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sábado, 15 de janeiro de 2011

"Tinta nos Nervos", a BD no C.C.B.

(Clicar para download do PDF descritivo oficial)

Rima e tudo. "Tinta nos Nervos" é o nome da mais recente exposição que o Museu Colecção Berardo, situado em pleno Centro Cultural de Belém, traz gratuitamente ao público. São cerca de 600 trabalhos de 41 autores portugueses, expostos até ao próximo dia 27 de Março, diariamente das 10.00h às 19.00h e sábados até às 22.00h.

Mais detalhes nesta página da revista Time Out Lisboa.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Misa Digital Guitar: Um novo instrumento nasce


Aqui está uma engenhoca, um verdadeiro instrumento musical electrónico, que embora se assemelhe a uma guitarra pouco tem a ver com ela, se não precisamente no aspecto exterior. A Misa Digital Guitar é na realidade várias coisas: um sintetizador, mas não tem teclas (usa antes um monitor sensível ao toque). Uma guitarra, mas cuja escala (neck) é desprovida de cordas. Um instrumento de percussão, mas não tem peles esticadas sobre uma caixa de ressonância.

Basicamente, trata-se de mais um instrumento MIDI que integra um sintetizador polifónico carregado de sons e efeitos, controlados em conjunção entre o monitor multi-toque situado no corpo e a escala, desprovida de cordas, mas onde se encontram os familiares 24 trastes (frets) das guitarras clássicas. Junto a cada um destes trastes existem 6 botões.

Desenvolvida pela Misa Digital Instruments de Hong-Kong, esta "guitarra", modelo apelidado de Kitara (que enganadoramente familiar, não é?) para ser tocada dispensa a vulgar palheta, já que as "cordas" simplesmente podem ser tocadas literalmente sobre as linhas iluminadas no ecrã de oito polegadas. E sendo um instrumento polifónico, aquelas podem ser dedilhadas, pressionadas, beliscadas ou tangidas com resultados sonoros finais iguais aos do instrumento em que se inspira esteticamente.

Dois modelos estarão em breve disponíveis no mercado, a Kitara™ and Kitara™ Limited Edition, que apenas diferem nos materiais empregues na sua construção exterior (tudo o mais é rigorosamente idêntico). Serão revelados ao público durante a exposição CES - Consumer Electronics Show em Las Vegas e que hoje se inicia, terminando no dia 9.

Um aspecto positivo, dentre vários, é que recorre ao sistema operativo Linux. Graças a Deus que não é um instrumento Windows, caso contrário o lixado e putativo músico teria de passar a vidinha a fazer reboots ao aparelho e a perder imenso tempo a descarregar e instalar intermináveis fixes, para finalmente o pôr a fazer aquilo que o fabricante garantiu que faria logo de início (#PensamentoCínico)... Um cheirinho do que pode fazer...


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

200 Countries, 200 Years, 4 Minutes

"As estatísticas ganham vida quando a superestrela académica Sueca Hans Rosling ilustra graficamente o desenvolvimento global durante os últimos 200 anos."

Assim se referencia parte do programa The Joy of Stats, uma série de documentários apresentados no canal BBC Four por aquele médico e investigador.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O FIMDOMUNDO foi... antecipado???

Imagem vi@ Chubby Skinny Kids


fim do mundo foi antecipado. Assim parece, a acreditar na notícia do semanário Sol. De 21 de Dezembro de 2012 (sim, 12122012, ou 20121212 à inglesa...) para o já próximo 21 de Maio de 2011. Tudo por obra de um movimento cristão norte-americano, de nome tão ridículo que só podia mesmo ser norte-americano, Family Radio Worldwide. Não tem muito a ver com cristandade, pois não?

Só um pequeno detalhe me preocupa, e cito:

«Sem margem de dúvida, 21 de Maio é a data», garante Camping, que prevê para esse dia a subida aos céus das boas almas: «As restantes pessoas vão permanecer na Terra e vão passar por um período de tormento, até ao fim dos tempos».

Como é que vou ter tempo de passar de "restante pessoa" a "boa alma"?? Nem mesmo como "restante pessoa" considero ser algo de especial... Como vou dizer isto à minha psicóloga??

Estes fins-de-mundo matam-me...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tokyo restringe vendas de Manga e Anime "prejudiciais"

Imagem via 'The Finantial Times'


De acordo com a notícia que recebi do Japan Probe, que por sua vez cita artigo do The Wall Street Journal, o Governo Metropolitano de Tokyo (Tokyo Metropolitan Assembly) aprovou esta quarta-feira uma lei com vista à restrição das vendas de Manga e Anime de conteúdo sexual "extremo".

Mas não se pense que em Tokyo, ou no Japão em geral, a venda irrestrita de banda desenhada de conteúdo explicitamente sexual e/ou violento era uma caótica e abjecta realidade condenável socialmente. Nada disso, uma vez que antes de esta lei passar já há limites (compreensíveis) à sua disponibilização e visibilidade junto dos adolescentes. Aquilo que agora se conseguiu foi estender o conceito de “pornografia” a zonas cada vez mais potencialmente difusas do manga ou do anime, querendo enquadrá-las num tipo de conteúdo que manifestamente não tinham. Uma censura, basicamente.

Mas isto não causa estranheza, se consideramos que foi o governador da capital nipónica, Shintaro Ishihara, um controverso político da extrema-direita (há quem o chame de “Le Pen japonês”), igualmente conhecido pela sua postura xenófoba, racista e homófoba, foi o principal instigador da lei agora passada naquele organismo. Sendo também um ultra-nacionalista, espanta (ou não, ou não) que assim tenha conseguido materializar o seu empenho no ataque a uma das indústrias culturais pelas quais o Japão mais é conhecido no mundo inteiro.

Como já li num comentário, esta não é uma lei anti-Pornografia (nada a opor, apesar de ser tema que me levaria mais longe do que agora pretendo com a referência a esta notícia), mas sim anti-Tudo-o-que-o-censor-pensa-que-é-prejudicial-às-crianças e muitos opositores — alguns professores universitários, incluídos — referem a natureza vaga e aberta a interpretações do seu texto. E “vago” e “interpretação” são conceitos pouco naturais para o comum dos mortais no Japão, que sempre foram educados a seguir e cumprir determinados padrões.

Há, contudo, que ressalvar que esta não é uma Lei nacional, mas sim uma aprovada no exclusivo âmbito da Tokyo metropolitana (o que, em si, já constitui um “universo”).

De fenómeno popular, passaremos ao oposto extremo do underground? Se assim for, suspeito que a sua fama se tornará ainda maior…

A mim sempre repugnou todo o tipo de restrição baseada em preconceitos que “alguém” decide defender “por mim”. Haja responsabilidade e bom senso e certas “leis” seriam perfeitamente dispensáveis. Caso contrário, o resultado está à vista: uma qualquer mente (não!) “iluminada” virá a decidir por mim o que devo, ou não, fazer/pensar/sentir.

Mais notícias sobre o tema podem ser seguidas nos links:

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A "Pessoa do Ano" (segundo a TIME)



Notícia de última hora da CNN:

Facebook founder Mark Zuckerberg has been named TIME magazine's Person of the Year.

Mark Zuckerberg, fundador do facebook, foi eleito e com honras de figura de capa da TIME Magazine (noticia original ao clicar da foto):

domingo, 12 de dezembro de 2010

"A Revolução"

Este o título do artigo de opinião de Leonel Moura, anteontem publicado no Jornal de Negócios Online, a propósito do "caso WikiLeaks", já aqui abordado. Cito os parágrafos finais:

A velha cultura deste poder instalado à sombra de democracias formais, resistente à mudança, corrupto na sua essência, hipócrita e secreto nas suas práticas, tem pouca viabilidade numa sociedade cada vez mais transparente. A consequência é o descrédito absoluto em todo o planeta na classe política e também no modelo económico vigente que, em boa verdade, comanda as operações.

A revolução da Internet exige uma nova democracia, mais livre, mais transparente, mais honesta, mais criativa, já que a atual está gasta e senil como se pode constatar.

Faltará dizer-se mais alguma coisa? Nas mãos de quem estará a chave d(est)a mudança?
Sendo certo e sabido que a cada vez maior utilização de meios informáticos por cada vez mais pessoas, cada vez menos especializadas (i.e. "não-profissionais") em matéria da Informação, situações como a que assistimos com a WikiLeaks e os tremores (e temores...) que tem vindo a causar ao "establishment" dos vários países visados nos meses mais recentes têm tendência a ocorrer com maior frequência.

Por mais que as nações (e insisto em associar esta situação de silenciamento online embaraçado às "Nações" e não somente a organizações ou indivíduos) queriam abafar tudo o que de moral e socialmente condenável façam, haverá sempre alguém que encontrará uma forma de o denunciar. Até poderão calar o WikiLeaks de vez, mas tenho como garantido que, depois disto, nada mais será como dantes.

Está nas nossas mãos mudar este estado de coisas. Sem querer soar a panfletário (estritamente falando, sou demasiado "não-Esquerda" e tenho 0 [zero] ligações a qualquer partido político pelo que tal não é meu apanágio) digo que tenho esperança de que os computadores de cada cidadão venham a servir para algo mais que o "Entretenimento" ou a "consulta de notícias", hábitos revelados em qualquer sondagem. Mais que não seja, basta acompanhar o que se faz em qualquer uma das "redes sociais" online mais usadas actualmente.

sábado, 11 de dezembro de 2010

TED Talks: "Julian Assange: Why the world needs WikiLeaks"

Não vou para já falar do que são as conferências TED Talks (fica para outro dia).

Mas, dada a pertinência e actualidade do assunto (até porque está hoje agendado via Facebook um evento de concentração de apoio à WikiLeaks no Largo do Chiado em Lisboa, entre as 15:00h e as 18:00h), partilho aqui a sessão de 19 minutos e 34" da entrevista dada em Julho de 2010, no âmbito daquelas conferências, pelo "ciberactivista" Julian Assange, porta-voz da WikiLeaks, de quem tanto se tem falado ultimamente e não pelas melhores, i.e., mais dignas e humanas, razões.

"Por que precisa o mundo da WikiLeaks?". Uma possível resposta, directamente da boca de um dos visados. Digamos que este texto será o meu (mini) contributo para o debate sobre aquilo que chamarei de ciber-intervenção, sobre o papel da Informação na nossa sociedade — curiosa e hipocritamente apelidada de "Sociedade de Informação"... — e de até que ponto se deverão, melhor, "terão o direito nações" de as calar a seu bel-prazer, escudadas em argumentos de "Segurança" (ou falta dela).

Pense-se nisto (a ordem é arbitrária):

Segurança
Liberdade
Limites
Informação
Direitos