Viajo muito e ininterruptamente. Dentro de mim, principalmente (para mal dos meus pecados).
Aviso à navegação: é de esperar muita turbulência. Apertem os cintos.
IMPORTANTE: Não se devolvem bilhetes.
Mostrar mensagens com a etiqueta Progressivas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Progressivas. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Pendragon, It's Just A matter Of Not Getting Caught
Um dos temas, para mim, mais interessantes do mais recente álbum dos Pendragon (Passion, de 2011).
A drop of rain a sheet of ice,
You float through life, you've been here twice
No broken bones, you're on your own
You settle down and make a loving home
You run your hands through swaying corn,
You know you have to die to be reborn
Are you so beatiful tomorrow?
What goes around comes around,
All the clichés of the world and dumbing down
I know your mind, I know your tricks,
Your verbal sound bytes, you lying git
The puncture wound, the heroin,
Unsettled bills, the mortal sin
The trail of slime, where you have been,
Did I say the right thing?
You rule by fear, truth or dare,
The purest words, you've no idea
Will you be so beautiful tomorrow?
No substitute for honest toil,
No antidote for idle hands
In seconds life can turn around,
Depends which way the coin will land
Someone, somewhere, surely
Must know what's going on
The more I live the less I know,
Are you sure I said the right thing?
You run your hand through swaying corn,
You have to die to be reborn
You raise your eyes to heavens above,
You'll have to come back here
Cos you didn't give... love.
A drop of rain a sheet of ice,
You float through life, you've been here twice
No broken bones, you're on your own
You settle down and make a loving home
You run your hands through swaying corn,
You know you have to die to be reborn
Are you so beatiful tomorrow?
What goes around comes around,
All the clichés of the world and dumbing down
I know your mind, I know your tricks,
Your verbal sound bytes, you lying git
The puncture wound, the heroin,
Unsettled bills, the mortal sin
The trail of slime, where you have been,
Did I say the right thing?
You rule by fear, truth or dare,
The purest words, you've no idea
Will you be so beautiful tomorrow?
No substitute for honest toil,
No antidote for idle hands
In seconds life can turn around,
Depends which way the coin will land
Someone, somewhere, surely
Must know what's going on
The more I live the less I know,
Are you sure I said the right thing?
You run your hand through swaying corn,
You have to die to be reborn
You raise your eyes to heavens above,
You'll have to come back here
Cos you didn't give... love.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Pendragon, This Green and Pleasant Land (live)
Épico tema. Os curiosos (e atentos) a quem o título possa ter dito alguma coisa, e se se quiserem dar ao trabalho, podem continuar a abordá-lo (aprofundando-o) pelas seguintes vias:
- William Blake (Wikipedia).
- Emerson, Lake and Palmer, Brain Salad Surgery (1973), ou, mais exactamente, isto.
Pendragon, Dance of the Seven Veils, Part 2: All Over Now
From the first drop of blood spit
To the last breath of man
Betrayal by the hand that leads the innocent hand
A friend the thought was a friend to fight
From William Wallace to Jesus Christ
It hurts when you say
You never knew me anyway
But it's all over now
It's so hard when you say
You never knew me anyway
But it's all over now
You drank from the poison cup
Not knowing it was a trap
It's strange but so true
The ones who love you will run you through
With swords and knives then run for their lives
Like the rose as petals fall
As the dance of the veils calls
But it's all over now
But it's all over now
Like a gypsy it seeks
To serenade you while you sleep
But is cutting out your heart
Leaving scars that run so deep
Like a moth to the flame
That just keeps burning through your life
But the lure of those sweet
Words of love keep calling
It hurts when you say
I never knew you anyway
But it's all over now
And it hurts when you say
I never knew you anyway
But it's all over now
And it hurts when you say
I never loved you anyway
But it's all over now
And it hurts when you say
I never knew you anyway
But it's all over now
We set sail on waters new
Our eyes set on a new world
It's time to wave goodbye
To the lives I touched and left behind
But through this melody and rhyme
I'll find some comfort here
Steven Wilson 'Harmony Korine' Live in Mexico (HD)
Vídeo acabadinho de publicar no canal YouTube do artista (sobre quem já aqui falara recentemente), a propósito do lançamento do Blu-ray/DVD "Get All You Deserve" a 25 de Setembro próximo. Esta interpretação de Harmony Korine (tema inicialmente publicado em 2008 no álbum a solo de Steve Wilson intitulado "Insurgentes") e o espectáculo de duas horas em que se baseia, tiveram lugar no Teatro Metropolitan da Cidade do México no passado dia 13 de Abril, fazendo parte do conteúdo da edição multimédia agora anunciada e que também será disponibilizada numa edição especial contendo dois CDs áudio adicionais. Um tema já clássico do Rock Progressivo actual, aqui impecavelmente reproduzido num espectáculo em directo.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Analysis: BankSynths Vintage Instrument Tour (Part 1)
Falo aqui algumas vezes no Mellotron, um instrumento de teclas electro-mecânico usado inicialmente por grupos de Rock Progressivo. Neste vídeo, entre outros sintetizadores, fala-se no funcionamento de um, o usado pelo teclista Tony Banks dos Genesis. Portador de um exclusivo e característico som, era um autêntico pesadelo de afinação e uso em espectáculos "live". Temperamental, como tanta coisa bela.
Storm Corrosion, o Prog Rock actual passa por aqui
Tinha-o em meu poder há uns dias mas só hoje lhe dediquei tempo para uma audição completa. A primeira. Como todas as primeiras impressões, esta (também) foi indelével. E marcantemente positiva, devo acrescentar. Mas deixem-me começar pelo começo. Storm Corrosion é o projecto (mais um) do britânico Steven Wilson com o sueco Mikael Åkerfeldt (Opeth). Se do segundo "basta" referir a qualidade de volcalista e membro mentor do respectivo grupo de Prog Metal, já do primeiro e além dos trabalhos a solo a amplitude de projectos e bandas — com Porcupine Tree à cabeça — a ele associados é de tal variedade e qualidade que tenho dificuldade em resumi-la. Se considerarmos que estou a falar de um músico e produtor autodidacta e multi-instrumentista, o conceito ainda é mais abismal. Deixo a sugestão de uma visita à Wiki que se lhe refere, para mais informação.
Sobre o álbum homónimo propriamente dito, trata-se de um alinhamento de seis temas de longa duração ao longo dos quais a paternalidade — especialmente considerando a origem mais heavy e Metal de um dos membros — não parece denotar influências, de tal forma são em parte instrumentais e em parte quasi-atmosféricos e bucólicos. Na pacificidade do seu som há contudo algo de experimental e épico, suportado por electrónicas discretas, mais sentidas no campo dos teclados, sempre presentes e audíveis em cada tema. Suspeito mesmo que alguns instrumentos vintage (não podia faltar um Mellotron num tema de Prog) tenham sido usados na sua composição...
Como em todas as áreas em que (passe a expressão) o pé do Homem põe a proverbial mão, tudo o que possa escrever a respeito dos músicos e desta sua obra é inteira e conscientemente subjectivo, pelo que admito opiniões eventualmente contrárias à minha. Ouçamos, entretanto, um dos temas mais apaixonantes deste disco, o final Ljudet Innan, que em sueco significa algo como "the Sound Before (you left):
Sobre o trabalho de cada um dos músicos, aqui deixo dois vídeos que ilustram um pouco dos respectivos sons. O primeiro, retirado da página oficial do Steve, é uma amálgama de excertos de muitos dos seus trabalhos, a solo e em grupo. Dos Opeth, escolhi a faixa mais Proggy do álbum mais recente, o Heritage de 2011.
Sobre o álbum homónimo propriamente dito, trata-se de um alinhamento de seis temas de longa duração ao longo dos quais a paternalidade — especialmente considerando a origem mais heavy e Metal de um dos membros — não parece denotar influências, de tal forma são em parte instrumentais e em parte quasi-atmosféricos e bucólicos. Na pacificidade do seu som há contudo algo de experimental e épico, suportado por electrónicas discretas, mais sentidas no campo dos teclados, sempre presentes e audíveis em cada tema. Suspeito mesmo que alguns instrumentos vintage (não podia faltar um Mellotron num tema de Prog) tenham sido usados na sua composição...
Como em todas as áreas em que (passe a expressão) o pé do Homem põe a proverbial mão, tudo o que possa escrever a respeito dos músicos e desta sua obra é inteira e conscientemente subjectivo, pelo que admito opiniões eventualmente contrárias à minha. Ouçamos, entretanto, um dos temas mais apaixonantes deste disco, o final Ljudet Innan, que em sueco significa algo como "the Sound Before (you left):
Sobre o trabalho de cada um dos músicos, aqui deixo dois vídeos que ilustram um pouco dos respectivos sons. O primeiro, retirado da página oficial do Steve, é uma amálgama de excertos de muitos dos seus trabalhos, a solo e em grupo. Dos Opeth, escolhi a faixa mais Proggy do álbum mais recente, o Heritage de 2011.
segunda-feira, 26 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
O Mellotron: o instrumento-chave do Prog dos GENESIS em análise
Como ainda estou sob o efeito (bom) do concerto dos The Musical Box (TMB) em Cascais, dá-me para abordar e partilhar aqui alguns temas a ele associados, mas nos aspectos ditos "técnicos". Começei com Guitarras & Associados e agora passo aos teclados. "Ao" teclado, melhor dizendo.
Uma correcção (a mim próprio) para começar: o Mellotron, ao contrário daquilo que o meu título possa dar a entender, não é instrumento-chave apenas da música dos GENESIS mas da maioria das bandas do Rock Progressivo. Algumas ainda hoje o usam, e não me refiro apenas aos The Musical Box no âmbito de digressões evocativas do grupo em título. Mais detalhes, seguindo o link imediatamente anterior.
Destaco o seguinte vídeo porque ele me pareceu uma espécie de artigo de uma qualquer Wikipedia visual dedicado a um dos teclados cujo sons sempre me encantaram e que, não por acaso, se tornou numa das imagens sonoras de marca do Prog. Vozes de anjos? Confere. Coros? Faz. Violinos? Venham eles. Ele fazia tudo e com um timbre e personalidade próprios. Dificilmente a origem do seu som me escapa ao escutar qualquer faixa de qualquer grupo que a ele recorra. Conforme relatei no artigo sobre o show dos TMB (vide link inicial), o seu "Tony Banks" usa um modelo digital mas aquele(s) de que aqui a Lileigh White (mm... nome interessante..) fala são mesmo dos originais usados pelo Tony Banks e alguma da sua História. A propósito, ouça-se o trecho sobre como o grupo adquiriu o seu primeiro modelo, um Mk. II, as vantagens e caprichos (a palavra exacta...) técnicos do instrumento ou a forma como funcionava. Uma boa forma de nos deixarmos ensopar neste(sa) teclado(s) e mais um belo trabalho documental da LileighWhiteLilith.
quarta-feira, 14 de março de 2012
The Musical Box: o equipamento Vintage do guitarrista "Hackett"
Depois de hoje ter aqui publicado as minhas impressões sobre o concerto dos The Musical Box (TMB), nada melhor que complementar a parte em que abordei ligeiramente algum do equipamento "vintage" usado em digressões pela banda, nomeadamente aquele que é usado pelo guitarrista François "Steve Hackett" Gagnon (eu não disse que ela era calvo? ;)), para, com explicações do próprio, ficarmos a conhecer melhor a panóplia de instrumentos e acessórios que usa. Está satisfeita a minha curiosidade quase infantil por este tipo de engenhocas, nomeadamente o ter finalmente descoberto o que era aquela "coisa branca" que ele tinha à sua direita.
"Genesis em Cascais 1975": os The Musical Box 37 anos depois

Já aqui, e algures, contei quase até à exaustão a relação de fã de Rock Progressivo que venho mantendo há umas décadas(zitas). Não escondendo a minha admiração pelo papel dos GENESIS como uma das bandas mais emblemáticas no seio deste género musical, tanta vez incompreendido, chegou a vez de finalmente falar em primeira mão de um concerto "seu". Depois de no sábado ter assistido à actuação dos canadianos The Musical Box em Cascais, sinto-me quase obrigado a aqui deixar algumas minhas impressões sobre tudo o que vi e vivi na passada noite de 10 de Março de 2012.
Não é fácil organizar ideias depois de abrirmos as comportas da fruição, 37 anos depois de encerradas, tal a acumulação de sentimentos finalmente vividos nas quase duas horas e meia de espectáculo. Alguém estranhará se eu disser que fiquei quase sem voz quando tudo terminou? Eu cantei tudinho! Enfim, acompanhando o vocalista Denis Gagné nos 19 temas não instrumentais dos 23 do álbum The Lamb Lies Down On Broadway (TLLDOB) de 1974 que trouxe a banda-tributo a Portugal, mais os 2 do encore.
Uma nota: as fotos aqui incluídas, excepto indicado de outra forma, foram tiradas por mim; infelizmente são uma minoria porque não fui equipado para fotografar condignamente o concerto. Um "mero" smartphone teve de fazer as vezes de equipamento profissional, com os inerentes resultados para mim insatisfatórios, mas.
O Local
Tratando-se este de um concerto ao mesmo tempo evocativo e de celebração de uma banda, de uma época e do famoso concerto que aquela dera nos idos de 6 e 7 de Março de 1975, não seria justo esquecer o local onde tudo aconteceu. O de agora, infelizmente (por razões puramente históricas), já não é o original Pavilhão do Dramático de Cascais. Este, situava-se junto ao quartel militar da vila e fora construído em inícios dos anos de 1970 com projecto do arquitecto Henrique Albino, acabando por ser completamente demolido em 2006 depois de estar planeado que se tornaria alegadamente num "Centro de Arte de Cascais". Um novo edifício acabou por ser construído no Bairro da Torre, perto do cemitério (ver links no final do artigo para mais informação), tendo sido baptizado oficialmente como Pavilhão Guilherme Pinto Basto.
Chegado aqui, uns 45 minutos antes das 21h30, já se notava aparato policial nas redondezas (do verdadeiro e em número exagerado, na minha opinião) para ordenar o trânsito, que apesar de tudo fluía tranquilamente, e para "manter a ordem". Lugares para estacionar já eram raros e tive de fazer uma pequena caminhada para chegar ao pavilhão.
Chegado aqui, uns 45 minutos antes das 21h30, já se notava aparato policial nas redondezas (do verdadeiro e em número exagerado, na minha opinião) para ordenar o trânsito, que apesar de tudo fluía tranquilamente, e para "manter a ordem". Lugares para estacionar já eram raros e tive de fazer uma pequena caminhada para chegar ao pavilhão.
![]() |
| Cartaz oficial, com patrocinadores |
![]() |
| Cartaz promocional |
![]() |
| Cartaz promocional, com texto. |
![]() |
| Antigo Pavilhão do Dramático de Cascais (maquette). |
![]() |
| Antigo Pavilhão do Dramático de Cascais em 2006 (já em demolição) e nos anos de 1970s. |
![]() |
| O "Dramático" original, um ano antes da demolição de 2006. |
![]() |
| O "Dramático" original, noutro ângulo, já em processo de demolição |
![]() |
| Entrada do moderno "Dramático de Cascais", oficialmente Pavilhão Guilherme Pinto Basto |
![]() |
| Fachada do "Dramático de Cascais" |
"Atmosfear"
Refiro-me tanto à atmosfera a vivida, como ao receio daquilo que me poderia ser dado ver... Mal cheguei à esquina adjacente deparei-me com dois "militares de Abril", ambos com ar de quem em 1975 nem sequer devesse estar nos futuros projectos de vida dos respectivos paizinhos, tal o ar jovem que ostentavam. Mas, conforme eu suspeitava, a organização decidiu evocar 1975 à maneira, mas sem rigores excessivos, recorrendo a figurantes para nos recordar da presença, à época, desde os militares do COPCON e respectivas viaturas militares para, tal como a actual PSP, tentarem (historicamente sabe-se que sem grande sucesso) manter a (des)ordem reinante nas imediações do extinto Dramático naquele Março distante de 37 anos, até aos "populares" em rebelde manifestação (ruidosa). Este meu olhar para certos detalhes, ainda por cima como entusiasta de História Militar, assinalou que, ao invés dos carros Chaimite de antanho, agora estava estacionado frente à entrada principal do pavilhão uma Auto-metralhadora Panhard. Nada de mais, trata-se de uma viatura de menor porte e poder, também em uso no exército daquela época mas, como mencionei acima, a ideia era evocar minimamente a presença militar como garante da ordem pública pós-revolucionária pelo que não valia a pena ser-se exigente em demasia. De cada lado da entrada encontravam-se ainda dois Volkswagen "Carocha", à esquerda um dos anos de 1970s e à direita a moderna versão do Beetle de 2012. Adiante.
Já no interior, ainda pouco povoado por volta das 21h, enquanto o público foi entrando deu logo para perceber que havia mais presença masculina que feminina. Quando, por volta das 21h35, a sala ficou quase cheia (se estava esgotada, conforme se lia na página da Câmara Municipal de Cascais alusiva ao evento, alguns, poucos, lugares vagos na lateral indicavam o contrário), apercebi-me sem surpresas, admito, que estava rodeado da maior multidão de cabelos cinza-brancos num espectáculo musical de que tenha memória. Eu incluído! Não é de estranhar, repito, dada a geração a que pertencem os fãs originais dos GENESIS, todos agora na dita "casa dos 50s" (e mais além…). Ainda perscrutei a multidão à minha volta, a ver se reencontrava alguns dos colegas de liceu, tão fãs dos Genesis e do Rock Progressivo quanto eu, mas nada. Apenas à minha frente se sentou um conhecido político da nossa praça, antigo líder parlamentar da bancada do PSD. Siga.
P.S.: E não, desta vez e ao contrário do que se passara há quase 40 anos atrás, o público comportou-se civilizadamente (será uma coisa geracional, ou da "idade"?) e ninguém fumava na sala nem tampouco se "cheirou" daquela matéria-que-faz-rir. Infelizmente, quem sabe? ;)
| Web da C.M.C. anunciando o espectáculo e preço dos ingressos, indicando estarem esgotados. |
![]() |
| A sala, momentos antes do início (foto minha) |
![]() |
| A bateria de "Phill Collins" e teclados de "Tony Banks" (foto minha) |
![]() |
| A posição de "Steve Hackett" e um dos pontos elevados para o vocalista, atrás (foto minha) |
![]() |
| A parede da "caverna" subterrânea de onde sai um Slipperman (foto minha) |
![]() |
| Posto de "Steve Hackett" em detalhe (foto minha) |
![]() |
| Posição de "Tony Banks" (foto minha) |
A Banda
Os homens que têm a coragem (e mestria técnica, admita-se) de trazer à cena um espectáculo (musical e teatral) com várias dezenas de anos de existência e da envergadura, complexidade e sofisticação como é este TLLDOB. São eles:
Os homens que têm a coragem (e mestria técnica, admita-se) de trazer à cena um espectáculo (musical e teatral) com várias dezenas de anos de existência e da envergadura, complexidade e sofisticação como é este TLLDOB. São eles:
Denis Gagné ("Peter Gabriel", noutros espectáculos também "Phil Collins" como vocalista) - Vocalista principal, Percussão.
François Gagnon ("Steve Hackett") - guitarras eléctrica de 6-cordas, guitarra acústica e guitarra de 12 cordas.
Sébastien Lamothe ("Mike Rutherford") - Guitarra baixo, pedais-baixo, guitarra de 12-cordas, vocalista e Director Musical da banda.
David Myers ("Tony Banks") - Teclados, guitarra de 12-cordas, vocalista.
Todos eles, durante o espectáculo e quase sem falhas dignas de registo (já tocaram ao vivo o TLLDOB mais vezes que os próprios GENESIS o fizeram), se portaram à altura da fama de rigorosos executantes contemporâneos dos antigos espectáculos ao vivo de uma das bandas de Rock Progressivo do nosso coração. Ou não fossem os The Musical Box os únicos autorizados oficialmente pelos "GENESISs & Peter Gabriel" (sic) para os representar nas já centenas de espectáculos evocativos que vêm trazendo ao público desde 1994. Os adereços cénicos, as marcações no palco, posições relativas e postura dos membros da banda (a coreografia, digamos melhor), passando pelos instrumentos de época empregues — à excepção, por razões puramente técnicas e de fiabilidade, do Mellotron Digital mencionado nesta entrevista e da sempre soberba guitarra Rickenbacker de dois braços usada pelo Sébastien Lamothe ("Mike Rutherford"), que é canhoto e portanto usa um modelo invertido face ao original do Mike (apesar de que nesta versão do TLLDOB ter usado uma dupla composta por um baixo Micro-Frets de seis cordas acoplado a uma guitarra Rickenbacker de doze cordas) —, até ao guarda-roupa e visual "fashion" dos Anos Setenta do século XX, com as suas calças-à-boca-de-sino e as fartas cabeleiras. Curiosidade adicional para mencionar que o François Gagnon é practicamente calvo, pelo que recorre a uma peruca para melhor se assemelhar ao "Steve Hackett" que emula em palco e a barba farta que o Marc Laflamme ostentava, à semelhança do Phil Collins no espectáculo do dia 6 de Março de 1975 e que, curiosamente, acabaria por cortar completamente para a intervenção do dia seguinte, deixando apenas bigode).
![]() |
| A bonita dupla Rickenbacker (tal como em 1975, não usada em Cascais) |
![]() |
| Mellotron Digital |
O espectáculo "The Lamb Lies Down On Broadway"
Começou com um atraso ligeiro, nada de mais, com uma introdução apresentada pelos dois portugueses responsáveis pela vinda dos The Musical Box a Portugal, Pedro e Manuel Mello Breyner. Como curiosidade adicional, refiro que foi lida na íntegra pelo Manuel uma nota em inglês que no final ficámos a saber ter sido escrita pelo Steve Hackett (o verdadeiro), alegando não poder satisfazer o convite que lhe tinha sido endereçado para participar por "… ter outros afazeres inadiáveis nesses dias", acrescentando ainda ter presente que o concerto da sua banda em 1975 em Cascais tinha sido "o mais explosivo" de que tinha memória… É pena porque o Steve já tinha estado com os The Musical Box em Zurique no mês passado, facto que menciona na sua página oficial. Este intróito foi "interrompido", com os tais "COPCONs" de que falei mais acima a fazerem uma aparição “musculada” para impor a ordem no palco, tentando remover os dois “prevaricadores” a fim de que a banda "GENESIS" de 75 pudesse finalmente intervir.
Depois da introdução à história e percurso surreais do jovem Rael, um delinquente porto-riquenho residente em New York City, apresentada pelo "Peter Gabriel" e mal se ouviram os primeiros acordes do piano do David Myers ("Tony Banks") no 1º dos 23 temas do duplo álbum, o homónimo "The Lamb Lies Down On Broadway", que uma onda de excitação varreu todos os espectadores, que ovacionaram e assobiaram entusiasticamente a banda. Os arrepios pela espinha-abaixo (ou acima? Já não me recordo) começaram e foi aqui que, admito sem problemas, verti a primeira de algumas lagrimazitas… GENESIS, enfim!!
O concerto seguiu rigorosamente (e friso "rigorosamente") o alinhamento original do álbum de estúdio e foi possível ficar com uma ideia do que teriam sido as actuações do grupo no auge da sua pujança musical, criativa e cénica e logo naquele que é considerado como um dos dois trabalhos maiores da carreira (ou outro é o Selling England by the Pound que em 1973 antecedera o Lamb). Também aqui foi visível o maior protagonismo do vocalista e não foi sem uma pontinha de tristeza que também neste aspecto me revi (e compreendi ainda melhor) no isolamento e cansaço que o Peter Gabriel a sério sentia já então e que teria sido uma das razões que o levou a abandonar a banda depois da tournée que os trouxera a Cascais, terminada a 22 de Maio de 1975 em Besançon, França — como um à parte sobre este tema, escute-se o seu desabafo no autobiográfico "Solsbury Hill", inserido no 1º álbum a solo, Peter Gabriel (1977), não estranhamente o seu 1º single de sucesso da carreira pós-GENESIS.
![]() |
| Foto: Martin Christgau (captada no show de 2011) |
![]() |
| Rael apresenta-se. Foto: Martin Christgau |
![]() |
| A actuação de Cascais (foto minha) |
O concerto seguiu rigorosamente (e friso "rigorosamente") o alinhamento original do álbum de estúdio e foi possível ficar com uma ideia do que teriam sido as actuações do grupo no auge da sua pujança musical, criativa e cénica e logo naquele que é considerado como um dos dois trabalhos maiores da carreira (ou outro é o Selling England by the Pound que em 1973 antecedera o Lamb). Também aqui foi visível o maior protagonismo do vocalista e não foi sem uma pontinha de tristeza que também neste aspecto me revi (e compreendi ainda melhor) no isolamento e cansaço que o Peter Gabriel a sério sentia já então e que teria sido uma das razões que o levou a abandonar a banda depois da tournée que os trouxera a Cascais, terminada a 22 de Maio de 1975 em Besançon, França — como um à parte sobre este tema, escute-se o seu desabafo no autobiográfico "Solsbury Hill", inserido no 1º álbum a solo, Peter Gabriel (1977), não estranhamente o seu 1º single de sucesso da carreira pós-GENESIS.
![]() |
| Na digressão de 2011 (foto Leon Alvarado) |
Sendo, repito, este um concerto baseado num álbum conceptual, os temas foram-se sucedendo na ordem conhecida da obra, revelando da parte dos músicos em palco um conhecimento rigoroso das suas nuances, principalmente considerando que aqui não se tratava de uma "mera" reprodução de um trabalho de outrém, como que seguindo uma sua partitura mas, dificuldade adicional, da emulação dos gestos, atitudes e diálogos com o público, inclusive, debitados como apresentação de algumas das fases mais importantes do desenrolar da história de Rael (mais detalhes em The Annotated Lamb Lies Down On Broadway), tal como já Peter Gabriel fazia. Basicamente, esta fidelidade a quase 100% aos originais revela um admirável trabalho de aturada investigação, tanto mais de louvar quanto é conhecida a ausência de registos filmográficos consistentes das actuações dos GENESIS ao vivo. Digamos que aqui se recria com sucesso uma obra quando apenas dela se têm excertos e relatos dispersos, além de alguns planos esquemáticos frelativos à parte técnica da ontagem de palco (luzes, som, instrumentos, etc.).
Os momentos mais electrizantes foram o do 1º tema, já mencionado, e os temas "Cuckoo Coccon", "In The Cage", mas principalmente o trio "Hairless Heart", a desembocar num hipnotizante "Counting Out Time" e a concluir-se no famosíssimo "Carpet Crawlers" (pausa para mais lagrimazitas…). Dos temas do 2º disco, aquele em que a obra denota um maior dramatismo narrativo e musical, pesado mesmo, destaco a cacofonia bem reproduzida em "The Waiting Room", um daqueles em que a secção rítmica dos The Musical Box pôde demonstrar na complexidade da sua reprodução a sua qualidade como intérpretes à altura. Menções especiais, portanto, para a bateria de Marc Laflamme e os teclados de David Myers (especialmente em "Riding The Scree"), que estiveram em grande destaque. Prosseguindo no setlist, os temas deste "lado" do concerto são também aqueles em que o "Peter Gabriel" nos pôde presentear com as mais espectaculares mudanças de guarda-roupa de todo o programa. Três canções depois, surgiria a cantar "The Lamia" envolvido numa estrutura giratória semelhante a um cone feito de seda colorida com desenhos de cobras (novo arrepiozinho ao escrever e reviver este momento, em que estou propositadamente a ouvir o álbum, confortavelmente sentado à secretária).
E para o final, dois dos temas mais vibrantes do álbum: "The Colony of Slippermen (The Arrival)", em que o cantor se desloca contorcendo-se lentamente no interior de um tubo fálico transparente que sai de uma protuberância na "parede rochosa da caverna" montada no fundo do palco, mostrando a gestação, desenvolvimento e nascimento do famoso Slipperman, o ser amarelo-esverdeado de testículos insufláveis (sem comentários) e pele coberta de tocos, caroços e borbulhas e voz maviosamente borbulhante (não a consigo definir de outro modo), isto tudo enquanto inicia o verso "I Wondered Lonely as a Cloud" do poeta William Wordsworth:
![]() |
| "The Lamia" (foto Leon Alvarado, 2011) |
![]() |
| "The Lamia" (detalhe do adereço) |
E para o final, dois dos temas mais vibrantes do álbum: "The Colony of Slippermen (The Arrival)", em que o cantor se desloca contorcendo-se lentamente no interior de um tubo fálico transparente que sai de uma protuberância na "parede rochosa da caverna" montada no fundo do palco, mostrando a gestação, desenvolvimento e nascimento do famoso Slipperman, o ser amarelo-esverdeado de testículos insufláveis (sem comentários) e pele coberta de tocos, caroços e borbulhas e voz maviosamente borbulhante (não a consigo definir de outro modo), isto tudo enquanto inicia o verso "I Wondered Lonely as a Cloud" do poeta William Wordsworth:
I wandered lonely as a cloud,
Till I came upon this dirty street.
I've never seen a stranger crowd;
Slubberdegullions on squeaky feet,
![]() |
| O Slipperman, foto de Martin Christgau, 2011 (note-se a guitarra Micro-Frets/Rickenbacker double neck mencionada antes) |
E então (tão depressa? Já??), pouco menos de duas horas depois do começo, eis chegado o momento de encerrar a narrativa das desventuras de Rael com "It". De novo vestido à Rael (o blusão de cabedal negro, a T-shirt branca e os jeans azuis), "Peter Gabriel" e os seus “GENESIS” acabam em apoteose com uma encenação (à época estranhíssima) que consistiu na utilização de luzes strobe brancas intensas a iluminarem alternadamente dois Raels, cada um no extremo esquerdo e direito do palco, terminado o tema e a actuação com uma explosão pirotécnica também de cor branca!!
O Encore
Acabado o prato principal — de fácil digestão e já a deixar saudades — era mais que óbvia a chegada da sobremesa, mesmo que, por qualquer estranha e surreal razão, não fosse encomendada. Ou não se tratasse aqui da reencenação de um show antigo de 37 anos e desfecho conhecido. A última meia hora de espectáculo foi ocupada pelos não menos clássicos temas "The Musical Box", escolha óbvia a vários níveis e não apenas por se tratar do nome com o qual a banda-tributo decidiu baptizar-se e "Watcher of the Skies". Acompanhem-me num resumo alargado destes dois temas fulcrais na obra clássica Genesiana.
Em "The Musical Box", a 1ª faixa do 3º álbum de originais, Nursery Cryme (1971), "Peter Gabriel” introduz-nos o tema por si criado, um conto de fadas victoriano em que se fala de duas crianças numa mansão de campo. Conta assim o texto do álbum:
Enquanto o menor Henry Hamilton-Smythe (8) jogava críquete com Cynthia Jane De Blaise-William (9), a doce e sorridente Cynthia eleva o seu taco e graciosamente remove (sic) a cabeça de Henry. Duas semanas mais tarde, no berçário de Henry, ela descobre a querida caixa de música deste. Ansiosamente, ela abre-a e enquanto "Old King Cole" começa a tocar, uma pequena figura-espírito aparece. Henry tinha regressado, mas não por muito tempo, pois enquanto estava no quarto o seu corpo começou a envelhecer rapidamente, mas deixando no interior uma mente de criança. Todos os desejos sexuais de uma vida passaram por ele. Infelizmente, a tentativa de persuadir Cynthia Jane a satisfazer os seus impulsos despertou a atenção da educadora, que foi investigar a razão do ruído. Instintivamente, atira a caixa de música à criança de barbas, destruindo ambos. Este é o tema em que o "Peter" se apresenta com um maillot negro e, quase no final da interpretação, surge mascarado de idoso que, encurvado mas lúbrico, incentiva:
You stand there with your fixed expression
Casting doubt on all I have to say
Why don't you touch me, touch me
Why don't you touch me, touch me
Touch me now, now, now, now, now
Now, now, now, now, now
Now, now, now, now, now
Now, now, now, now, now
Now, now, now, now, now ... Oooh....
![]() |
| "I've been waiting here for so long, and all this time has passed me by..." |
![]() | ||
| "She's a lady, she's got time, Brush back your hair, and let me get to know your face" |
"Watcher of the Skies" é o 1º tema do 4º álbum, Foxtrot, de 1972. O título foi emprestado do poema que John Keats escreveu em 1917 ("On First Looking into Chapman's Homer"):
"Then felt I like some watcher of the skies
When a new planet swims into his ken."
Ao contrário do anterior, este foi escrito conjuntamente por Tony Banks e Mike Rutherford, sendo uma composição claramente sinfónica e que começa com um poderoso solo de Mellotron para nos contar uma história das mais esotéricas e, em simultâneo, humanas da produção inicial (a clássica) dos GENESIS, que traduzo desta Wiki:
Um ser alienígena (representado ao vivo pelo "Peter Gabriel" de asas de morcego por detrás da cabeça rapada ao meio) visita a Terra e encontra-a deserta. Colocam-se-lhe as questões - está deserta porque as criaturas nativas se auto-aniquilaram ("Has life again destroyed life") ou porque deixaram a Mãe-Terra para ir algures ("Do they play elsewhere")? Seja qual for a resposta, qual lagarto primitivo que se aparta da cauda, deixando-a para trás, a humanidade como um todo afastou-se para além da sua união com o planeta mãe. O alienígena é idoso e viajou pela imensidão do espaço. Talvez seja gigantesco ou se tenha desenvolvido como uma nave espacial orgânica, pois é-nos dito que ele em si próprio constitui um mundo e que nenhum mundo pelo qual passe é seu. Após observar as condições no planeta, o alienígena transmite aos desaparecidos habitantes alguma da sua antiquíssima sabedoria dizendo (todo o desenrolar da canção-estória sempre me causou arrepios de fio-a-pavio):
Um ser alienígena (representado ao vivo pelo "Peter Gabriel" de asas de morcego por detrás da cabeça rapada ao meio) visita a Terra e encontra-a deserta. Colocam-se-lhe as questões - está deserta porque as criaturas nativas se auto-aniquilaram ("Has life again destroyed life") ou porque deixaram a Mãe-Terra para ir algures ("Do they play elsewhere")? Seja qual for a resposta, qual lagarto primitivo que se aparta da cauda, deixando-a para trás, a humanidade como um todo afastou-se para além da sua união com o planeta mãe. O alienígena é idoso e viajou pela imensidão do espaço. Talvez seja gigantesco ou se tenha desenvolvido como uma nave espacial orgânica, pois é-nos dito que ele em si próprio constitui um mundo e que nenhum mundo pelo qual passe é seu. Após observar as condições no planeta, o alienígena transmite aos desaparecidos habitantes alguma da sua antiquíssima sabedoria dizendo (todo o desenrolar da canção-estória sempre me causou arrepios de fio-a-pavio):
"From life alone to life as one,
Think not now your journey's done
For though your ship be sturdy,
no Mercy has the sea,
Will you survive on the ocean of being?
Come ancient children hear what I say
This is my parting council for you on your way."
Por fim, entristecido por ainda se encontrar só, o Observador (Watcher) volta-se e dirige-se de novo para as estrelas. The End e monumental ronda de aplausos e assobios percorre toda a assistência. E muito apropriadamente, porque, como disse, a banda mereceu-os inteiramente e tão cedo não voltaremos a escutar as sábias palavras do Observador dos Céus… Encerrava-se assim, com uma verdadeira chave de ouro, um fascinante espectáculo de duas horas e meia ao som da obra dos GENESIS.
O espectáculo em vídeo
A vídeo-reportagem do evento, realizada por António Maria Correia para a Câmara de Cascais, complementa o meu relato, nomeadamente o ambiente popular de 1975 recriado na zona exterior do recinto, bem como pequenos excertos da actuação dos The Musical Box, incluíndo uma mini-entrevista ao volcalista Denis Gagné. Um documento que servirá para recordar por muito mais tempo a boa impressão causada por todo o acontecimento, apenas lamentando não ter sido dele feita uma captação integral, que bem poderia ser colocada à venda. Espero que os canadenses tenham essa ideia...
Conclusão(?)
Como elogio final só posso afirmar que depois do espectáculo se fica na dúvida se se esteve a assistir a um concerto de Rock ou a uma peça teatral. A meu ver, esta "dúvida" sempre foi propositadamente gerada (e gerida) pelos Genesis, e agora reproduzida numa quase perfeição pelos The Musical Box. Celebrando e evocando 1975 ou não, os canadianos afirmaram já [link entrevista] que tão cedo não voltarão a encenar The Lamb Lies Down On Broadway (esta digressão terminará em 18 de Maio em Montreal, Canadá) e que irão voltar a centrar as suas actuações com recriações de espectáculos GENESIS de outras épocas como "Selling England by the Pound" ou "A Trick of the Tail" (este o primeiro trabalho de longa duração sem Gabriel), regressando ao seu passado. Esta foi, pois, a derradeira possibilidade de vermos TLLDOB tocado integralmente no âmbito do tributo prestado pelo quinteto canadiano.
Ajustadamente, uma bela e saudosa Caixa de Música, agora fechada. (De vez?).
---------------------------
Algumas das fontes usadas para a composição do meu texto (mencionadas nos locais apropriados):
http://themusicalbox.net/
Câmara Municipal de Cascais
LyricWiki
Wikipedia (Inglês e Português)
HackettSongs
GenesisNews.com
The Annotated Lamb Lies Down On Broadway
Genesis-Cascais75 (blog comemorativo do 30º aniv. do concerto)
http://www.areamilitar.net/
Dramático de Cascais no facebook (fotos do pavilhão antigo e sua demolição)
Pavilhão "Dramático de Cascais" no Flickr
http://jnpdi.blogspot.com/2005/11/o-que-vai-nascer-no-antigo-pavilho-do.html
quinta-feira, 8 de março de 2012
"Never mind the mellotron"
É o título que o RockNewsDesk deu ao artigo/entrevista com o vocalista dos The Musical Box, a banda-tributo aos Genesis que irá actuar no pavilhão do Dramático de Cascais no muito próximo dia 10 deste mês, conforme já aqui destaquei. Uma interessante leitura, que nos dá mais algumas pistas sobre o que se poderá esperar ver/ouvir/sentir daqui a um par de dias, recordando o histórico concerto dos originais Genesis em 1975.
De novo, os meus agradecimentos ao Paulo Q. por ter partilhado isto comigo; um verdadeiro cúmplice nestas andanças do Rock Progressivo. :)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Podcast: Proggy Style Radio Show (me on it)
A propósito deste episódio, ouvi hoje que o meu amigo Charlie O'Mara dedicou-me na edição #117 o tema Paper Monkeys, também título do álbum mais recente dos Ozric Tentacles. Repito o que antes aqui escrevera: para fãs do género são imperdíveis estes podcasts Proggy Style Radio Show — e não o digo por lá ter sido referido por duas vezes (e desta feita ele ter dito o meu nome na perfeição! :) ).
Aqui deixo o tema em escuta no podcast mais bem humorado e descontraído dedicado ao Rock Progressivo de ontem, de hoje e de sempre e, de seguida, uma vídeo-entrevista dada pelo casal (Ed e Brandi) Wynne a propósito deste seu novo trabalho. Por partes: Paper Monkeys, Ozric Tentacles. Take it awaaay!!....
A entrevista...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Hoje é dia 13
Por respeito a todos os azarados deste mundo, hoje não há post. Basicamente: "Isto não é um post".
[Pronto, está escrito]
Excepção (s.f.): assinalar a data de nascimento deste (grande) senhor:
[Pronto, está escrito]
Excepção (s.f.): assinalar a data de nascimento deste (grande) senhor:
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Genesis Live (em 1972 na TV belga)
A pouco mais de um mês disto, vamos recordar os originais Genesis num vídeo de rara qualidade (sem exageros, face aos padrões actuais...) gravado numa actuação em directo no programa Pop Shop da TV belga, nos idos de 20 de Março de 1970. Em toda a sua glória progressiva, eis os 29 minutos da performance do quinteto britânico; e os temas são:
The Fountain of Salmacis (merecedor de mais reconhecimento que o que lhe foi votado)
Twilight (um muito superior e menos xaroposamente insuportável que esse em que estão a pensar)
Musical Box (clássico #1)The Return of the Giant Hogweed (curioso, o erro com que a legenda surge na tela e clássico #2)
P.S.: Ai que me mata, aquele baixo Rickenbacker 4001 do Mike Rutherford... <3
P.P.S.: Um agradecimento ao meu amigo Paulo Quintela (@__pq), que me trouxe à atenção esta versão melhorada de um show já conhecido.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
YES, Turn of the Century
Bonito tema do Prog dos YES, escrito e composto por Jon Anderson, Steve Howe e Alan White. Merece transcrição completa do poema, que mostra como o Amor pode ser intemporal — e (repetição) eterno?
Realising a form out of stone,
Set hands moving.
Roan shaped his heart,
Through his working hands.
Worked to mold his passion into clay,
Like the sun.
In his room, his lady,
She would dance and sing so completely.
"So be still," he now cries,
"I have time, oh let clay transform thee so."
In the deep cold of night,
Winter calls, he cries "Don't deny me!"
For his lady, deep her illness.
Time has caught her,
And will for all reasons take her.
In the still light of dawn, she dies.
Helpless hands soul revealing.
Like leaves we touch, we learn.
We once knew the story.
As winter calls he will starve,
All but to see the stone be life.
Now Roan, no more tears.
Set to work his strength,
So transformed him.
Realizing a form out of stone,
His work so absorbed him.
Could she hear him?
Could she see him?
All aglow was his room,
Dazed in this light.
He would touch her,
He would hold her.
Laughing as they danced,
Highest colors touching others.
Did her eyes at the turn of the century,
Tell me plainly.
How we'll meet, how we'll love,
Oh, let life so transform me.
Like leaves we touch, we dance.
We once knew the story.
As autumn called and we both
Remembered all those many years ago.
I'm sure we know.
Was the sign in the day with a touch,
As I kiss your fingers.
We walk hands in the sun,
Memories when we're young,
Love lingers so.
Was it sun through the haze,
That made all your looks,
As warm as moonlight?
As a pearl deep your eyes,
Tears have flown away,
All the same light.
Did her eyes at the turn of the century,
Tell me plainly.
When we meet, how we'll look,
As we smile time will leave me clearly.
Like leaves we touch, we see,
We will know the story.
As autumn calls we'll both remember,
All those many years ago.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Os Genesis voltam a Cascais!! (37 anos depois)

Não são exactamente os Genesis de 1975 mas os The Musical Box, o grupo oficial de tributo e homenagem à banda do Rock Progressivo do meu contentamento. Os dois concertos que aqueles deram no Pavilhão do Dramático de Cascais em dias consecutivos, ficaram para a história e eu próprio tenho como uma indelével e inesquecível memória a frustração de não ter podido participar porque... os meus pais não deixaram este puto de 16 anos assistir, nem com a companhia de uma prima, mais velha! Outros tempos, pois claro, ainda por cima com um fresquinho 25 de Abril na memória dos progenitores, alimentando-lhes instintos protectores do seu filhinho contra aqueles malucos, todos uns drogados certamente (diz-se que o cheiro a erva era tanto e tão intenso que bastava respirar naquele pavilhão para se ficar high, mas isso agora não interessa), que iriam estar presentes em tal orgia musical... Consta que em cada uma das duas noites estiveram cerca de 10.000 drog.., perdão, espectadores presentes no concerto! E eu por pouco que não fui um deles...
Enfim, e porque tal como o amar também nunca é tarde para regressar a um passado saudoso (37 anos depois), infelizmente já não com a banda original, lá irei — finalmente! — marcar presença no agora novo Dramático de Cascais para, no mínimo, tentar recuperar parte daquilo que teria sido, por outros motivos, uma memória ainda mais marcante. Para mim, e, certamete, outros como eu, provavelmente os das duas gerações seguintes, serão sempre os tais Genesis que irei/iremos ter à minha frente a tocar os 22 temas do histórico álbum conceptual (o último lançado pela banda em quinteto completo, em 1974), The Lamb Lies Down on Broadway (TLLDoB).
O concerto de 6 e 7 de Março de 1975
Sobre ele, infelizmente mais um dos Genesis clássicos (i.e. composto por Peter Gabriel, Michael Rutherford, Tony Banks, Steve Hackett e Phil Collins) do qual não foi feito qualquer registo visual completo de qualidade, nada melhor do que visitar o blog criado em 2005 por Guilherme Pereira, aquando da passagem dos 30 anos sobre as duas datas históricas. Um bom local para podermos recordar os testemhunhos de alguns presentes e tamém diversos objectos associados ao evento então organizado pela promotora Concerto de Carlos Gomes: o cartaz oficial, a confirmação do contrato com a banda, recortes de imprensa, os bilhetes (a Esc. 80$00?? pois sim...), e fotos daquela época tão longínqua, e simultaneamente próxima. Fui em 2005 um dos que comentou no blog (ia lá agora deixar passar a efeméride em claro); até o Gimba lá comentou! ;)
Uma nota de rodapé para outro objecto comemorativo, a edição do DVD-documentário "Genesis Encore Cascais 75" realizado por João Dias, que a Bazar do Vídeo editou em 2005 juntamente com a revista Cais e de que me posso gabar de ser o detentor de uma das cópias numeradas. Mais sobre ele aqui, aqui e aqui.
Apesar da escassez dos testemunhos fílmados que referi, mesmo assim ainda foram feitas algumas captações de imagem (principalmente fixa), que, acompanhadas do som captado no palco permitem ter uma (pálida) ideia do ambiente que se viveu em Cascais, tendo sido incluídas no citado DVD de edição nacional. Alguns exemplos, com os quatro primeiros temas da obra magistral que TLLDoB sempre foi:
Os The Musical Box
Uma nota de rodapé para outro objecto comemorativo, a edição do DVD-documentário "Genesis Encore Cascais 75" realizado por João Dias, que a Bazar do Vídeo editou em 2005 juntamente com a revista Cais e de que me posso gabar de ser o detentor de uma das cópias numeradas. Mais sobre ele aqui, aqui e aqui.
Apesar da escassez dos testemunhos fílmados que referi, mesmo assim ainda foram feitas algumas captações de imagem (principalmente fixa), que, acompanhadas do som captado no palco permitem ter uma (pálida) ideia do ambiente que se viveu em Cascais, tendo sido incluídas no citado DVD de edição nacional. Alguns exemplos, com os quatro primeiros temas da obra magistral que TLLDoB sempre foi:
Os The Musical Box
Sobre a banda que iremos ver no próximo dia 10 de Março de 2012, de que eu já aqui falara em 2011, ela é composta por seis canadianos francófonos e sobre eles, melhor do que me reperir, será sugerir uma visita à página da Wikipedia que deles fala. Vê-los-ei em Março e aqui deixarei, para memória futura, o testemunho da sua actuação. Que venham daí os Genesis possíveis para a época que vivemos. Por mim, estou ansioso por ver o carneiro adormecer na Broadway.
Subscrever:
Mensagens (Atom)































