A ler, a crónica de Carla Hilário Quevedo na edição de hoje do jornal Metro. Particularmente por todos aqueles que (hipocritamente?) se "escandalizaram" com o abatimento desta triste figura da raça humana. Subscrevo a lógica e a prosa da cronista, que costumo acompanhar no jornal semanário SOL. Descanse quem possa não concordar com este (para mim mais fresco) ponto de vista, pois igualmente respeito as opiniões divergentes.
Viajo muito e ininterruptamente. Dentro de mim, principalmente (para mal dos meus pecados).
Aviso à navegação: é de esperar muita turbulência. Apertem os cintos.
IMPORTANTE: Não se devolvem bilhetes.
Mostrar mensagens com a etiqueta Políticas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Políticas. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 6 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Rómulo Machado no Congresso socialista
No recente XVII congresso do Partido Socialista, em Matosinhos. Coreia do Norte? Com José Sócrates?? Nãaao... Direi antes: uma mini-Venezuela, carai!!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
"Atados"
"atados" é um dos textos que mais gostei de ler no blog do colega P L O C K I N G. Depois de interiorizar bem aquilo que nele se transmite, não me consegui impedir de pensar como parece ter sido tirado da minha cabeça (não, não estou a reclamar autoria) tal a coincidência e comunhão de pensamento. Cito o seu início, com a devida vénia (espero que não se importe):
O texto termina assim:
Agora impõe-se a pergunta: onde, exactamente, deverá ter lugar a discussão? Parece-me óbvio que um dos locais de eleição (em mais de um sentido...) deveria ser a Assembleia da República, mas, pensando bem, e relendo o texto e pela experiêcnia própria que já vivi, afinal "eles" não são assim tão merecedores da "nossa" confiança e, quiçá, a Assembleia raras vezes em Democracia portuguesa se tenha revelado como um verdadeiro fórum representativo de quem vota nos que naquele hemiciclo se sentam. Mas como somos "nós" que os "lá" colocamos por meio do "nosso" voto (desculpem a repetição), que tal usarmos as próximas eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 para o fazer? Antes de "os" sentarmos "lá".
"atados"
"Ninguém faz nada", "não há quem faça nada", "deveria haver alguém que". "Eles" isto, "eles" aquilo… Nestas ubíquas expressões populares, "Ninguém" ou "Alguém" são invariavelmente terceiras pessoas, com a cada vez mais utópica responsabilidade de nos resolver os problemas. São portanto seres cada vez mais míticos e certamente já endeusados. O sebastianismo português conjugado com o fado e com a "culpa é sempre dos outros" faz de nós uma sociedade atada, de atados. Esta mentalidade passiva admite a permanente progressão do estado sobre as nossas vidas, que não tarda em atingir cúmulos absurdos no campo social, económico e político se não lhe efectuarmos a devida oposição. Porque nos alheamos, não nos interessamos e claramente neles delegamos, acabamos governados por tecnocratas e burocratas que nos mandam e desmandam por via de uma legis, um conjunto de regras, obrigações e deveres que cada vez mais nos privam das nossas liberdades individuais e consequentemente da nossa capacidade de intervenção e de iniciativa. (...)
O texto termina assim:
(...) Com mais ou menos socialismo "progressista", com mais ou menos social-democracia "moderna", que no século XXI tanto se diluem e confundem. Iniciemos pois essa discussão sob pena de nos quedarmos, uma vez mais, pela espuma. Se não por nós, pelos nossos filhos.
Agora impõe-se a pergunta: onde, exactamente, deverá ter lugar a discussão? Parece-me óbvio que um dos locais de eleição (em mais de um sentido...) deveria ser a Assembleia da República, mas, pensando bem, e relendo o texto e pela experiêcnia própria que já vivi, afinal "eles" não são assim tão merecedores da "nossa" confiança e, quiçá, a Assembleia raras vezes em Democracia portuguesa se tenha revelado como um verdadeiro fórum representativo de quem vota nos que naquele hemiciclo se sentam. Mas como somos "nós" que os "lá" colocamos por meio do "nosso" voto (desculpem a repetição), que tal usarmos as próximas eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 para o fazer? Antes de "os" sentarmos "lá".
segunda-feira, 25 de abril de 2011
25 de Abril de 1974. 37 anos depois, o quê?

Festeja-se hoje a Revolução de 25 de Abril de 1974. E festejamo-la, em meu entender, de forma triste e forçada. A verdade, é que o momento que actualmente vivemos como país e sociedade em nada justifica ambientes festivos. Mas estes lá (cá) têm lugar. De braço dado com a Troika formada pelo Banco Central Europeu (BCE), Comissão Europeia (CE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), que se instalou em Portugal — Paulo Portas disse este fim de semana no show televiviso de Nicolau Breyner que "Troika não existe; em Português diz-se quanto muito "Triunvirato"" (a definição explica, algo lugubremente?: Associação de três cidadãos poderosos para açambarcar toda a autoridade.) — lá vamos assistir aos habituais discursos inconsequentes (estamos já e infelizmente na fase da chapada-na-cara e não na de festas nas costas ou palavras ocas de circunstância), seguindos dos não menos fatídicos desfiles militares (a propósito: já lhes garantiram o pagamento dos salários em tempo útil?).
Nunca fui revolucionário (nem sequer de Esquerda, estritamente falando, me considero) mas... aquilo que, à época, me pareceram os salutares "Ideais de Abril" eram para chegarmos aqui? Onde será que *todos* errámos??
Só rezo para que consigamos chegar ao 25 de Abril de 2012 — não falo do de 2013 porque o Mundo pode acabar em 21 de Dezembro de 2012 e o nosso (Portugal) já está nos estertores finais...
segunda-feira, 11 de abril de 2011
"Fugir? Para onde?"
Recebi o texto por e-mail e não tenho forma de confirmar autoria. Mas como concordo com ele (independentemente de quem escreveu ou onde) aqui o reproduzo, tal-qual o recebi:
Sócrates parece aqueles velhinhos que se metem pelas auto estradas em contra-mão, com o Teixeira dos Santos no lugar do morto, a gritarem que os outros é que vêm ao contrário. De rabo entre as pernas, fartinhos de saberem que estavam errados, não conseguem agora disfarçar o mal que nos fizeram. Ainda estão a despedir-se, agradecidos, do Constâncio, e já dão a mão a Passos Coelho, que lhes jura que conhece uma saída perto e sem portagem. Estamos bem entregues! Vão-nos servindo a sopa do Sidónio, à custa dos milhões que ainda recebem da Europa, andam pelo mundo fora sem vergonha, de mão estendida, a mendigar e a rapar tachos, tratados pelos credores como caloteiros perigosos e mentirosos de má-fé. Quando Guterres chegou ao Governo, a dívida pouco passava dos 10% do PIB. 15 anos de Guterres, Barroso, Sócrates e de muitos negócios duvidosos puseram-nos a dever 120% do PIB. Esta tropa fandanga deu com os burrinhos na água, não serve para nada e o estado do próprio regime se encarrega de o demonstrar. Falharam todas as apostas essenciais. Todos os dias se mostram incapazes. Mas com o Guterres nos refugiados, o Sampaio nos tuberculosos e na Fundação Figo, o Constâncio no Banco Central e o Barroso em Bruxelas, a gente foge para onde?
Por Joaquim Letria,
...em 04 05 2010
segunda-feira, 28 de março de 2011
"Patranhas"
Gostei de ler, e concordo plenamente, com o seguinte texto hoje publicado no blog "Manual de maus costumes", de Jorge Lopes de Carvalho. Cito-o ipsis verbis:
Patranhas
Uma pessoa nunca deve confiar no Partido Socialista. Não é por mal, nem por nenhum outro motivo que seja passível de ser atribuído como característica de outro partido. Normalmente costuma dizer-se "ah, no PS é só boys", mas uma pessoa sabe que boys são, em rigor, cargos de confiança política para ter a máquina mais oleada e que isso todos os partidos têm. É verdade que uns podem ser mais competentes que outros, mas isso é, como diria um amigo meu, a puta da subjectividade. Noves fora, aprende a nadar companheiro.
O PS não é de confiança porque é um partido que, em última análise, é nihilista, como aquele rapaz no Big Lebowski - these men are nihilists, Donnie, they believe in nothing. É um partido que foi sugando o território ideológico do PSD e consequentemente o seu eleitorado mais forte que é a classe média que não passou a sua juventude a ler filosofia francesa e não andou estes anos todos enganada com as patranhas de um socialismo que já teve tantas mudanças de narrativa como os Morangos com Açúcar.
terça-feira, 22 de março de 2011
Curso de Político (grátis)
Com políticos do calibre daquele a que temos direito (?!), voltámos à Tele-Escola.
Vídeo visto no blog 100 Reféns.
Vídeo visto no blog 100 Reféns.
quarta-feira, 2 de março de 2011
"Este país não é para corruptos"
Não sou eu quem o diz — mas, pensando bem até acho que sim... erm.. que não! Cito o título da crónica, sempre certeita, de Ricardo Araújo Pereira na sua coluna Boca do Inferno. E reza assim:
Este país não é para corruptos
Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer
... Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."
Este país não é para corruptos
Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer
... Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Tokyo restringe vendas de Manga e Anime "prejudiciais"
![]() |
| Imagem via 'The Finantial Times' |
De acordo com a notícia que recebi do Japan Probe, que por sua vez cita artigo do The Wall Street Journal, o Governo Metropolitano de Tokyo (Tokyo Metropolitan Assembly) aprovou esta quarta-feira uma lei com vista à restrição das vendas de Manga e Anime de conteúdo sexual "extremo".
Mas não se pense que em Tokyo, ou no Japão em geral, a venda irrestrita de banda desenhada de conteúdo explicitamente sexual e/ou violento era uma caótica e abjecta realidade condenável socialmente. Nada disso, uma vez que antes de esta lei passar já há limites (compreensíveis) à sua disponibilização e visibilidade junto dos adolescentes. Aquilo que agora se conseguiu foi estender o conceito de “pornografia” a zonas cada vez mais potencialmente difusas do manga ou do anime, querendo enquadrá-las num tipo de conteúdo que manifestamente não tinham. Uma censura, basicamente.
Mas isto não causa estranheza, se consideramos que foi o governador da capital nipónica, Shintaro Ishihara, um controverso político da extrema-direita (há quem o chame de “Le Pen japonês”), igualmente conhecido pela sua postura xenófoba, racista e homófoba, foi o principal instigador da lei agora passada naquele organismo. Sendo também um ultra-nacionalista, espanta (ou não, ou não) que assim tenha conseguido materializar o seu empenho no ataque a uma das indústrias culturais pelas quais o Japão mais é conhecido no mundo inteiro.
Como já li num comentário, esta não é uma lei anti-Pornografia (nada a opor, apesar de ser tema que me levaria mais longe do que agora pretendo com a referência a esta notícia), mas sim anti-Tudo-o-que-o-censor-pensa-que-é-prejudicial-às-crianças e muitos opositores — alguns professores universitários, incluídos — referem a natureza vaga e aberta a interpretações do seu texto. E “vago” e “interpretação” são conceitos pouco naturais para o comum dos mortais no Japão, que sempre foram educados a seguir e cumprir determinados padrões.
Há, contudo, que ressalvar que esta não é uma Lei nacional, mas sim uma aprovada no exclusivo âmbito da Tokyo metropolitana (o que, em si, já constitui um “universo”).
De fenómeno popular, passaremos ao oposto extremo do underground? Se assim for, suspeito que a sua fama se tornará ainda maior…
A mim sempre repugnou todo o tipo de restrição baseada em preconceitos que “alguém” decide defender “por mim”. Haja responsabilidade e bom senso e certas “leis” seriam perfeitamente dispensáveis. Caso contrário, o resultado está à vista: uma qualquer mente (não!) “iluminada” virá a decidir por mim o que devo, ou não, fazer/pensar/sentir.
Mais notícias sobre o tema podem ser seguidas nos links:
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)



