, mas hoje em dia tal já não é verdade.
E, das duas três, ou os lisboetas/portugueses não são suficientemente “In”, ou “giraços”, ou “peculiares”, ou “bem” o suficiente para serem retratados no blog, ou então o nome que lhe é dado não passa de tentativa mais ou menos descarada (não digo que seja o seu objectivo) de disfarçar uma realidade nossa que, infelizmente, não é a de “lá-de-fora”, onde qualquer cidadão médio se revela mais elegante que o parolo mais bimbo de Portugal, lisboeta ou não…
Ou será que este alfaiate lisboeta quer é mostrar(-nos) como devíamos trajar? Como ele gostaria que trajássemos, todos fashion e BCBG (bon chic bon genre)?
Mas, prestem bem atenção, vê-se que algumas das fotos foram de facto captadas em… Portugal (vá), mas, que se me desculpe a frontalidade, aquelas pessoas (infelizmente, digo eu) não representam o lisboeta. Infelizmente, repito. São fauna de outras paragens e que só se destaca exactamente para mostrar que é diferente mas de uma forma ostensiva. A mim, desculpem-me de novo, não os vislumbro como genuínos.
São Schaufensterpuppen [*] ("Showroom Dummies" na versão cantada em inglês), como cantaria o Ralf Hütter no tema homónimo que compôs nos Kraftwerk (banda do meu coração, admito) inserido no álbum “Trans Europa Express” de 1977. São efectivamente bonecos, só que de carne-e-osso.
[*] Manequins-de-montra
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Vergonha para ti, Câmara Municipal de Lisboa... (Parte IV)
Um postzinho, assim rápido e ambulante, apenas para dar conta de acabar de ter visto há instantes, ao entrar na estação da CP de Cais do Sodré, um indivíduo de sexo masculino empunhando um arame de grandes dimensões (será um funcionário camarário à paisana? Mistério...), a tentar desentupir a sarjeta de que aqui tenho falado.
Será, tal como eu, mais um cidadão indignado com a inércia da CML e com menos meios informáticos ao seu dispor, que tenha decidido pôr mãos à obra ele mesmo? Veremos amanhã se o seu esforço foi frutífero ou não.
Será, tal como eu, mais um cidadão indignado com a inércia da CML e com menos meios informáticos ao seu dispor, que tenha decidido pôr mãos à obra ele mesmo? Veremos amanhã se o seu esforço foi frutífero ou não.
Let's Visit Tokyo...
... sem tirar o rabinho da cadeira e em HD!
O Akihabara News é um dos sites sobre o Japão que frequentemente visito (aconselho, por ser mais fácil, que se assinem as respectivas actualizações via e-mail, a fim de não se perder pitada).
Semanalmente, um dos conteúdos que mais me agrada seguir é precisamente este das "visitas a Tokyo". Inteiramente captados por uma máquina fotográfica digital (cuja marca, por não gostar dela aqui não revelarei; infelizmente, não é uma Nikon ;) ), trata-se de vídeos em alta-definição, com duração média de uns 10 minutos, num ficheiro de cerca de 500 MB — uma pechincha informática, atendendo a que os bilhetes de avião para o Japão custam os olhos-da-cara...
Sempre bem enquadrados, estas pequenas miradas não são submetidas a qualquer efeito aplicado em "pós-produção" e espelham aquilo que a lente capta, directamente e sem subterfúgios. Idem para o som, que permite testemunhar o ambiente à altura da tomada de imagens.
Esta semana, visita-se Tachiaigawa, uma aldeia agregada a Tokyo, situada num dos 23 bairros da cidade (mais exactamente em Shinagawa) mas que se torna especial porque, conforme o texto refere, "ter uma espécie de aldeia psicatória na incrivelmente gigantesca Tokyo e entre auto-estradas e grandes corporações é algo de surrealista":
O Akihabara News é um dos sites sobre o Japão que frequentemente visito (aconselho, por ser mais fácil, que se assinem as respectivas actualizações via e-mail, a fim de não se perder pitada).
Semanalmente, um dos conteúdos que mais me agrada seguir é precisamente este das "visitas a Tokyo". Inteiramente captados por uma máquina fotográfica digital (cuja marca, por não gostar dela aqui não revelarei; infelizmente, não é uma Nikon ;) ), trata-se de vídeos em alta-definição, com duração média de uns 10 minutos, num ficheiro de cerca de 500 MB — uma pechincha informática, atendendo a que os bilhetes de avião para o Japão custam os olhos-da-cara...
Sempre bem enquadrados, estas pequenas miradas não são submetidas a qualquer efeito aplicado em "pós-produção" e espelham aquilo que a lente capta, directamente e sem subterfúgios. Idem para o som, que permite testemunhar o ambiente à altura da tomada de imagens.
Esta semana, visita-se Tachiaigawa, uma aldeia agregada a Tokyo, situada num dos 23 bairros da cidade (mais exactamente em Shinagawa) mas que se torna especial porque, conforme o texto refere, "ter uma espécie de aldeia psicatória na incrivelmente gigantesca Tokyo e entre auto-estradas e grandes corporações é algo de surrealista":
Vergonha para ti, Câmara Municipal de Lisboa... (Parte III) [*]
[*] Pelo andar da carruagem, suspeito que este assunto ainda venha a ter muita numeração romana e "partes"...
Depois de aqui e aqui ter abordado o assunto, revelador da incúria e laxismo camarário lisboeta, hoje de manhã esta Zona do Cais do Sodré junto à estação de caminho de ferro da CP apresenta não só a prova das minhas suspeitas (está tudinho na mesma!) quanto à morosidade de uma solução, como também, e para cúmulo, junto ao lago artificial que se formou agora também no local nasceu uma... lixeira!
Vejamos:
Belo espectáculo, não é? Especialmente se considerarmos, além de tudo o que já expus, existir um pouco mais à direita uma paragem de autocarros de turismo, tipo Cityrama.
Ora bem. Lago artifical? Confere. Passadeira de peões submersa e inutilizável? Confere. Lixeira? Confere. O que não confere, especialmente a ideia de eficácia e atenção a uma situação comunicada, é a atitude da CML. É certo que, na questão do lixo, a câmara não tem responsabilidade (directa) pela sua presença, mas já tem a de a corrigir devidamente.
Gostava muito de encerrar este assunto logo na "Parte IV", mas duvido ter tal sorte. Eu, e os concidadãos frequentadores de uma das zonas mais conheciddas (e carismáticas) da cidade...
Depois de aqui e aqui ter abordado o assunto, revelador da incúria e laxismo camarário lisboeta, hoje de manhã esta Zona do Cais do Sodré junto à estação de caminho de ferro da CP apresenta não só a prova das minhas suspeitas (está tudinho na mesma!) quanto à morosidade de uma solução, como também, e para cúmulo, junto ao lago artificial que se formou agora também no local nasceu uma... lixeira!
Vejamos:
Belo espectáculo, não é? Especialmente se considerarmos, além de tudo o que já expus, existir um pouco mais à direita uma paragem de autocarros de turismo, tipo Cityrama.
Ora bem. Lago artifical? Confere. Passadeira de peões submersa e inutilizável? Confere. Lixeira? Confere. O que não confere, especialmente a ideia de eficácia e atenção a uma situação comunicada, é a atitude da CML. É certo que, na questão do lixo, a câmara não tem responsabilidade (directa) pela sua presença, mas já tem a de a corrigir devidamente.
Gostava muito de encerrar este assunto logo na "Parte IV", mas duvido ter tal sorte. Eu, e os concidadãos frequentadores de uma das zonas mais conheciddas (e carismáticas) da cidade...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Vergonha para ti, Câmara Municipal de Lisboa... (Parte II)
Yep: confirmo que as minhas suspeitas se materializaram: continua tudo igual (se não *PIOR*).
Aproveito para partilhar o conteúdo do e-mail recebido da CML:
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOADirecção Municipal de Serviços CentraisDIVISÃO DE INFORMAÇÃO E ATENDIMENTO
Bom dia,
Agradecemos desde já o seu contacto e a preferência por este canal de contacto do Centro de Atendimento ao Munícipe da Câmara Municipal de Lisboa.
Informamos que o assunto relativo a "Entupimentos de esgotos ou sarjetas" deu entrada com o número CML-76263-571W e foi reencaminhado para: CC Lx-Alerta.
Para mais alguma questão não hesite em contactar-nos.
Com os melhores cumprimentos,
Núcleo de Acompanhamento de Processos e Gestão de Informação
Centro de Atendimento ao Munícipe
Divisão de Informação e Atendimento
CML - Câmara Municipal de Lisboa
Tel.: (+351) 808 20 32 32 | Fax: (+351) 808 20 31 31
E-mail: municipe@cm-lisboa.pt
Site: www.cm-lisboa.pt
Para mim, cidadão, não deixa de ser triste constatar o quão impressionante é a lentidão com que uma situação destas é gerida pela principal e maior câmara municipal de Portugal e, repito, logo numa zona geográfica que mais próxima está da sua sede.
Certamente, admito também, não se prevê que algum meu concidadão se lá venha a afogar e, daí, a menor celeridade atribuída pela CML ao assunto. Mas (bolas!) ao menos, senhores da CML e serviços (in)competentes, pensem em colocar na proximidade um aviso balnear com bandeira e uma bóia. Porque nunca se sabe...
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Vergonha para ti, Câmara Municipal de Lisboa...
A imagem, que captei hoje de manhã, mostra (espero eu, que o espertofone não é uma Nikon) o estado em que está a passagem de peões junto a uma das saídas da estação da CP do Cais do Sodré. E assim está desde há 3 semanas, altura em que caiu uma primeira chuvada.
Desde esse dia e como entretanto vieram dias mais secos, a coisa passou por si, ou seja, a zona voltou a estar transitável. Infelizmente e como os dias de chuva regressaram, os transeuntes voltaram a ter de viver com a situação de impedimento do uso da passagem de pões (que, diga-se, mesmo em condições normais nem sempre é respeitada pelos condutores, mas isso é tema para outra conversa).
É de bradar aos céus — primeiro, para ver se o São Pedro abranda um pouco mais no seu entusiasmo aquático — que desde há tanto tempo e numa zona urbana de grande movimentação de cidadãos (não esquecendo o mau aspecto que se apresenta aos turistas que ainda por cá permanecem), a CML – Câmara Municipal de Lisboa ainda não tenha feito fosse o que fosse para 1) limpar as sarjetas e 2) tornar a zona um pouco menos insegura para os transeuntes do que é habitual.
Talvez que a sua “distracção” seja justificada. Provavelmente andam a olhar para o outro lado da cidade e não repararam. Provavelmente nenhuma patrulha da Polícia Municipal ainda tenha, em 3 semanas, tido oportunidade de passar pela zona. Talvez, também, os cidadãos que a frequentam lamentem a ocorrência mas também não sejam activos o suficiente para o dar a conhecer à CML, exercendo, digamos, um dever cívico para com todos (já que, repito/suspeito, os elementos da Câmara estão muito longe da área — afinal da Praça do Município ao Cais do Sodré eles só se deverão deslocar de Lexus e aquilo é um ror-de-centenas-de-metros (muito trabalho; ouff…) — e, portanto, ainda não deram pela “coisa”.
Seja como for, decidi tirar o retrato hoje, que vou fazer questão de comunicar à CML através do canal próprio, a sua página oficial. Veremos se ainda por lá haverá algum funcionário e/ou pás disponíveis para pôr(em) mãos-à-obra e se acabar de vez com aquele espectáculo completamente dispensável e prova da incúria dos serviços públicos.
O contacto que irei usar, retirado das dezenas disponíveis, é este:
- CAM - Centro de Atendimento ao Munícipe
- Telefone: 808 20 32 32
- Fax: 808 20 31 31
- Email: municipe@cm-lisboa.pt
Eu cá virei dar conhecimento dos resultados deste contacto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)












