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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Speed Of Sound Skydive no próximo dia 8 de Outubro 2012


Vem de Roswell no New Mexico e, por isso mesmo, dá que perguntar: "É um OVNI? É um ET?". Mas não não é qualquer dos anteriores. É simplesmente a antevisão da façanha que o austríaco Felix Baumgartner irá executar no próximo dia 8 deste mês, saltando da estratoesférica altura aproximada de 36.600 metros (120 mil pés) em direcção à Terra a partir de uma cápsula pressurizada. Reproduzo o texto original da notícia:


Red Bull Media House http://www.redbullstratos.com
ROSWELL (New Mexico) - The final countdown for Felix Baumgartner's history making jump from the edge of space began on Monday after the Red Bull Stratos Technical Project Director Art Thompson declared the repaired space capsule is fit and all systems are go. The tentative launch date for Baumgartner's attempt to jump from an altitude of 36,576 meters has now been set for October 8, ending a period of uncertainty for the team and, for Baumgartner, the agony of waiting. The Austrian extreme sport athlete had to endure delays due to the repairs but is now delighted that the countdown is on for his attempt to become the first person to break the sound barrier in freefall and set four other world records in the process.

"I feel like a tiger in a cage waiting to get out," said Baumgartner, 43, one of the world's most celebrated B.A.S.E. jumpers and extreme athletes, who in 2003 became the first person to make a freefall flight across the English Channel with the aid of a carbon wing. He will be flying as fast as speeding bullet during his supersonic journey to Earth.

Aviation pioneer Baumgartner and the Red Bull Stratos team have been preparing for years to break the record for highest-altitude jump, eclipsing a mark set more than 52 years ago. The capsule, which at about 1.315 kilogram weighs a little bit more than a VW Beetle, was damaged in a hard landing following Baumgartner's final test jump from a near-record altitude of 29,610 meters in July -- during the jump Baumgartner was freefalling at speeds of up to 864 kilometers per hour, or as fast as a commercial airliner. The Austrian landed safely in another part of the New Mexico desert.

On September 24, the repaired capsule underwent testing in an altitude chamber at Brooks City-Base in San Antonio, Texas. The capsule was exposed to the extreme conditions it will face in the unforgiving environs of the stratosphere. After passing all the tests, the capsule was sent back to Roswell.

A central aim of the Red Bull Stratos project is to collect valuable data for science that could ultimately help improve the safety of space travel and enable high-altitude escapes from spacecraft. The jump will also attempt to break an assortment of records such as highest speed in freefall, highest jump, highest manned balloon flight and longest freefall.

Thompson is cautiously optimistic about the launch date of October 8, while acknowledging that perfect weather conditions are needed for the delicate 850.000 cubic meters helium balloon, which is made of plastic that has 1/10th the thickness of a Ziploc bag. Mission meteorologist Don Day confirmed, "Early fall in New Mexico is one of the best times of the year to launch stratospheric balloons."

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

LEGO: uns belos 80 anos


A LEGO celebrou no passado dia 10 de Agosto o 80º aniversário há dias. Neste vídeo de 17 minutos a companhia traça os passos mais emblemáticos da sua longa história iniciada por Ole Kirk Christiansen. A começar por mim, toda a miudagem que entretanto pôde brincar com os seus produtos deseja-lhe longa vida.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

São as Olimpíadas (e nada como uma boa teoriazinha da conspiração para acompanhar)


Londres 2012. Para os mais distraídos recordo que são duas, as XXX Olimpíadas de Verão. A primeira começou no passado dia 27 de Julho, estendendo-se até 12 de Agosto. As segundas, os chamados Jogos Paralímpicos de Verão, disputam-se entre 29 de Agosto e 9 de Setembro. Ainda antes de começarem, já os habituais adeptos de uma boa conspiraçãozinha se entretiveram a associar-lhes significados e sentidos  outros, para além daqueles que o espírito do Barão Pierre de Coubertain lhes quisera imprimir nos idos de 1896. Enquanto matamos saudades da série televisiva The X-files, aqui deixo quatro vídeos, Guia Vice dos Jogos Olímpicos, onde se expõe practicamente tudo o que se possa pensar de eventualmente desviante (uns mais caprichados que outros), associado a estes Jogos. Entretenimento garantido.








quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pendragon, This Green and Pleasant Land (live)

Épico tema. Os curiosos (e atentos) a quem o título possa ter dito alguma coisa, e se se quiserem dar ao trabalho, podem continuar a abordá-lo (aprofundando-o) pelas seguintes vias:

terça-feira, 12 de junho de 2012

24 Horas de Le Mans: a 80ª edição à vista


É neste sábado, dia 16 de Junho, pelas 14h portuguesas, que se inicia a mais fantástica e antiga corrida de resistência automóvel do mundo, a 80ª edição das 24 Horas de Le Mans. Tal como em anos anteriores, vários são os motivos de interesse para a seguirmos. A História do acontecimento, a transmissão integral, que terá lugar entre os canais Eurosport (internacional) e Eurosport 2 (no cabo) e a presença (mais uma vez, regularmente desde 1997) de equipas que incluem pilotos portugueses.

  1. Pela francesa Larbre Compétition, Pedro Lamy irá tripular o Corvette C6 ZR1 Nº 50, na Classe LM-GTE Am.
  2. Na italo-americana AF Corse-Waltrip, Rui Águas irá estar ao volante do sempre bonito Ferrari 458 GT2 (Italia), na mesma classe que Pedro Lamy.
  3. Na monegasca JMB Racing, Manuel Rodrigues vai recorrer também ao Ferrari 458 GT2 (Italia) de classe LM-GTE Am.

Por aqui, na Net, mais informação poderá ser seguida nos seguintes locais:

Do meu lado, já tenho tudo preparado para ter o meu estúdio privativo doméstico... TV (imperdível, a reportagem em directo no Eurosport feita pelo João Carlos Costa, coadjuvado pela enciclopédia humana em matéria "Endurance" que é Ricardo Grilo), 3 laptops, muita papelada e (eu não devia dizer isto) um pack de latas de Monster Energy Drink... Não vou pregar olho durante mais de 24 horas!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

The Residents History, Parte 1

No ano em que o colectivo The Residents festeja o 40º aniversário, nada como seguir o seu elemento mais destacado, "Randy (Rose)" de seu nome  — sem detrimento para os restantes membros do actual trio, mas apenas porque é aquele que mais tem dado-a-cara num movimento, pouco usual, de "revelação" e exposição pública individual —, iniciando hoje mais uma estória mas que agora nos fala da História da banda (redutor termo, este, que me causa sempre algum constrangimento quando associado ao projecto). Tudo começou num já longínquo 1972, materializando-se com o lançamento do primeiro single "Santa Dog" em Dezembro daquele ano. A 'Parte 1' está aqui, no Tumblr do Randy.

O original "Santa Dog", reproduzido com a devida vénia ao autor, Randy Rose

quarta-feira, 14 de março de 2012

"Genesis em Cascais 1975": os The Musical Box 37 anos depois



Já aqui, e algures, contei quase até à exaustão a relação de fã de Rock Progressivo que venho mantendo há umas décadas(zitas). Não escondendo a minha admiração pelo papel dos GENESIS como uma das bandas mais emblemáticas no seio deste género musical, tanta vez incompreendido, chegou a vez de finalmente falar em primeira mão de um concerto "seu". Depois de no sábado ter assistido à actuação dos canadianos The Musical Box em Cascais, sinto-me quase obrigado a aqui deixar algumas minhas impressões sobre tudo o que vi e vivi na passada noite de 10 de Março de 2012.

Não é fácil organizar ideias depois de abrirmos as comportas da fruição, 37 anos depois de encerradas, tal a acumulação de sentimentos finalmente vividos nas quase duas horas e meia de espectáculo. Alguém estranhará se eu disser que fiquei quase sem voz quando tudo terminou? Eu cantei tudinho! Enfim, acompanhando o vocalista Denis Gagné nos 19 temas não instrumentais dos 23 do álbum The Lamb Lies Down On Broadway (TLLDOB) de 1974 que trouxe a banda-tributo a Portugal, mais os 2 do encore.

Uma nota: as fotos aqui incluídas, excepto indicado de outra forma, foram tiradas por mim; infelizmente são uma minoria porque não fui equipado para fotografar condignamente o concerto. Um "mero" smartphone teve de fazer as vezes de equipamento profissional, com os inerentes resultados para mim insatisfatórios, mas.


O Local

Tratando-se este de um concerto ao mesmo tempo evocativo e de celebração de uma banda, de uma época e do famoso concerto que aquela dera nos idos de 6 e 7 de Março de 1975, não seria justo esquecer o local onde tudo aconteceu. O de agora, infelizmente (por razões puramente históricas), já não é o original Pavilhão do Dramático de Cascais. Este, situava-se junto ao quartel militar da vila e fora construído em inícios dos anos de 1970 com projecto do arquitecto Henrique Albino, acabando por ser completamente demolido em 2006 depois de estar planeado que se tornaria alegadamente num "Centro de Arte de Cascais". Um novo edifício acabou por ser construído no Bairro da Torre, perto do cemitério (ver links no final do artigo para mais informação), tendo sido baptizado oficialmente como Pavilhão Guilherme Pinto Basto.
Chegado aqui, uns 45 minutos antes das 21h30, já se notava aparato policial nas redondezas (do verdadeiro e em número exagerado, na minha opinião) para ordenar o trânsito, que apesar de tudo fluía tranquilamente, e para "manter a ordem". Lugares para estacionar já eram raros e tive de fazer uma pequena caminhada para chegar ao pavilhão.

Cartaz oficial, com patrocinadores



Cartaz promocional


Cartaz promocional, com texto.

Antigo Pavilhão do Dramático de Cascais (maquette).

Antigo Pavilhão do Dramático de Cascais em 2006 (já em demolição) e nos anos de 1970s. 

O "Dramático" original, um ano antes da demolição de 2006.


O "Dramático" original, noutro ângulo, já em processo de demolição 


Entrada do  moderno "Dramático de Cascais", oficialmente Pavilhão Guilherme Pinto Basto

Fachada do "Dramático de Cascais" 


"Atmosfear"

Refiro-me tanto à atmosfera a vivida, como ao receio daquilo que me poderia ser dado ver... Mal cheguei à esquina adjacente deparei-me com dois "militares de Abril", ambos com ar de quem em 1975 nem sequer devesse estar nos futuros projectos de vida dos respectivos paizinhos, tal o ar jovem que ostentavam. Mas, conforme eu suspeitava, a organização decidiu evocar 1975 à maneira, mas sem rigores excessivos, recorrendo a figurantes para nos recordar da presença, à época, desde os militares do COPCON e respectivas viaturas militares para, tal como a actual PSP, tentarem (historicamente sabe-se que sem grande sucesso) manter a (des)ordem reinante nas imediações do extinto Dramático naquele Março distante de 37 anos, até aos "populares" em rebelde manifestação (ruidosa). Este meu olhar para certos detalhes, ainda por cima como entusiasta de História Militar, assinalou que, ao invés dos carros Chaimite de antanho, agora estava estacionado frente à entrada principal do pavilhão uma Auto-metralhadora Panhard. Nada de mais, trata-se de uma viatura de menor porte e poder, também em uso no exército daquela época mas, como mencionei acima, a ideia era evocar minimamente a presença militar como garante da ordem pública pós-revolucionária pelo que não valia a pena ser-se exigente em demasia. De cada lado da entrada encontravam-se ainda dois Volkswagen "Carocha", à esquerda um dos anos de 1970s e à direita a moderna versão do Beetle de 2012. Adiante.

Já no interior, ainda pouco povoado por volta das 21h, enquanto o público foi entrando deu logo para perceber que havia mais presença masculina que feminina. Quando, por volta das 21h35, a sala ficou quase cheia (se estava esgotada, conforme se lia na página da Câmara Municipal de Cascais alusiva ao evento, alguns, poucos, lugares vagos na lateral indicavam o contrário), apercebi-me sem surpresas, admito, que estava rodeado da maior multidão de cabelos cinza-brancos num espectáculo musical de que tenha memória. Eu incluído! Não é de estranhar, repito, dada a geração a que pertencem os fãs originais dos GENESIS, todos agora na dita "casa dos 50s" (e mais além…). Ainda perscrutei a multidão à minha volta, a ver se reencontrava alguns dos colegas de liceu, tão fãs dos Genesis e do Rock Progressivo quanto eu, mas nada. Apenas à minha frente se sentou um conhecido político da nossa praça, antigo líder parlamentar da bancada do PSD. Siga.

P.S.: E não, desta vez e ao contrário do que se passara há quase 40 anos atrás, o público comportou-se civilizadamente (será uma coisa geracional, ou da "idade"?) e ninguém fumava na sala nem tampouco se "cheirou" daquela matéria-que-faz-rir. Infelizmente, quem sabe? ;)

Web da C.M.C. anunciando o espectáculo e preço dos ingressos, indicando estarem esgotados.

A sala, momentos antes do início (foto minha)

A bateria de "Phill Collins" e teclados de "Tony Banks" (foto minha)

A posição de "Steve Hackett" e um dos pontos elevados para o vocalista, atrás (foto minha)

A parede da "caverna" subterrânea de onde sai um Slipperman (foto minha) 

Posto de "Steve Hackett" em detalhe (foto minha)

Posição de "Tony Banks" (foto minha)


A Banda


Os homens que têm a coragem (e mestria técnica, admita-se) de trazer à cena um espectáculo (musical e teatral) com várias dezenas de anos de existência e da envergadura, complexidade e sofisticação como é este TLLDOB. São eles:

Denis Gagné ("Peter Gabriel", noutros espectáculos também "Phil Collins" como vocalista) - Vocalista principal, Percussão.
François Gagnon ("Steve Hackett") - guitarras eléctrica de 6-cordas, guitarra acústica e guitarra de 12 cordas.
Sébastien Lamothe ("Mike Rutherford") - Guitarra baixo, pedais-baixo, guitarra de 12-cordas, vocalista e Director Musical da banda.
David Myers ("Tony Banks") - Teclados, guitarra de 12-cordas, vocalista.
Marc Laflamme ("Phil Collins") - Bateria, percussões.




Todos eles, durante o espectáculo e quase sem falhas dignas de registo (já tocaram ao vivo o TLLDOB mais vezes que os próprios GENESIS o fizeram), se portaram à altura da fama de rigorosos executantes contemporâneos dos antigos espectáculos ao vivo de uma das bandas de Rock Progressivo do nosso coração. Ou não fossem os The Musical Box os únicos autorizados oficialmente pelos "GENESISs & Peter Gabriel" (sic) para os representar nas já centenas de espectáculos evocativos que vêm trazendo ao público desde 1994. Os adereços cénicos, as marcações no palco, posições relativas e postura dos membros da banda (a coreografia, digamos melhor), passando pelos instrumentos de época empregues — à excepção, por razões puramente técnicas e de fiabilidade, do Mellotron Digital mencionado nesta entrevista e da sempre soberba guitarra Rickenbacker de dois braços usada pelo Sébastien Lamothe ("Mike Rutherford"), que é canhoto e portanto usa um modelo invertido face ao original do Mike (apesar de que nesta versão do TLLDOB ter usado uma dupla composta por um baixo Micro-Frets de seis cordas acoplado a uma guitarra Rickenbacker de doze cordas) —, até ao guarda-roupa e visual "fashion" dos Anos Setenta do século XX, com as suas calças-à-boca-de-sino e as fartas cabeleiras. Curiosidade adicional para mencionar que o François Gagnon é practicamente calvo, pelo que recorre a uma peruca para melhor se assemelhar ao "Steve Hackett" que emula em palco e a barba farta que o Marc Laflamme ostentava, à semelhança do Phil Collins no espectáculo do dia 6 de Março de 1975 e que, curiosamente, acabaria por cortar completamente para a intervenção do dia seguinte, deixando apenas bigode).


A bonita dupla Rickenbacker (tal como em 1975, não usada em Cascais)

Mellotron Digital



O espectáculo "The Lamb Lies Down On Broadway"

Começou com um atraso ligeiro, nada de mais, com uma introdução apresentada pelos dois portugueses responsáveis pela vinda dos The Musical Box a Portugal, Pedro e Manuel Mello Breyner. Como curiosidade adicional, refiro que foi lida na íntegra pelo Manuel uma nota em inglês que no final ficámos a saber ter sido escrita pelo Steve Hackett (o verdadeiro), alegando não poder satisfazer o convite que lhe tinha sido endereçado para participar por "… ter outros afazeres inadiáveis nesses dias", acrescentando ainda ter presente que o concerto da sua banda em 1975 em Cascais tinha sido "o mais explosivo" de que tinha memória… É pena porque o Steve já tinha estado com os The Musical Box em Zurique no mês passado, facto que menciona na sua página oficial. Este intróito foi "interrompido", com os tais "COPCONs" de que falei mais acima a fazerem uma aparição “musculada” para impor a ordem no palco, tentando remover os dois “prevaricadores” a fim de que a banda "GENESIS" de 75 pudesse finalmente intervir.

Depois da introdução à história e percurso surreais do jovem Rael, um delinquente porto-riquenho residente em New York City, apresentada pelo "Peter Gabriel" e mal se ouviram os primeiros acordes do piano do David Myers ("Tony Banks") no 1º dos 23 temas do duplo álbum, o homónimo "The Lamb Lies Down On Broadway", que uma onda de excitação varreu todos os espectadores, que ovacionaram e assobiaram entusiasticamente a banda. Os arrepios pela espinha-abaixo (ou acima? Já não me recordo) começaram e foi aqui que, admito sem problemas, verti a primeira de algumas lagrimazitas… GENESIS, enfim!!

Foto: Martin Christgau (captada no show de 2011)

Rael apresenta-se. Foto: Martin Christgau

A actuação de Cascais (foto minha)

O concerto seguiu rigorosamente (e friso "rigorosamente") o alinhamento original do álbum de estúdio e foi possível ficar com uma ideia do que teriam sido as actuações do grupo no auge da sua pujança musical, criativa e cénica e logo naquele que é considerado como um dos dois trabalhos maiores da carreira (ou outro é o Selling England by the Pound que em 1973 antecedera o Lamb). Também aqui foi visível o maior protagonismo do vocalista e não foi sem uma pontinha de tristeza que também neste aspecto me revi (e compreendi ainda melhor) no isolamento e cansaço que o Peter Gabriel a sério sentia já então e que teria sido uma das razões que o levou a abandonar a banda depois da tournée que os trouxera a Cascais, terminada a 22 de Maio de 1975 em Besançon, França — como um à parte sobre este tema, escute-se o seu desabafo no autobiográfico "Solsbury Hill", inserido no 1º álbum a solo, Peter Gabriel (1977), não estranhamente o seu 1º single de sucesso da carreira pós-GENESIS.


Na digressão de 2011 (foto Leon Alvarado)

Sendo, repito, este um concerto baseado num álbum conceptual, os temas foram-se sucedendo na ordem conhecida da obra, revelando da parte dos músicos em palco um conhecimento rigoroso das suas nuances, principalmente considerando que aqui não se tratava de uma "mera" reprodução de um trabalho de outrém, como que seguindo uma sua partitura mas, dificuldade adicional, da emulação dos gestos, atitudes e diálogos com o público, inclusive, debitados como apresentação de algumas das fases mais importantes do desenrolar da história de Rael (mais detalhes em The Annotated Lamb Lies Down On Broadway), tal como já Peter Gabriel fazia. Basicamente, esta fidelidade a quase 100% aos originais revela um admirável trabalho de aturada investigação, tanto mais de louvar quanto é conhecida a ausência de registos filmográficos consistentes das actuações dos GENESIS ao vivo. Digamos que aqui se recria com sucesso uma obra quando apenas dela se têm excertos e relatos dispersos, além de alguns planos esquemáticos frelativos à parte técnica da ontagem de palco (luzes, som, instrumentos, etc.).

Os momentos mais electrizantes foram o do 1º tema, já mencionado, e os temas "Cuckoo Coccon", "In The Cage", mas principalmente o trio "Hairless Heart", a desembocar num hipnotizante "Counting Out Time" e a concluir-se no famosíssimo "Carpet Crawlers" (pausa para mais lagrimazitas…). Dos temas do 2º disco, aquele em que a obra denota um maior dramatismo narrativo e musical, pesado mesmo, destaco a cacofonia bem reproduzida em "The Waiting Room", um daqueles em que a secção rítmica dos The Musical Box pôde demonstrar na complexidade da sua reprodução a sua qualidade como intérpretes à altura. Menções especiais, portanto, para a bateria de Marc Laflamme e os teclados de David Myers (especialmente em "Riding The Scree"), que estiveram em grande destaque. Prosseguindo no setlist, os temas deste "lado" do concerto são também aqueles em que o "Peter Gabriel" nos pôde presentear com as mais espectaculares mudanças de guarda-roupa de todo o programa. Três canções depois, surgiria a cantar "The Lamia" envolvido numa estrutura giratória semelhante a um cone feito de seda colorida com desenhos de cobras (novo arrepiozinho ao escrever e reviver este momento, em que estou propositadamente a ouvir o álbum, confortavelmente sentado à secretária).

"The Lamia" (foto Leon Alvarado, 2011)

"The Lamia" (detalhe do adereço)

E para o final, dois dos temas mais vibrantes do álbum: "The Colony of Slippermen (The Arrival)", em que o cantor se desloca contorcendo-se lentamente no interior de um tubo fálico transparente que sai de uma protuberância na "parede rochosa da caverna" montada no fundo do palco, mostrando a gestação, desenvolvimento e nascimento do famoso Slipperman, o ser amarelo-esverdeado de testículos insufláveis (sem comentários) e pele coberta de tocos, caroços e borbulhas e voz maviosamente borbulhante (não a consigo definir de outro modo), isto tudo enquanto inicia o verso "I Wondered Lonely as a Cloud" do poeta William Wordsworth:

I wandered lonely as a cloud,
Till I came upon this dirty street.
I've never seen a stranger crowd;
Slubberdegullions on squeaky feet,

O Slipperman, foto de Martin Christgau, 2011
(note-se a guitarra Micro-Frets/Rickenbacker double neck mencionada antes)

E então (tão depressa? Já??), pouco menos de duas horas depois do começo, eis chegado o momento de encerrar a narrativa das desventuras de Rael com "It". De novo vestido à Rael (o blusão de cabedal negro, a T-shirt branca e os jeans azuis), "Peter Gabriel" e os seus “GENESIS” acabam em apoteose com uma encenação (à época estranhíssima) que consistiu na utilização de luzes strobe brancas intensas a iluminarem alternadamente dois Raels, cada um no extremo esquerdo e direito do palco, terminado o tema e a actuação com uma explosão pirotécnica também de cor branca!!

Foto de Gustavo Quintas



O Encore

Acabado o prato principal — de fácil digestão e já a deixar saudades — era mais que óbvia a chegada da sobremesa, mesmo que, por qualquer estranha e surreal razão, não fosse encomendada. Ou não se tratasse aqui da reencenação de um show antigo de 37 anos e desfecho conhecido. A última meia hora de espectáculo foi ocupada pelos não menos clássicos temas "The Musical Box", escolha óbvia a vários níveis e não apenas por se tratar do nome com o qual a banda-tributo decidiu baptizar-se e "Watcher of the Skies". Acompanhem-me num resumo alargado destes dois temas fulcrais na obra clássica Genesiana.

Em "The Musical Box", a 1ª faixa do 3º álbum de originais, Nursery Cryme (1971), "Peter Gabriel” introduz-nos o tema por si criado, um conto de fadas victoriano em que se fala de duas crianças numa mansão de campo. Conta assim o texto do álbum:

Enquanto o menor Henry Hamilton-Smythe (8) jogava críquete com Cynthia Jane De Blaise-William (9), a doce e sorridente Cynthia eleva o seu taco e graciosamente remove (sic) a cabeça de Henry. Duas semanas mais tarde, no berçário de Henry, ela descobre a querida caixa de música deste. Ansiosamente, ela abre-a e enquanto "Old King Cole" começa a tocar, uma pequena figura-espírito aparece. Henry tinha regressado, mas não por muito tempo, pois enquanto estava no quarto o seu corpo começou a envelhecer rapidamente, mas deixando no interior uma mente de criança. Todos os desejos sexuais de uma vida passaram por ele. Infelizmente, a tentativa de persuadir Cynthia Jane a satisfazer os seus impulsos despertou a atenção da educadora, que foi investigar a razão do ruído. Instintivamente, atira a caixa de música à criança de barbas, destruindo ambos. Este é o tema em que o "Peter" se apresenta com um maillot negro e, quase no final da interpretação, surge mascarado de idoso que, encurvado mas lúbrico, incentiva:

You stand there with your fixed expression
Casting doubt on all I have to say
Why don't you touch me, touch me
Why don't you touch me, touch me
Touch me now, now, now, now, now
Now, now, now, now, now
Now, now, now, now, now
Now, now, now, now, now
Now, now, now, now, now ... Oooh....


"I've been waiting here for so long,
and all this time has passed me by..
."

"She's a lady, she's got time,
Brush back your hair,
and let me get to know your face
"




"Watcher of the Skies" é o 1º tema do 4º álbum, Foxtrot, de 1972. O título foi emprestado do poema que John Keats escreveu em 1917 ("On First Looking into Chapman's Homer"):

"Then felt I like some watcher of the skies
When a new planet swims into his ken."

Ao contrário do anterior, este foi escrito conjuntamente por Tony Banks e Mike Rutherford, sendo uma composição claramente sinfónica e que começa com um poderoso solo de Mellotron para nos contar uma história das mais esotéricas e, em simultâneo, humanas da produção inicial (a clássica) dos GENESIS, que traduzo desta Wiki:

Um ser alienígena (representado ao vivo pelo "Peter Gabriel" de asas de morcego por detrás da cabeça rapada ao meio) visita a Terra e encontra-a deserta. Colocam-se-lhe as questões - está deserta porque as criaturas nativas se auto-aniquilaram ("Has life again destroyed life") ou porque deixaram a Mãe-Terra para ir algures ("Do they play elsewhere")? Seja qual for a resposta, qual lagarto primitivo que se aparta da cauda, deixando-a para trás, a humanidade como um todo afastou-se para além da sua união com o planeta mãe. O alienígena é idoso e viajou pela imensidão do espaço. Talvez seja gigantesco ou se tenha desenvolvido como uma nave espacial orgânica, pois é-nos dito que ele em si próprio constitui um mundo e que nenhum mundo pelo qual passe é seu. Após observar as condições no planeta, o alienígena transmite aos desaparecidos habitantes alguma da sua antiquíssima sabedoria dizendo (todo o desenrolar da canção-estória sempre me causou arrepios de fio-a-pavio):

"From life alone to life as one,
Think not now your journey's done
For though your ship be sturdy,
no Mercy has the sea,
Will you survive on the ocean of being?
Come ancient children hear what I say
This is my parting council for you on your way."


The Watcher


Por fim, entristecido por ainda se encontrar só, o Observador (Watcher) volta-se e dirige-se de novo para as estrelas. The End e monumental ronda de aplausos e assobios percorre toda a assistência. E muito apropriadamente, porque, como disse, a banda mereceu-os inteiramente e tão cedo não voltaremos a escutar as sábias palavras do Observador dos Céus… Encerrava-se assim, com uma verdadeira chave de ouro, um fascinante espectáculo de duas horas e meia ao som da obra dos GENESIS.


O espectáculo em vídeo

A vídeo-reportagem do evento, realizada por António Maria Correia para a Câmara de Cascais, complementa o meu relato, nomeadamente o ambiente popular de 1975 recriado na zona exterior do recinto, bem como pequenos excertos da actuação dos The Musical Box, incluíndo uma mini-entrevista ao volcalista Denis Gagné. Um documento que servirá para recordar por muito mais tempo a boa impressão causada por todo o acontecimento, apenas lamentando não ter sido dele feita uma captação integral, que bem poderia ser colocada à venda. Espero que os canadenses tenham essa ideia...






Conclusão(?)

Como elogio final só posso afirmar que depois do espectáculo se fica na dúvida se se esteve a assistir a um concerto de Rock ou a uma peça teatral. A meu ver, esta "dúvida" sempre foi propositadamente gerada (e gerida) pelos Genesis, e agora reproduzida numa quase perfeição pelos The Musical Box. Celebrando e evocando 1975 ou não, os canadianos afirmaram já [link entrevista] que tão cedo não voltarão a encenar The Lamb Lies Down On Broadway (esta digressão terminará em 18 de Maio em Montreal, Canadá) e que irão voltar a centrar as suas actuações com recriações de espectáculos GENESIS de outras épocas como "Selling England by the Pound" ou "A Trick of the Tail" (este o primeiro trabalho de longa duração sem Gabriel), regressando ao seu passado. Esta foi, pois, a derradeira possibilidade de vermos TLLDOB tocado integralmente no âmbito do tributo prestado pelo quinteto canadiano.

Assim era o Rock Progressivo de uma das suas bandas precursoras: lírico-mitológico, teatral e inovador.
Ajustadamente, uma bela e saudosa Caixa de Música, agora fechada. (De vez?).


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Algumas das fontes usadas para a composição do meu texto (mencionadas nos locais apropriados):

http://themusicalbox.net/
Câmara Municipal de Cascais
LyricWiki
Wikipedia (Inglês e Português)
HackettSongs
GenesisNews.com
The Annotated Lamb Lies Down On Broadway
Genesis-Cascais75 (blog comemorativo do 30º aniv. do concerto)
http://www.areamilitar.net/
Dramático de Cascais no facebook (fotos do pavilhão antigo e sua demolição)
Pavilhão "Dramático de Cascais" no Flickr
http://jnpdi.blogspot.com/2005/11/o-que-vai-nascer-no-antigo-pavilho-do.html 

sábado, 10 de março de 2012

RIP Jean Giraud (1938-2012)

foto tirada deste artigo (Comic Book Resources)

Fiquei a saber do falecimento deste gigante da BD pelo seguinte post do ...

notas bedéfilas: Imagem do dia: RIP Jean Giraud (1938-2012): É noticia hoje o falecimento aos 73 anos de Jean Giraud/Gir/Moebius , um dos mais talentosos e criativos autores da bd mundial. É ele o...

Apesar de o apreciar enquanto criador do "Tenente Blueberry", começando a ler as suas aventuras na revista "tintin" da minha juventude, foi poucos anos depois que começei a segui-lo enquanto Moebius. Esta sua faceta de criador de mundos outros, surreais e adoravelmente desafiadores pela argúcia da sua escrita e desenho(s) de cores suaves, para mim foi a mais marcante (e prolífica) da banda desenhada de origem franco-belga em vertente de Ficção Científica, não esquecendo a sua influência no Cinema. Como homenagem, vou reler a minha cópia de uma das suas obras mais emblemáticas: A Garagem Hermética de Jerry Cornelius.

quinta-feira, 8 de março de 2012

"Never mind the mellotron"

É o título que o RockNewsDesk deu ao artigo/entrevista com o vocalista dos The Musical Box, a banda-tributo aos Genesis que irá actuar no pavilhão do Dramático de Cascais no muito próximo dia 10 deste mês, conforme já aqui destaquei. Uma interessante leitura, que nos dá mais algumas pistas sobre o que se poderá esperar ver/ouvir/sentir daqui a um par de dias, recordando o histórico concerto dos originais Genesis em 1975.


De novo, os meus agradecimentos ao Paulo Q. por ter partilhado isto comigo; um verdadeiro cúmplice nestas andanças do Rock Progressivo. :)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sonhei com isto

American Icon: the Hot Rod

Série televisiva norte-americana de 20101/2011 de 13 episódios dedicada à história e evolução dos Hot Rod, um tipo muito peculiar de automóvel criado nos Estados Unidos, nos seus primórdios, pela transformação artesanal de velhos carros Ford (principalmente do Modelo T e B) nos anos 30 e 40 do século XX com a finalidade de competir (ilegalmente) com rivais em estradas públicas da California do Sul. O hot rodding acabou por transformar-se, de fenómeno de contra-cultura nos seus primórdios, em estilo de vida e numa arte a que nem todos na actualidade poderão ter acesso dada a natureza singular dos seus carros, construídos por pequenas mas importantes empresas especializadas, mediante encomenda de proprietários endinheirados.

A série tem passado entre nós no canal de cabo Discovery Turbo e eu começei há dois dias a rever as suas gravações, daí o tema se ter tornado paisagem onírica para esta pessoa, que se imaginou (?) a conduzir uma destas bombas numa qualquer estrada à beira do oceano junto ao qual reside...

Foto Dirk Behlau

Desenhado por Bo Zolland

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Hoje é dia 13 (parte II)

Depois de tanto aqui falar nele (nunca o suficiente), imperdoável seria eu não assinalar a efeméride #2 do dia de hoje: o nascimento de Agostinho da Silva (13 Fevereiro 1906, 3 Abril 1994). Aqui fica a sugestão de leitura (repito: tanta vez citada), o que nos resta da pessoa e do seu pensamento, além da colecção de 5 DVD editados pelo jornal Público em Fevereiro de 2006:

Ed. Casa das Letras

sábado, 28 de janeiro de 2012

Os Genesis voltam a Cascais!! (37 anos depois)


Não são exactamente os Genesis de 1975 mas os The Musical Box, o grupo oficial de tributo e homenagem à banda do Rock Progressivo do meu contentamento. Os dois concertos que aqueles deram no Pavilhão do Dramático de Cascais em dias consecutivos, ficaram para a história e eu próprio tenho como uma indelével e inesquecível memória a frustração de não ter podido participar porque... os meus pais não deixaram este puto de 16 anos assistir, nem com a companhia de uma prima, mais velha! Outros tempos, pois claro, ainda por cima com um fresquinho 25 de Abril na memória dos progenitores, alimentando-lhes instintos protectores do seu filhinho contra aqueles malucos, todos uns drogados certamente (diz-se que o cheiro a erva era tanto e tão intenso que bastava respirar naquele pavilhão para se ficar high, mas isso agora não interessa), que iriam estar presentes em tal orgia musical... Consta que em cada uma das duas noites estiveram cerca de 10.000 drog.., perdão, espectadores presentes no concerto! E eu por pouco que não fui um deles...

Enfim, e porque tal como o amar também nunca é tarde para regressar a um passado saudoso (37 anos depois), infelizmente já não com a banda original, lá irei — finalmente! — marcar presença no agora novo Dramático de Cascais para, no mínimo, tentar recuperar parte daquilo que teria sido, por outros motivos, uma memória ainda mais marcante. Para mim, e, certamete, outros como eu, provavelmente os das duas gerações seguintes, serão sempre os tais Genesis que irei/iremos ter à minha frente a tocar os 22 temas do histórico álbum conceptual (o último lançado pela banda em quinteto completo, em 1974), The Lamb Lies Down on Broadway (TLLDoB).


O concerto de 6 e 7 de Março de 1975
Sobre ele, infelizmente mais um dos Genesis clássicos (i.e. composto por Peter Gabriel, Michael Rutherford, Tony Banks, Steve Hackett e Phil Collins) do qual não foi feito qualquer registo visual completo de qualidade, nada melhor do que visitar o blog criado em 2005 por Guilherme Pereira, aquando da passagem dos 30 anos sobre as duas datas históricas. Um bom local para podermos recordar os testemhunhos de alguns presentes e tamém diversos objectos associados ao evento então organizado pela promotora Concerto de Carlos Gomes: o cartaz oficial, a confirmação do contrato com a banda, recortes de imprensa, os bilhetes (a Esc. 80$00?? pois sim...), e fotos daquela época tão longínqua, e simultaneamente próxima. Fui em 2005 um dos que comentou no blog (ia lá agora deixar passar a efeméride em claro); até o Gimba lá comentou! ;)

Uma nota de rodapé para outro objecto comemorativo, a edição do DVD-documentário "Genesis Encore Cascais 75" realizado por João Dias, que a Bazar do Vídeo editou em 2005 juntamente com a revista Cais e de que me posso gabar de ser o detentor de uma das cópias numeradas. Mais sobre ele aquiaqui e aqui.

Apesar da escassez dos testemunhos fílmados que referi, mesmo assim ainda foram feitas algumas captações de imagem (principalmente fixa), que, acompanhadas do som captado no palco permitem ter uma (pálida) ideia do ambiente que se viveu em Cascais, tendo sido incluídas no citado DVD de edição nacional. Alguns exemplos, com os quatro primeiros temas da obra magistral que TLLDoB sempre foi:












Os The Musical Box
Sobre a banda que iremos ver no próximo dia 10 de Março de 2012, de que eu já aqui falara em 2011, ela é composta por seis canadianos francófonos e sobre eles, melhor do que me reperir, será sugerir uma visita à página da Wikipedia que deles fala. Vê-los-ei em Março e aqui deixarei, para memória futura, o testemunho da sua actuação. Que venham daí os Genesis possíveis para a época que vivemos. Por mim, estou ansioso por ver o carneiro adormecer na Broadway.

Porsche: cartazes de 1950s

Porsche, uma das marcas históricas no desporto automóvel, aqui evocada em 14 cartazes dos anos de 1950. A ver na totalidade no artigo do Retronaut.com.






quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

Telemóveis: a evolução

Não sei de quem me leia mas eu não consigo viver sem o meu espertofone, agora um modelo verdadeiramente "esperto" e, porque não dizê-lo?, user-friendly (desculpa Nokia, mas troquei-te por outra, mais sexy, simpática e disponível que tu). Um verdadeiro PC de meter no bolso, que faz tudo o que queremos (e mesmo o que dispensaríamos que fizesse). Aqui vai a sua história, iniciada nos idos de 1973, numa infografia da autoria da Wilson Electronics reproduzida no Mashable.com.